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	<title>A Montanha &#187; opinião</title>
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	<description>Blog de Montanhismo - Vinicius Ribeiro</description>
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		<title>A questão de pular ou não da montanha</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 02:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu tenho uma teoria. Alguns amigos meus também. Uma teoria confiável descreve as nossas observações, assim como um montanhista atualizado escala montanhas de antigamente e, de igual forma, as novas. Para fundamentar uma observação ou um fenômeno, necessitamos de dados confiáveis e, no caso de um montanhista, de uma boa vista do cume. Isto posto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho uma teoria. Alguns amigos meus também. Uma teoria confiável descreve as nossas observações, assim como um montanhista atualizado escala montanhas de antigamente e, de igual forma, as novas. Para fundamentar uma observação ou um fenômeno, necessitamos de dados confiáveis e, no caso de um montanhista, de uma boa vista do cume. Isto posto, pergunto, de coração: se eu realmente tivesse pulado do cume da montanha que aparece na foto abaixo, com um minúsculo paraquedas acoplado em minhas costas, com todas aquelas nuvens ali encobrindo minha visão, eu teria menos chances de sucesso, por só conseguir ver o chão quando estivesse próximo dele?</p>
<div id="attachment_1176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/IMG_0173.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/IMG_0173.jpg" alt="Pulado do cume da montanha" title="Pulado do cume da montanha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1176" /></a><p class="wp-caption-text">Pulado do cume da montanha</p></div>
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		<title>Fotografias de montanha que eu não fiz&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 08:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[… porque estava ocupado ajeitando a polaina que não para quieta na bota, fiquei com preguiça de tirar a câmera da mochila ou estava tomando café sentado na rede. Tudo isso seria muito fácil resolver, caso eu tivesse acesso a alguma tecnologia suficientemente avançada, que fosse capaz de recuperar as imagens já vividas na montanha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>… porque estava ocupado ajeitando a polaina que não para quieta na bota, fiquei com preguiça de tirar a câmera da mochila ou estava tomando café sentado na rede. Tudo isso seria muito fácil resolver, caso eu tivesse acesso a alguma tecnologia suficientemente avançada, que fosse capaz de recuperar as imagens já vividas na montanha diretamente do meu cérebro. Daqui pra amanhã, esta tecnologia não vai aparecer. E eu vou continuar com equipamento dando problema, eventualmente tendo preguiça de abrir a mochila, achando divertido ficar a toa na rede. Paciência. De modo que eu encerro a discussão por aqui, embora nem fosse minha intenção discutir algo. Era mais vontade de conversar com alguém, mesmo sendo o assunto um tanto sem propósito. Enfim, obrigado. Foi uma satisfação conversar com você ;-)</p>
<div id="attachment_1167" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/P1000906.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/P1000906.jpg" alt="Esta é uma boa fotografia. Foi tirada pelo Juliano, enquanto tomávamos café na rede, e que justifica eu também não ter fotos deste momento." title="Esta é uma boa fotografia. Foi tirada pelo Juliano, enquanto tomávamos café na rede, e que justifica eu também não ter fotos deste momento." width="500" height="375" class="size-full wp-image-1167" /></a><p class="wp-caption-text">Esta é uma boa fotografia. Foi tirada pelo Juliano, enquanto tomávamos café na rede, e que justifica eu também não ter fotos deste momento.</p></div>
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		<title>Uma nova montanha em 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 23:41:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encerro 2011 satisfeito. Não plenamente, mas o suficiente. Em termos de montanhismo a coisa poderia ter sido melhor. Embora tenha conseguido desenvolver algumas habilidades e manter o ritmo de sempre, não foi semelhante a outros anos. É certo que faltaram aquelas expedições longas, geralmente para fora do estado, eventualmente para o exterior. Mas fiz o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encerro 2011 satisfeito. Não plenamente, mas o suficiente. Em termos de montanhismo a coisa poderia ter sido melhor. Embora tenha conseguido desenvolver algumas habilidades e manter o ritmo de sempre, não foi semelhante a outros anos. É certo que faltaram aquelas expedições longas, geralmente para fora do estado, eventualmente para o exterior. Mas fiz o que poderia ter sido feito. Dos 52 finais de semana do ano, em 34 estive na montanha. A grande verdade é que o projeto principal de 2011 foi ser <a href="http://amontanha.com.br/posts/filho-da-montanha-bicho-do-parana/">pai</a>.</p>
<p>Já o ano de 2012 chega ligeiro como uma frente fria soprando do sul. Estou cheio de expectativas, me preparando para aproveitar muito bem as oportunidades que surgirem. Os planos feitos, as planilhas calculadas, as montanhas que quero escalar listadas. É questão de seguir o planejado e tocar em frente. Quero que Deus continue me acompanhando, e torço para continuar tendo saúde e disposição para fazer tudo aquilo que anseio.</p>
<p>Deixo aqui meu grande abraço a todos os amigos e camaradas que me acompanharam neste espaço em 2011. Manter este blog é de uma satisfação enorme, e evidentemente que a participação dos companheiros contribui muito pra isso. Espero continuar merecendo confiança e força para conduzir o meu projeto montanhístico, a exemplo do que fizeram <a href="http://www.bullterrier.com.br/">Bull Terrier</a> e <a href="http://www.lojadosuplemento.com.br/">Loja do Suplemento</a>, que me apoiaram este ano. Também espero continuar merecendo as visitas de montanhistas amigos e anônimos, fazendo deste blog pessoal um espaço original e interessante para os encantados com a montanha.</p>
<p>Enfim, a todos vocês, meu sincero desejo de um grande ano novo. A gente se encontra na montanha, com certeza.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/uma-nova-montanha-em-2012/bolinha/' title='Seguindo o plano.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/bolinha-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Seguindo o plano." title="Seguindo o plano." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/uma-nova-montanha-em-2012/canal02/' title='Do alto da montanha.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/canal02-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Do alto da montanha." title="Do alto da montanha." /></a>

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		<title>100 anos de montanhismo brasileiro?</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/100-anos-de-montanhismo-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 22:25:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É uma falácia, uma arbitrariedade. Talvez um erro bem intencionado. Não existe esta história de 100 anos de montanhismo brasileiro. Acontece que os montanhistas cariocas, ou especialmente eles, atribuem à primeira escalada do Dedo de Deus 1675m em 1912, na Serra dos Órgãos em Teresópolis-RJ, realizada por José Teixeira Guimarães e companhia, como marco inicial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma falácia, uma arbitrariedade. Talvez um erro bem intencionado. Não existe esta história de 100 anos de montanhismo brasileiro. Acontece que os montanhistas cariocas, ou especialmente eles, atribuem à primeira escalada do <a href="http://amontanha.com.br/posts/outras-montanhas-de-petropolis/">Dedo de Deus</a> 1675m em 1912, na Serra dos Órgãos em Teresópolis-RJ, realizada por José Teixeira Guimarães e companhia, como marco inicial do montanhismo nacional. A escolha até me parece justa dada a relevância do evento, embora não consensual, haja vista as manifestações contrárias de montanhistas paranaenses e catarinenses.</p>
<p>Particularmente, esta seleção revela a habilidade dos montanhistas cariocas em estar sempre na vanguarda política do montanhismo nacional, e que, querendo ou não, estão fazendo algo em prol da nossa atividade, como por exemplo, a Semana Brasileira de Montanhismo. Mas revela, também, a falta de perícia em tratar a questão com o resto do país e pouca humildade em aceitar uma realidade a parte da antiga capital do Império. E é muito fácil ser humilde quando se está por cima das nuvens, no alto de uma bela montanha. Tenso mesmo é conseguir ser humilde quando se está por baixo.</p>
<p>O montanhista paranaense, acostumado a longas jornadas para escalar uma montanha, já que não tem morro na esquina de casa, atribui à primeira escalada do <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Conjunto Marumbi</a>, 1539m, realizada por José Olympio de Miranda e companheiros em 1879, que por dias cruzou rios e florestas intocadas, e alcançou duas outras montanhas antes de atingir o cume principal do <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Marumbi</a>, como o principal evento inicial do montanhista brasileiro. Os cariocas sempre ficam irritados quando os paranaenses afirmam que a escalada do <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Marumbi</a> foi de caráter meramente esportivo, sem contar ter sido realizada mais de 30 anos antes, e que por isso mesmo merece o reconhecimento de marco inicial do montanhismo brasileiro. Além de ficarem irritados, confundem defesa histórica com política.</p>
<p>Como montanhista, federado e pagador de mensalidades, tenho o direito de concordar ou não com a questão. E expor meu ponto de vista não é ser mesquinho. Deveriam tratar da união dos montanhistas antes, não quando o fato já está consumado. Aí fica parecendo desculpa. Tinham que ter buscado união na hora de decidir lançar um selo que fala em nome de todos os montanhistas brasileiros.</p>
<p>Onde vamos parar com esta discussão? Em lugar nenhum. O montanhismo carioca se esforçou pelo selo, e é isso o que vale. Mas o que fica é o erro histórico, a questão de inventarem uma data. Lançaram um selo comemorativo ao tal 100 anos do montanhismo nacional, e com isso, conseguiram oficializar uma arbitrariedade. Eu sou mais <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Marumbi</a>. Isso não muda a vida de ninguém, assim como o selo não vai mudar a minha.</p>
<div id="attachment_1109" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/100_3643.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/100_3643.jpg" alt="Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro?" title="Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro?" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1109" /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro?</p></div>
<div id="attachment_1110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/Petropolis-066.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/Petropolis-066.jpg" alt="Dedo de Deus, marco inicial do montanhismo brasileiro?" title="Dedo de Deus, marco inicial do montanhismo brasileiro?" width="375" height="500" class="size-full wp-image-1110" /></a><p class="wp-caption-text">Dedo de Deus, marco inicial do montanhismo brasileiro?</p></div>
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		<title>Divagando sobre a merda montanhística alheia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 03:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabemos todos que esse é um assunto meio desagradável de tratar e que eu poderia usar esse meu pequeno espaço de registro para descrever algum evento bonito. Porém, mais desagradável ainda, é você estar na paz das montanhas e, de repente, num lance de azar, encontrar uns 15cm de cocô seco ao lado de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos todos que esse é um assunto meio desagradável de tratar e que eu poderia usar esse meu pequeno espaço de registro para descrever algum evento bonito. Porém, mais desagradável ainda, é você estar na paz das montanhas e, de repente, num lance de azar, encontrar uns 15cm de cocô seco ao lado de uma caixinha de cume ou no meio de uma trilha. Em algumas vezes o negócio está acompanhado do papel higiênico usado no ato, apenas para completar a cena.</p>
<p>Então eu fiz uma reflexão sobre o assunto, logo depois de voltar do <a href="http://amontanha.com.br/tudo-sobre-o-pico-parana/" title="Tudo sobre o Pico Paraná">Pico Paraná</a> e ter encontrado dezenas de artefatos produzidos pelos intestinos dos montanhistas que freqüentam aquelas trilhas. O resultado é mais filosófico do que científico, uma vez que não estou munido de dados precisos e também porque estou meramente divagando, como já citei no título, sobre as fezes alheias.</p>
<p>Logo de cara, devemos concordar que fazer cocô ao lado de uma caixa de registro é uma tremenda palhaçada. O alto de uma pedra, um lugar em que todos sentam ao pegar o caderno do cume, jamais será local apropriado para servir de banheiro. A pessoa que faz isso, simplesmente não tem educação ou carrega uma boa dose de humor bizarro dentro da mochila. E eu já contemplei tal espetáculo no Itapiroca.</p>
<p>Beleza, não defeca na caixa do cume, mas defeca no meio da trilha. Aí eu já acho que às vezes nem é tanto questão de educação, é mais de inteligência mesmo, quem sabe de ignorância. Por exemplo, o cara pode ignorar que usar a trilha para banheiro vai permitir que pisem no material e que cause transtornos ao nariz do sorteado. Simplesmente a pessoa não se toca! Sei lá, isso acontece.</p>
<p>Segundo o Código da Montanha do <a href="http://www.mountaineering.com/">UIAA</a>, &#8220;na ausência de instalações adequadas, ao defecar devemos manter uma distância adequada de casas, acampamentos, plantações, rios e lagos e tomar todas as medidas necessárias para evitar danificar o ecossistema e assegurar-nos de que não ofendemos os sentimentos estéticos de outras pessoas. Em zonas altamente freqüentadas com um baixo nível de atividade biológica, os montanhistas devem ter o trabalho de levar consigo suas fezes.&#8221;</p>
<p>Com essa colocação, é possível propor duas estratégias quando chegar a hora de procurar o banheiro em cima de uma montanha, ou em qualquer outro lugar natural, onde, obviamente, não há instalações propícias:</p>
<p>1 &#8211; Fazer as necessidades dentro de uma sacola. Usar o papel higiênico e jogar dentro. Evitar que muita urina entre na sacola. Fechar a sacola e jogar dentro de outra sacola, só para garantir. Amarrar tudo muito bem. Colocar o bolo dentro de um recipiente rígido, como uma caixa de leite ou lata de achocolatado. Acomodar na mochila e levar de volta para a cidade, onde deve ser descartado no lixo adequado.</p>
<p>Ou…</p>
<p>2 &#8211; Com uma pequena pá, cavar um buraco suficientemente grande para acomodar os dejetos. Separar a terra retirada, para tampar novamente o buraco. Fazer as necessidades dentro do buraco. Usar o papel higiênico e jogar dentro de uma sacolinha própria de lixo. Fechar o buraco com a terra retirada. Levar a sacolinha com o papel higiênico usado para a cidade e depois, descartar no lixo adequado.</p>
<p>Você quer saber, de boa mesmo, aqui na minha intimidade, o que eu faço numa hora dessas? Caio fora da trilha. É tão mais simples.</p>
<div id="attachment_1098" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC00698.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC00698.jpg" alt="Serra dos Órgãos, Teresópolis-RJ." title="Serra dos Órgãos, Teresópolis-RJ." width="500" height="375" class="size-full wp-image-1098" /></a><p class="wp-caption-text">Serra dos Órgãos, Teresópolis-RJ. Um lugar tão belo como esse não merece sujeira.</p></div>
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		<title>Bota Alpina da Bull Terrier</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 01:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A bota Alpina da Bull Terrier é especialmente indicada para quem está iniciando no montanhismo, por se tratar de um produto que pode ser adquirido por um valor acessível e pelo fato de possuir as características mínimas de um calçado de montanha. Este texto é a continuação do Testando a Alpina da Bull Terrier, cuja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bota <a href="http://www.bullterrier.com.br/">Alpina da Bull Terrier</a> é especialmente indicada para quem está iniciando no montanhismo, por se tratar de um produto que pode ser adquirido por um valor acessível e pelo fato de possuir as características mínimas de um calçado de montanha.</p>
<p>Este texto é a continuação do <a href="http://amontanha.com.br/posts/testando-a-alpina-da-bull-terrier/">Testando a Alpina da Bull Terrier</a>, cuja proposta foi testar o desempenho da bota num ambiente de florestas e montanhas. </p>
<p>É evidente que para fazer a avaliação do equipamento, precisei de parâmetros. E neste caso, o comparativo foi todo o passado de botas e afins que já possuí nestes anos praticando montanhismo. Outro ponto a considerar, é o nível de exigência que será imposto ao material, que com certeza será variável em função da experiência e/ou objetivos do montanhista.</p>
<p>Isto posto, vamos aos comentários.</p>
<p>O calçado é confortável e bonito, além de ser mesmo resistente à água. Particularmente me incomodou a maneira flexível como o corpo da bota se comporta quando exposta a torções, durante a subida de uma rampa, por exemplo. Eu prefiro, sem dúvida alguma, as botas mais rígidas. O solado se mostrou digno de confiança em terreno seco, mas não foi muito bem no molhado &#8211; algo que não é exclusividade da Alpina, pois já vi muito solado de grife tendo o mesmo comportamento.</p>
<p>A questão da transpiração está resolvida, já que não houve acúmulo de suor nos pés, o que com certeza me traria algumas bolhas. Não vi a ação antibactericida funcionar, porque meu chulé é imune a qualquer estratégia tecnológica produzida pelo homem.</p>
<p>Fica claro que o público da Alpina é muito bem definido: o montanhista que está iniciando na atividade, que precisa de uma bota moderna e bem acabada a um preço acessível; ou aquele que pratica suas atividades em um ambiente minimamente controlado, sem necessidade de possuir um equipamento muito versátil, e que privilegia o conforto e a leveza. Você fará bom uso da Alpina subindo o <a href="http://amontanha.com.br/tudo-sobre-o-pico-parana/">Pico Paraná</a> ou da <a href="http://amontanha.com.br/as-14-maiores-montanhas-do-brasil/">Bandeira</a>, fazendo a travessia da Serra dos Órgãos, escalando no <a href="http://amontanha.com.br/posts/o-graxaim-do-anhangava/">Anhangava</a>. Mas não subindo o <a href="http://amontanha.com.br/posts/voltando-da-bolivia/">Huayna Potosi</a> sob neve. Além disso, o uso dado ao calçado não é restrito ao ambiente de montanha. Qualquer praticamente de atividades ao livre faz bom proveito da Alpina. Depois de lavada e limpa, dá até pra ir trabalhar com ela, coisa que eu já fiz algumas vezes, especialmente em dias de chuva.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/bota-alpina-da-bull-terrier/100_1454/' title='Bota Alpina da Bull Terrier'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/10/100_1454-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bota Alpina da Bull Terrier" title="Bota Alpina da Bull Terrier" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/bota-alpina-da-bull-terrier/100_1461/' title='Bota Alpina da Bull Terrier'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/10/100_1461-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bota Alpina da Bull Terrier" title="Bota Alpina da Bull Terrier" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/bota-alpina-da-bull-terrier/100_1459/' title='Bota Alpina da Bull Terrier'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/10/100_1459-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Bota Alpina da Bull Terrier" title="Bota Alpina da Bull Terrier" /></a>

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		<title>Testando a Alpina da Bull Terrier</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 03:45:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mochila, corda, lanterna e barraca. E para os pés? Um par de botas descente, que dê segurança na passada, proteja do frio e da umidade, e resista a abrasão, entre outras características. Recebi semana passada um calçado da Bull Terrier pra testar. É a bota modelo Alpina, lançamento da empresa para o segmento aventura. Embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mochila, corda, lanterna e barraca. E para os pés? Um par de botas descente, que dê segurança na passada, proteja do frio e da umidade, e resista a abrasão, entre outras características.</p>
<p>Recebi semana passada um calçado da Bull Terrier pra testar. É a bota modelo Alpina, lançamento da empresa para o segmento aventura. Embora eu torça o nariz para o termo aventura, cujo significado hoje em dia caminha muito abrangente e vago, é compreensível que o fabricante adote esta palavra para atingir um público não necessariamente do ramo.</p>
<p>A primeira impressão é que o produto é bonito e bem acabado. Se é bom, se vai atender às expectativas e não me deixar na mão (ou no pé), só poderei ter certeza após alguns testes. Segundo a Camila, menina com quem mantive contato e que me enviou o par, a Alpina é feita em couro e com um mecanismo que impede a entrada de água, ao mesmo tempo em que libera a transpiração. Tecnicamente falando, sistema Waterproof. Novidade pra mim, é que a palmilha é bactericida. Deve ser ideal para este meu pé estranho e onde sempre tem uns bichos se mexendo :-)</p>
<p>Em primeiro lugar, preciso amaciar esta bota. Inclusive, esta é uma regra de ouro para qualquer calçado novo em folha: jamais estrear na montanha. Depois, vou programar 2 ou 3 empreitadas com a dita, pra ver o resultado, aí coloco meu parecer aqui. </p>
<p>E se você já possui a Alpina da Bull Terrier e quiser compartilhar algum comentário ou observação, fique a vontade. Os campos abaixo estão aí pra isso. Seguem algumas fotos da bota. Abraços!</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/testando-a-alpina-da-bull-terrier/100_1444/' title='Alpina, Bull Terrier.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/100_1444-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alpina, Bull Terrier." title="Alpina, Bull Terrier." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/testando-a-alpina-da-bull-terrier/100_1446/' title='Alpina, Bull Terrier.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/100_1446-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alpina, Bull Terrier." title="Alpina, Bull Terrier." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/testando-a-alpina-da-bull-terrier/100_1450/' title='Alpina, Bull Terrier.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/100_1450-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alpina, Bull Terrier." title="Alpina, Bull Terrier." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/testando-a-alpina-da-bull-terrier/100_1451/' title='Alpina, Bull Terrier.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/100_1451-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alpina, Bull Terrier." title="Alpina, Bull Terrier." /></a>

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		<title>Filho da montanha, bicho do Paraná</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 02:46:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Paraná, na língua indígena de nossos ancestrais, significa tão grande ou semelhante ao mar. Pra mim sempre significou a força de um lugar, a terra onde estão enterrados os meus antepassados, a minha origem, o meu provável fim. Com seus animais, matas e rios. Com o Pico Paraná, denominação bem apropriada para a maior montanha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paraná, na língua indígena de nossos ancestrais, significa tão grande ou semelhante ao mar. Pra mim sempre significou a força de um lugar, a terra onde estão enterrados os meus antepassados, a minha origem, o meu provável fim. Com seus animais, matas e rios. Com o Pico Paraná, denominação bem apropriada para a maior montanha destas paragens. E este nome, agora, daqui por diante, representa também a esperança em minha descendência. A certeza de que nosso horizonte sempre será maior que o mar, porque é visto de alto de uma montanha, a morada de Deus.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/filho-da-montanha-bicho-do-parana/pp-cerro-verde/' title='Pico Paraná - Cerro Verde'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/pp-cerro-verde-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pico Paraná - Cerro Verde" title="Pico Paraná - Cerro Verde" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/filho-da-montanha-bicho-do-parana/pp-tucum/' title='Pico Paraná - Tucum'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/pp-tucum-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pico Paraná - Tucum" title="Pico Paraná - Tucum" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/filho-da-montanha-bicho-do-parana/pp-ferraria/' title='Pico Paraná - Ferraria'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/pp-ferraria-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pico Paraná - Ferraria" title="Pico Paraná - Ferraria" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/filho-da-montanha-bicho-do-parana/100_3294/' title='Pico Paraná - Ferreiro'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/100_3294-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Pico Paraná - Ferreiro" title="Pico Paraná - Ferreiro" /></a>

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		<title>Treino na montanha e as escadas do Pico Paraná</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 22:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saí com o Juliano para treinar na serra, com a idéia de que se o lugar tem escadinha e corrente, a gente tenta se virar pra não usar o lance artificial, desde que, claro, isso não cause impacto ambiental ou comprometa a segurança. Sábado, 1º de maio, era dia do trabalho, então fomos treinar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saí com o Juliano para treinar na serra, com a idéia de que se o lugar tem escadinha e corrente, a gente tenta se virar pra não usar o lance artificial, desde que, claro, isso não cause impacto ambiental ou comprometa a segurança. Sábado, 1º de maio, era dia do trabalho, então fomos treinar no domingo à tarde. Não, a verdade é que sábado eu estava de ressaca e com preguiça, por isso de ir no domingo mesmo. O dia estava lindão, e eu queria colocar a prova uma tese que eu tinha sobre desempenho físico. Felizmente minha idéia se mostrou correta e hoje eu me sinto bem feliz por isso.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Não tenho imagens do treino na serra. Continuo em minha busca por uma câmera fotográfica, então as fotos daqui são de outro ou feitas por mim na máquina de outro. Legal que semana passada eu recuperei uma leva de fotografias com o Natan, aí que seguem algumas, mais para fins de recreação visual aos que eventualmente visitam este sítio do que para diferente coisa.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Lei do menor esforço: vi neguinho reclamando (de novo, já que este assunto é antigo) da retirada das escadas do <a href="http://amontanha.com.br/posts/ah-meu-pico-parana/">Pico Paraná</a> em lista de discussão da Internet, mais precisamente na Fepam, e que isso teria trazido a criação de atalhos em trechos mais expostos/difíceis. Mas lá no <a href="http://amontanha.com.br/posts/equinocio-na-serra-do-emboque/">Canal e na Torre Amarela</a>, mesmo havendo abundante arsenal de escadas e correntes, existem diversos pontos onde criaram uma via expressa pelo barranco, evitando assim as dificuldades de se andar pela rocha e as facilidades de se usar as escadinhas de metal. E ninguém tirou nada de lá. Não defendo a retirada arbitrária das escadas do <a href="http://amontanha.com.br/posts/beleza-e-morte-no-pico-parana/">Pico Paraná</a>, mas me incomoda encontrar gente com pedigree e que antigamente tinha mais influência na cabecinha dos incautos, usando raciocínios torpes para simplesmente atacar outras pessoas que pensam diferente. É aquele esquema de que, se a vovó não tem dentes e o passarinho também não, então vovó é um passarinho. Bobinho&#8230; esse faltou a aula de lógica, e com isso passa a conversa em alguns.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Errado é aquele que fala correto e não vive o que diz. Passar bem.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/treino-na-montanha-e-as-escadas-do-pico-parana/camapuan/' title='Camapuan'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/05/camapuan-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Willian e eu no cume do Camapuan, Serra do Ibiritiraquire. Pico Paraná ao fundo. Foto do Natan." title="Camapuan" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/treino-na-montanha-e-as-escadas-do-pico-parana/capivari-maior/' title='Capivari Maior'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/05/capivari-maior-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Eu e Natan no cume do Capivari Maior. Foto de Michelli." title="Capivari Maior" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/treino-na-montanha-e-as-escadas-do-pico-parana/escalavrado-02/' title='Escalavrado'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/05/escalavrado-02-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Com o Guto na encosta do Escalavrado, Teresópolis-RJ. Foto do Natan." title="Escalavrado" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/treino-na-montanha-e-as-escadas-do-pico-parana/taipabucu/' title='Taipabuçu'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/05/taipabucu-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Taipabuçu, na Serra do Ibitiraquire, com Pico Paraná ao fundo. Foto do Natan." title="Taipabuçu" /></a>

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		<title>Imposto de Renda de Pessoa Montanhista</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 01:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Montanhista ou não, chegou o momento de acertar as contas com o imposto de renda. Exceto a pessoa que é isenta, claro. Pensando na vida e espantando as mariposas de minha lanterna frontal, enquanto voltava da montanha sábado a noite, concluí que não há muito que eu possa dizer ao governo sobre minhas finanças. Bens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Montanhista ou não, chegou o momento de acertar as contas com o imposto de renda. Exceto a pessoa que é isenta, claro. Pensando na vida e espantando as mariposas de minha lanterna frontal, enquanto voltava da montanha sábado a noite, concluí que não há muito que eu possa dizer ao governo sobre minhas finanças. Bens eu não tenho, eles já deveriam saber. Minhas posses se resumem a minha mulher, dois computadores e um carro velho, tudo quitado. Ah, um terreninho no alto da serra também, mas que daqui a pouco pode ser invadido pelos sem-terra. Impostos eu já pago aos montes, inclusive quando levo azar, como depois de ter comprado uns equipamentos no exterior e ter que ir aos correios acertar as taxas.</p>
<p>Minha TV é daquelas que tem tubo gigante, que pesa uma tonelada e meia. Não, não é dessas que parecem um quadro de pendurar na parede. Meus colegas de trabalho falam de suas aquisições fantásticas, de seus empreendimentos imobiliários, dos aparelhos eletrônicos de recente geração. E eu? Eu já fui à Antártica. Alguns me dizem: mas tua mulher deixa você fazer essas expedições assim, e gastar esta grana toda, sem levá-la junto? Digo que sim. E você vai pra montanha todo santo final de semana? Eu repito que sim. Então eles deduzem: é, mas isso é enquanto você não tem filho, quero quando tiver. Esses infelizes são os mesmos que me goravam antigamente: quero ver quando você se casar, se vai continuar com essas viagens irresponsáveis aí!</p>
<p>Meus pais me deram educação para que, além de ser alguém bem sucedido na vida, também pudesse lutar pelos meus sonhos e ideais. É isso, não é, mãe? Talvez eles imaginassem que eu fosse ficar rico, cheio de posses, com uma baita lista de impostos a pagar. Afinal, quem ganha muito também paga mais imposto. Mas não, eu possuo uma corda dinâmica de 60 metros, que tem um ano de uso e ainda vai longe. Tenho lanternas maneiras, de LED, que iluminam bem pra caramba. Meu fogareiro é mais caro que muito fogão. Dentro do armário eu deixo quatro mochilas diferentes, uma pra cada tipo de atividade. Barracas também, uma pequena, solitária; outra grande, tamanho família. Livros sobre viagens, montanhas e expedições abarrotam minha estante. Meu xodó, e que me custou mais de R$100: um álbum bacana, com meu curriculum em formato fotográfico. Está repleto de fotos únicas, com as principais montanhas que escalei, com as grandes travessias, com os melhores amigos.</p>
<p>Será que ando desenvolvendo remorsos por ter gasto meio carro popular pra subir as montanhas do norte do Brasil e não ter trocado meu corsinha azul que só faz queimar óleo? Estaria eu com medo de comprar uma barraca nova, que suporte muito frio, ao invés de providenciar um lugar maior pra morar e poder aumentar a família? Não pode ser. Penso apenas que este é um momento de reflexão, pois acerto de contas para montanhistas só no final da vida.</p>
<p>Bem, como eu queria ter dito no início, sábado subi umas montanhas do Ibitiraquire com meus bons amigos do Nas Nuvens Montanhismo. Nesta época agitada e sem tempo em que vivemos, foi uma dádiva estar com os camaradas, curtindo os prazeres de uma pernada legal. O entardecer estava belíssimo, com algumas nuvens baixas cercando as serras ao redor, e outra camada de nuvens altas dando tons de creme ao céu. Um enxame de libélulas cruzou o cume, do sul para o norte, enquanto a represa do Capivari refletia o pôr do sol. Bonito e inspirador, como sempre. Vento tinha quase nada, e a atmosfera era agradável como se espera de uma a tarde de final de verão. O que eu senti, no alto da montanha, naquele fim de dia, é o que eu sempre busco.</p>
<p>Sabe do que vou lembrar, quando estiver idoso, fumando meu cachimbo, sentado na varando, de boca aberta e olhando o céu? Não de carros, celulares e TVs. Vou me lembrar das montanhas que subi, dos amigos que fiz, dos lugares e povos que conheci, das emoções que vivi. Na prática, hoje, estou construindo minhas lembranças para a velhice. Esta riqueza é que vai me confortar quando tudo não passar de memórias distantes, de lugares que talvez não existam mais, de pessoas que talvez já tenham partido para a próxima. E isso, dinheiro nenhum pode comprar e imposto nenhum vai me tomar.<br />
<div id="attachment_479" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/03/pico-parana-tucum.jpg" alt="Pico Paraná visto do Tucum" title="Pico Paraná visto do Tucum" width="408" height="308" class="size-full wp-image-479" /><p class="wp-caption-text">Pico Paraná visto do Tucum</p></div></p>
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