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	<title>A Montanha &#187; relatos</title>
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	<description>A Montanha, Blog de Montanhismo - Vinicius Ribeiro</description>
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		<title>Montanhista Preguiçoso</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 23:13:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Querido diário, que preguiça desgraçada. Ela não me deixa ser o montanhista lindão que eu gostaria e não me permite atualizar este blogue com a freqüência desejada. Mas melhor agora, atrasado, do que nunca.
-x-x-x-
Eu queria ter mantido minhas notas atualizadas, [...]

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido diário, que preguiça desgraçada. Ela não me deixa ser o montanhista lindão que eu gostaria e não me permite atualizar este blogue com a freqüência desejada. Mas melhor agora, atrasado, do que nunca.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Eu queria ter mantido minhas notas atualizadas, mas não consegui. Não que eu tivesse feito muita coisa digna de marca, mas sempre vale pelo registro. Pois bem, das coisas que eu lembro e posso falar:</p>
<p>. Domingo, dia 14/02, fui escalar com a mulher no Anhangava.<br />
. Segunda-feira, dia 15/02, fiz o circuito Torre Amarela, Vigia e Canal com o Guto, meu irmão.<br />
. Sábado, dia 20/02, passei pelo Caratuva e Taipabuçu com o Natan.<br />
. Sábado, dia 06/03, fiz uma montanha cujo nome não se pode dizer, porque é ilegal, imoral e engorda. Por isso, também não direi com quem estava.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Nós fizemos uma travessia que se não é inédita, a da Serra da Baitaca, também não é trivial, e pode-se contar nos dedos de uma mão os grupos que possuem a tal em seus currículuns. E depois de mais de ano, <a href="http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/comment-page-1/#comment-454">recebi hoje uma proposta para comprar a trilha do Itupava e o Pão de Loth</a>. Que jóia. Pena não ter dinheiro.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Meu abraço ao amigo Jayme Quartin, de Lídice-RJ, que no começo deste ano me surpreendeu com belo postal feito a mão, mais um DVD comemorativo aos 50 anos do CEP (Centro Excursionista Petropolitano).</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Em frente, meu diário, pois temos muitas metas para este ano. Vamos apenas esperar que as chuvas de março tenham fim. </p>
<div id="attachment_285" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/lidice.jpg" alt="As montanhas de Lídice e o Rio Pirahy" title="lidice" width="408" height="286" class="size-full wp-image-285" /><p class="wp-caption-text">As montanhas de Lídice e o Rio Pirahy</p></div>


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		<title>Sessenta montanhas e um braço quebrado</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste final de semana encerrei a minha temporada 2009 de montanhismo. Daqui por diante, só coisinhas sossegadas e estabelecidas, nada de varar mato ou congêneres. É que tem muita cobra venenosa e bicho cabeludo por aí, sem contar o calor [...]

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste final de semana encerrei a minha temporada 2009 de montanhismo. Daqui por diante, só coisinhas sossegadas e estabelecidas, nada de varar mato ou congêneres. É que tem muita cobra venenosa e bicho cabeludo por aí, sem contar o calor infernal. Claro que aquilo que é essencial pra manter a forma, tipo fazer Pico Paraná de ataque em menos de 6 horas ou descer o Itupava e subir o Abrolhos a tempo de voltar pra casa almoçar, continuam na rotina. O fato é que este ano foi muito bom. Em termos materiais, consegui comprar alguns equipamentos que me faltavam havia tempos. Em questões montanhísticas, realizei <a href="http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/">travessias nem um pouco badaladas</a>, freqüentei montanhas nada visitadas, e peguei muito carrapato, muito mesmo. Consegui, também, desenvolver dois sonhos antigos. Um deles foi completar as 14 maiores montanhas do Brasil, projeto iniciado em 2005 e que teve sua primeira fase acabada agora, neste ano. A fase seguinte se inicia ano que vem e tem até 2014 para ser concluída. Conto os detalhes em outro momento. Sobre o segundo sonho, o lance é puramente sentimental.</p>
<p>Muita gente acha uma tremenda bobagem ficar alardeando sua coleção de cumes. Eu também, tanto que só agora estou tornando pública a notícia de que subi as 14 maiores do Brasil. Grandes coisas, pode você pensar. Mas dias atrás eu conversava com o Emerson Simepar, que conhece as montanhas obscuras do Paraná muito melhor do que eu, e ele me confidenciou não saber quantas montanhas diferentes tinha subido. Pelo menos até aquele dia. Por ter o hábito de manter diários, tenho registrada a maioria das minhas ascensões, além de ter anotado numa planilha todas montanhas que escalei. E ontem, ao pegar a saída à direita do apartamento 11 ao invés de continuar descendo a Noroeste, e seguir a cumeada da Esfinge, lá no <a href="http://amontanha.com.br/posts/conjunto-marumbi-visto-de/">Marumbi</a>, completei exatos 60 cumes diferentes no estado do Paraná. Pouco, perto de outros montanhistas mais experientes, mas uma marca que a mim significa muito, especialmente porque estamos lidando com uma das paixões de minha vida juvenil, e também porque esta é a terra em que nasci e virei gente, o meu Paraná. Eu cresci vendo as montanhas de baixo, sonhando com o dia em que enxergaria o mundo de cima. E sábado, dia 14/11/2009, num cume de fácil acesso, num lugar onde aprendi a subir montanhas, e contando com a companhia de bons amigos, alcancei a marca feliz de 60 perspectivas diferentes. Graças a Deus pela vida, saúde e oportunidade de fazer da vida o que amo.</p>
<p>E aí, cerca de 10 minutos após passar pela janela da Noroeste, diminuí a velocidade da descida, pois a rocha estava muito úmida e escorregadia, sem contar a canseira de um dia inteiro de atividades, mais o calor sufocante. De repente, lá de baixo, ouço o Natan me intimando: Vinicius, corre aqui, acho que o Alisson quebrou o braço. Eram 19h30, começava a ficar escuro no interior da floresta. Encontrei meus amigos no chão; um iniciando os preparativos para o resgate, outro se contorcendo e gemendo de dor. Pois é&#8230; <a href="http://nasnuvensmontanhismo.com.br/posts/resgate-em-areas-remotas/">por mais que você treine, nada supera a vida real</a>. Sei que, irmãos de montanha que somos, irmãos de verdade, tudo saiu nos conformes: e não haveria de ser diferente. Marcava meia-noite no relógio quando entramos num hospital em Curitiba. Hoje o Alisson está escovando os dentes com a mão esquerda.</p>
<div id="attachment_141" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/marumbi-05.jpg" alt="Marumbi visto dos Coroados, Serra da Farinha Seca." title="marumbi-05" width="408" height="308" class="size-full wp-image-141" /><p class="wp-caption-text">Marumbi visto dos Coroados, Serra da Farinha Seca.</p></div>


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		<title>Colecionador de histórias</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 01:10:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O montanhismo me proporcionou muitas alegrias, e também algumas tristezas, como a que eu estou sentindo hoje. Porém, mais do que simplesmente contabilizar montanhas e seus respectivos cumes, e por isso ficar triste ou alegre, eu sou um colecionador de [...]

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O montanhismo me proporcionou muitas alegrias, e também algumas tristezas, como a que eu estou sentindo hoje. Porém, mais do que simplesmente contabilizar montanhas e seus respectivos cumes, e por isso ficar triste ou alegre, eu sou um colecionador de histórias.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Sempre soube que era difícil conviver com alguém igual a mim. Pois durante a última expedição, eis que tive ao meu lado um cara exatamente assim: ranzinza e chato como eu. Mas mesmo com estas características, o tal elemento foi a melhor companhia que eu poderia ter tido. Pelo porre de vinho que tomamos num quarto vagabundo de hotel, pelas caminhadas aflitas, pelos discos de música argentina, pelas cebolas fritas em óleo de sardinha, por todas as montanhas que fizemos, pelas paisagens agrestes e azuis que alucinaram nossas mentes, pelo o que gostaríamos de termos feito e pelo o que realmente fizemos: meus sinceros abraços ao Alisson Contrim.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Especial abraço também para meu companheiro de Amazônia, o Isaías. Uma figura realmente simpática e hospitaleira, que cedeu um quarto de sua casa para que eu e o Alisson pudéssemos passar 3 dias em Nova Friburgo. Isaías, as montanhas da Terra das Araucárias estão aí, a sua espera.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>A viagem não é só física; é mental e espiritual. Subi montanhas, reencontrei amigos novos e outros antigos, tomei doce, ganhei um bicho de pé e um espinho na mão.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Abraços aos últimos montanhistas que por aqui deram as caras: <a href="http://transpirando.com/">Rodrigo Stulzer</a>, <a href="http://www.minhascertezasincertas.blogspot.com/">Alessandra</a>, <a href="http://picasaweb.google.com.br/FabiulaPuglia">Fabiula</a>, <a href="http://altamontanha.com">Hilton</a>, Padre, Leila, George Silva e Angela Bolivia.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<div id="attachment_256" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/itatiaia-01.jpg" alt="Alisson pisando a montanha." title="itatiaia-01" width="408" height="306" class="size-full wp-image-256" /><p class="wp-caption-text">Alisson pisando a montanha.</p></div>
<div id="attachment_257" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/itatiaia-02.jpg" alt="Base camp." title="itatiaia-02" width="408" height="306" class="size-full wp-image-257" /><p class="wp-caption-text">Base camp.</p></div>
<div id="attachment_258" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/petropolis-01.jpg" alt="Ajeitando as costuras no pé da parede." title="petropolis-01" width="408" height="467" class="size-full wp-image-258" /><p class="wp-caption-text">Ajeitando as costuras no pé da parede.</p></div>
<div id="attachment_260" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/petropolis-03.jpg" alt="Dando uma folga ao miojo com tang." title="petropolis-03" width="408" height="306" class="size-full wp-image-260" /><p class="wp-caption-text">Dando uma folga ao miojo com tang.</p></div>
<div id="attachment_255" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/petropolis-02.jpg" alt="Alisson caminhando em direção às nuvens." title="petropolis-02" width="408" height="306" class="size-full wp-image-255" /><p class="wp-caption-text">Alisson caminhando em direção às nuvens.</p></div>
<div id="attachment_259" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/tres-picos-02.jpg" alt="Isaías e Alisson admirando a paisagem." title="tres-picos-02" width="408" height="544" class="size-full wp-image-259" /><p class="wp-caption-text">Isaías e Alisson admirando a paisagem.</p></div>
<div id="attachment_261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/tres-picos-01.jpg" alt="Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais." title="tres-picos-01" width="408" height="308" class="size-full wp-image-261" /><p class="wp-caption-text">Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais.</p></div>


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		<title>Não tem gripe suína na montanha</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/nao-tem-gripe-suina-na-montanha/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 02:59:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Estou saindo de férias, por aí. Volto em setembro. Não deve ter gripe suína na montanha, então fico tranquilo, mas boa sorte para quem fica pelas cidades. Vou na companhia de Deus, e nenhum mal me pegará pela bota. Vamos [...]

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou saindo de férias, por aí. Volto em setembro. Não deve ter gripe suína na montanha, então fico tranquilo, mas boa sorte para quem fica pelas cidades. Vou na companhia de Deus, e nenhum mal me pegará pela bota. Vamos torcer para o clima se manter firme. </p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Este vídeo foi gravado em 2007, um pouco antes da travessia <a href="http://amontanha.com.br/posts/o-nascimento-da-jakaira/">Alpha-Jakaira</a>. Eu era muito mais jovem do que sou hoje, inclusive de espírito, apesar de ter sido a 2 anos apenas. Eu tinha um cabelão cabuloso e nada conseguia abalar o meu pensamento, exceto o respeito que a <a href="http://amontanha.com.br/posts/o-nascimento-da-jakaira/">empreitada</a> exigia. Bons tempos, aqueles. É um vídeo bobo, mas que representa bem a alegria de uma época.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/l73MAU_UEZ8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/l73MAU_UEZ8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Falando em vídeo, eu ainda não consegui acabar o das Montanhas do Norte. Como quero fazer um material profissional, estou tendo dificuldades que não imaginava encontrar. Sorte minha que, ao menos em termos de música, já estou muitíssimo bem acompanhado: o grupo <a href="http://www.terrasonora.com.br/">Terra Sonora</a>, com seu último disco, Orvalho, cedeu umas melodias para a trilha sonora. </p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Abraços ao pessoal dos últimos comentários: Miguel, <a href="http://clubecrc.com">Danilo</a>, Rafael Nogarolli, Antonio José, <a href="http://minicontosperversos.blogspot.com/">Gustavão</a> e <a href="http://altamontanha.com">Johny</a>.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Fechando o assunto: Não tem gripe suína na montanha.</p>
<div id="attachment_250" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/prateleiras-02.jpg" alt="Estou na mão de Deus" title="prateleiras-02" width="408" height="308" class="size-full wp-image-250" /><p class="wp-caption-text">Estou na mão de Deus</p></div>


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		<title>Travessia da Baitaca</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 02:19:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Travessia que consistiu, nesta versão, em atravessar a Serra da Baitaca no sentido sul-norte, passando pelos cumes das seguintes montanhas, num total de oito: PB2, PB1 (ou Pelado, conforme costume da região), Abrupto, Sapo, Pão de Lothzinho, Pão de Loth, [...]

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Travessia que consistiu, nesta versão, em atravessar a Serra da Baitaca no sentido sul-norte, passando pelos cumes das seguintes montanhas, num total de oito: PB2, PB1 (ou Pelado, conforme costume da região), Abrupto, Sapo, Pão de Lothzinho, Pão de Loth, Anhangava e Samambaia.</p>
<p>01) janeiro e fevereiro de 2009</p>
<p>Idéia inicial durante dias de escalada no Morro do Canal, de onde se tem visão privilegiada de toda a Serra da Baitaca. Conversa produtiva com o Cover, que relatou sua experiência nesta serra durante travessia pioneira.</p>
<div id="attachment_202" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/canal-01.jpg" alt="Escalando no Morro do Canal" title="canal-01" width="408" height="308" class="size-full wp-image-202" /><p class="wp-caption-text">Escalando no Morro do Canal</p></div>
<p>02) março de 2009</p>
<p>Com Josman Kiwi, subida ao Pão de Loth, para verificar face sul da montanha.</p>
<div id="attachment_203" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/pao-de-loth.jpg" alt="No cume do Pão de Loth" title="pao-de-loth" width="408" height="308" class="size-full wp-image-203" /><p class="wp-caption-text">No cume do Pão de Loth</p></div>
<p>03) 14 de março de 2009</p>
<p>Com Natan e Magrinho, subida ao cume do PB2, via Estação de Roça Nova.</p>
<div id="attachment_204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/serra-do-emboque.jpg" alt="Serra do Emboque vista da região próxima à Estação de Roça Nova. Ao fundo, à direita, o Morro do Canal." title="serra-do-emboque" width="408" height="308" class="size-full wp-image-204" /><p class="wp-caption-text">Serra do Emboque vista da região próxima à Estação de Roça Nova. Ao fundo, à direita, o Morro do Canal.</p></div>
<p>04) 21 de março de 2009</p>
<p>Com Magrinho, tentativa frustrada de chegar ao cume do Corvo, montanha ao norte do Caminho do Itupava.</p>
<div id="attachment_205" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/magrinho-anhangava.jpg" alt="Magrinho observando o horizonte no cume do Anhangava" title="magrinho-anhangava" width="408" height="308" class="size-full wp-image-205" /><p class="wp-caption-text">Magrinho observando o horizonte no cume do Anhangava. </p></div>
<p>05) 28 de março de 2009</p>
<p>Com Magrinho, jornada de investigação pelas estradas da região, a fim de localizar outro caminho à primeira montanha da travessia. Encontrado o ponto de acesso no RdS.</p>
<p>06) abril de 2009</p>
<p>Com Kiyoshi Natureza e Magrinho, entre bagas e bitucas, exploração contemplativa nas proximidades do RdS, em Piraquara.</p>
<div id="attachment_217" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/baitaca.jpg" alt="Kiyoshi e Magrinho admirando a Serra da Baitaca." title="baitaca" width="408" height="308" class="size-full wp-image-217" /><p class="wp-caption-text">Kiyoshi e Magrinho admirando a Serra da Baitaca.</p></div>
<p>07) 18 a 21 de abril de 2009</p>
<p>Com Magrinho, Natan, Alisson e Juliano, mais Michelle e Greice, início da travessia. Logística de partida, rumo ao RdS, executada por Gustavo Abras e Kiyoshi Natureza. </p>
<p>Primeiro dia, tempo excelente, subida aos cumes do PB2 e PB1, acampamento próximo à picada que leva até a Estação de Banhados, com o Abrupto ao Norte.</p>
<p>Segundo dia, tempo excelente, passagem pelo cume do Abrupto (fez jus ao nome), com acampamento na encosta do Sapo, próximo a vale onde havia água, após descer pirambeira por 10 minutos. </p>
<p>Terceiro dia, tempo péssimo, subida ao cume do Sapo, onde foi encontrado rastro antigo, certamente do Cover, mas que acabou no fundo do vale. Passagem pelo cume do Pão de Lothzinho e chegada cansativa no cume do Pão de Loth, de onde descemos para pernoitar nas proximidades do Caminho do Itupava. Juliano e Alisson voltaram pra casa dali.</p>
<p>Quarto dia, tempo péssimo, tentativa de acessar o cume do Corvo pelo sul, e que não foi possível pela falta de braço forte e pela distância a ser vencida, superior a 2 km. Desvio pelo Itupava para alcançar o cume do Anhangava pela rota tradicional, e finalmente, descida pela última montanha da travessia, o Morro do Samambaia. Alisson e Bolívia esperando na base para resgate. Término da travessia no bar do mirante, em Quatro Barras.</p>
<div id="attachment_207" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/baitaca-01.jpg" alt="Início da travessia da Serra da Baitaca" title="baitaca-01" width="408" height="308" class="size-full wp-image-207" /><p class="wp-caption-text">Início da travessia da Serra da Baitaca</p></div>
<div id="attachment_206" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/marumbi-09.jpg" alt="Serra do Marumbi vista durante travessia da Baitaca." title="marumbi-09" width="408" height="308" class="size-full wp-image-206" /><p class="wp-caption-text">Serra do Marumbi vista durante travessia da Baitaca.</p></div>
<p>Ponto alto, pra mim: Estava abrindo caminho, rumo ao cume do Pão de Loth. Na minha retaguarda, Alisson dava as coordenadas pela bússola: vá lá, corrija a rota pra esquerda! Mata dura, macega desgraçada. De relance, observo clarão à direita. Alisson reclama: porra, siga reto, desvie à esquerda. Mesmo assim, invisto no clarão e chego às pedras do cume sul do Pão de Loth. E basta de varar mato! Vento nervoso, início de noite e visual fechado, mas foi muito alegre a comemoração de chegada.</p>
<p>Fim do relato, que se registre versão desta travessia.</p>


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		<title>Montanhas do norte</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 02:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[amazônia]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando me refiro às montanhas do norte do Brasil, falo do Pico da Neblina, Pico 31 de Março e Monte Roraima, todas, evidentemente, na região norte do país. São três montanhas longínquas &#8211; especialmente para quem mora no sul, localizadas [...]

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me refiro às montanhas do norte do Brasil, falo do Pico da Neblina, Pico 31 de Março e Monte Roraima, todas, evidentemente, na região norte do país. São três montanhas longínquas &#8211; especialmente para quem mora no sul, localizadas acima da Linha do Equador. O Pico 31 de Março, por exemplo, está encravado no coração da Floresta Amazônica, a alguns metros da fronteira com a Venezuela.</p>
<p>Eu teria e tenho muita coisa pra contar sobre esta expedição, realizada entre agosto/setembro de 2008, mas não é o caso agora. Eu estou trabalhando num documentário curta-metragem (que chique, até pareço um cineasta) e minha opinião, no momento, é de que a melhor maneira para contar a história é com um filme. Porém, nem tudo foi capturado em áudio e vídeo. Um episódio marcante da expedição, que teve poucas testemunhas oculares e que está aqui, impregnado no meu cérebro, merece registro. Segue, para a posteridade:</p>
<p>Noite estrelada, calor de uns 30º C, aldeia ianomâmi de Nazaré. O céu, nestes lugares desprovidos de luz artificial, é um assalto aos sentidos, você deve imaginar. Na oca, sem camisas, vestindo apenas bermudas e chinelos, quatro pessoas sentadas ao redor de uma mesa rude de madeira. Eu, totalmente branco. Ao meu lado, um totalmente negro. Na minha frente, um índio. E ao lado do índio, um cabloco, que deve ser a mistura de tudo. Ali somos quatro pessoas representando todas as raças e cores da Terra, participando de um ritual, independente de pele, credo ou origem. Uma tênue luz ilumina o ambiente, e as sombras dominam o que eu não enxergo. É possível perceber que o chão de terra batida tem bichos, que hora ou outra mudam de lugar, sem aviso prévio. Um cachorro olha da porta. Iniciamos o ritual na oca, terminamos na beira do rio, sob as estrelas. Acabada a cerimônia, volto atordoado para minha rede, que está montada a alguns metros dali e não me surpreendo ao encontrar insetos dentro dela. Adormeço apenas de bermuda, sem saco de dormir, e durante a madrugada, o frio me pega desprevenido. Naquela noite, de fato, eu iniciava minha jornada pelas mais remotas montanhas do Brasil, sabendo que jamais esqueceria o resultado dessa experiência.</p>
<p>Interessante, não?</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>(1) Vou produzir um vídeo, mais um clip. Aviso quando tiver algo para mostrar.</p>
<p>(2) Saiu no site do Nas Nuvens Montanhismo, logo depois que voltei de viagem. Está <a href="http://nasnuvensmontanhismo.com.br/posts/as-montanhas-do-norte/">aqui.</a></p>
<p>(3) Foto é o que há. Algumas estão no meu perfil do orkut, outras estarão no vídeo. Mas algumas estão aqui.</p>
<p>(4) Abraços.</p>
<div id="attachment_90" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/pico-31-marco.jpg" alt="Cume do Pico 31 de Março, Amazônia" title="pico-31-marco" width="408" height="308" class="size-full wp-image-90" /><p class="wp-caption-text">Cume do Pico 31 de Março, Amazônia</p></div>
<div id="attachment_91" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/pico-da-neblina.jpg" alt="No cume do Pico da Neblina, a maior montanha do Brasil." title="pico-da-neblina" width="408" height="308" class="size-full wp-image-91" /><p class="wp-caption-text">No cume do Pico da Neblina, a maior montanha do Brasil.</p></div>
<div id="attachment_92" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/monte-roraima.jpg" alt="Iniciando a descida do Monte Roraima." title="monte-roraima" width="408" height="308" class="size-full wp-image-92" /><p class="wp-caption-text">Iniciando a descida do Monte Roraima.</p></div>


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		<title>Beleza e morte no Pico Paraná</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 01:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ibitiraquire]]></category>
		<category><![CDATA[pico paraná]]></category>

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		<description><![CDATA[Os perigos da vida estão presentes em todos os momentos. Recordar a morte, um fato, a todo instante. Ser montanhista, conhecido no local como Marumbinista, era palmilhar a Serra do Mar em todos os sentidos, com todos os seus perigos. [...]

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Os perigos da vida estão presentes em todos os momentos. Recordar a morte, um fato, a todo instante. Ser montanhista, conhecido no local como Marumbinista, era palmilhar a Serra do Mar em todos os sentidos, com todos os seus perigos. A estrada de ferro Curitiba/Paranaguá era o caminho corriqueiro. Escalar o Pico Paraná na década de cinqüenta, uma temeridade. Neste caminho não havia estrada de ferro, tinha que viajar pelas estradas de macadame para São Paulo, e no quilômetro 47, pegar um ramal de terra, e que andando 7 quilômetros ia ao sitio de um caboclo chamado Belizário. Não havia nada senão matas nativas.</p>
<p>Era nosso guia o experiente Rudolf Stamm, que galgou o cimo pela primeira vez em 13/07/1941 e festejava o seu feito de anos atrás. A casa do Belizário de madeira e fixada na encosta de um morro, a região toda muito acidentada. Tinha as características próprias. Junto ao chão e sob o soalho da casa, havia um espaço que servia de depósito e galinheiro. Ao lado, uma escada longa seguindo a inclinação do terreno, que levava para a entrada da casa. Logo estávamos a conversar, o tempo não estava firme, embora já fizesse uma semana que não chovia. A esposa do Belizário nos informou que estava providenciando o jantar. Ouviu-se um grande alarido abaixo da casa, no galinheiro, e logo um belo frango se calou para sempre. A água já estava fervendo para depenar o galinho.</p>
<p>O Stamm informou que estava subindo o Pico Paraná pela enésima vez, esta seria uma das raras vezes que uma mulher ia tentar, a esposa do Gavião (Waldemar Buecker). Para o Vitamina seria uma das primeiras vezes e a minha a segunda. Descemos a escada e fomos andar nos arredores, toda área era rodeada por pequenos morros que impedia de ver o horizonte longínquo e nem sabíamos de que lado estava o pico. Sentados à mesa comprida da cozinha, no meio o frango cozido soltava ao ar o gostoso aroma, o arroz branco, e numa tigela o feijão preto escaldante. No meu íntimo pensava; “que gostosura…”. A sobremesa era banana maçã sem par na região, quem passa por lá sabe.</p>
<p>Stamm sugeriu o recolhimento, pois teríamos que acordar muito cedo. O soalho da sala estava impecavelmente limpo, colocamos a mesa no meio, reservamos um lado para o casal Buecker e colocamos os nossos sacos de dormir no outro. Uma vela foi acesa, pois já se fazia noite. Tínhamos que economizar as pilhas das lanternas. Uma aragem fresca anunciava algum frio. Enfiados nos sacos de dormir, ouvimos do Gavião a história de sua queda da Taça em Vila Velha. Nunca tábuas de soalhos nos pareceram tão macias, nos levando para um sono profundo.</p>
<p>Cinco horas da manhã já estávamos de pé, arrumando as tralhas. Despedimos-nos dos nossos anfitriões e fomos em busca da picada para o Pico Paraná. Atravessamos uma roça de milho e entramos no mato. O velho Stamm sacudindo o facão na frente, limpava a picada. Feliz da vida, como sempre, mantinha um ritmo agradável para o grupo. O primeiro objetivo era chegar na mina de água e encher os cantis. Agora era para valer, subir e subir, alcançar o topo, chegar ao cume. Mas onde estava ele? Na frente?… Só um morro e acabava logo ali, chegava no horizonte, mais uma descida e um novo morro, outro e outro, e muitos outros. Passava o tempo. As horas chegando ao meio do dia. Parada para o almoço e nada de aparecer o objetivo. Pão com mortadela e água. A vegetação mudava pouco, antes mais fechada que ia raleando. Nisso um aviso do Stamm:<br />
- Preparem-se, pois na frente está o último antes da montanha, vem o Caratuva, de lá vamos ver o Paraná.</p>
<p>Quatro da tarde, as pernas pedindo descanso, os últimos trechos eram muito íngremes e era necessário colocar os pés em aberturas feitas pelo guia, segurando em tufos de capim. Agora podíamos ver o pico e o caminho até ele pelo espigão. O cansaço das pernas sumiu como um encanto. Lentamente descemos o Caratuva e iniciamos as últimas elevações.</p>
<p>Só granito com fendas curtas, que exigiam um esforço concentrado, tirava gemidos dos extenuados montanhistas. Cada elevação sucedia uma próxima. Eram mais difíceis. As rochas expunham suas arestas cortantes.</p>
<p>Finalmente o cimo. Viva! Estávamos no ponto mais alto do Paraná. Olhando para o leste até bem longe, centenas de elevações como de fossem meias-laranjas, até fugir no horizonte. Ao sul o cinturão verde até alcançar a baía de Antonina. No oeste despencavam rochas graníticas maciças quase do tamanho da que estávamos e ao longe, atrás de outras montanhas, o conjunto Marumbi. Ao norte, no planalto, já se fazia tempo de ver as luzes de Curitiba a serem acesas, e nós nos apressarmos a colher os penachos de caratuvas para forrar o chão e montar as barracas.</p>
<p>A noite vinha célere e junto vinham os zumbidos do vento gelado. Logo dentro da barraca, estávamos a esquentar a janta, cansados mas felizes. O Gavião foi se esquentar na mulher, pois ela estava super exausta. Uma chuva fina nos manteve na barraca e o chimarrão quente nos mantinha animados. O dia amanheceu entre as nuvens, a neblina densa nos rodeava, aproveitamos para descansar e relaxar.</p>
<p>Um fato a marcar é o vento, seu zumbido a noite toda nas cordas que fixavam a barraca. A nevoa cercou o cume. O dia monótono passou e a tarde o Rudolf não agüentou, pediu um pouco de álcool ao Gavião, leite condensado de mim, colocou tudo numa caneca com um pouco de água e bebeu lentamente e logo dormiu feliz.</p>
<p>Estar nas alturas era coisa de aviador, no solo firme só montanhistas.</p>
<p>Sentado de costas numa rocha para se proteger do vento, entre as nuvens, a pergunta: “Será que o tempo vai abrir?”. Estando tão perto do céu, vêm bons pensamentos. Se o tempo abrisse, o azul do céu nos deixaria alegres e poderíamos ver o mundo entre as nuvens. No terceiro dia, como o tempo não apresentava sinais de melhorar, resolvemos descer. As nuvens mais densas e aparecimento do calor. Descer, descer e descer… Agarrando os tufos e olhando para baixo, pelo menos seis metros até uma nova plataforma. Arrepio na coluna, a calma necessária, a presença do espírito impulsionada as pernas.</p>
<p>Parece infindável, você chega a não acreditar que subiu tudo aquilo. É um subir e descer sem fim. Chegando ao local da água, o merecido descanso. O rumo agora é a baía de Antonina, iríamos chegar em áreas construídas pelo Governo Lupion, de barragens para segurar as águas das chuvas, para aproveitar e fazer eletricidade. Plano que não deu certo. Demorou, mas lá chegamos. Descemos até o local do acampamento. Uma nova surpresa; a presença, ao lado da estrada, de dois corpos em posição esdrúxula. Tinham sido recolhidos do mato como morreram, trazidos para necropsia. O médico vinha de Curitiba. Naquele dia estava lá o Dr. Nereu Affonso da Rocha Peplov, que nos explicava a posição dos defuntos: &#8211; Se enrijeceram como caíram, daí estarem nessas posições como se engatinhassem.</p>
<p>Nunca tínhamos visto tal cena, o que nos deixou perplexos. Na manhã seguimos, chegamos à margem da baía de Antonina, onde nos aguardava uma canoa com dois remadores. Sentados no fundo do bote, olhávamos com admiração a montanha que havíamos vencido.</p>
<p>Seguindo embalado pelas ondas da baía, rumo ao mar, já se avistava Paranaguá. De lá, por via férrea, chegaríamos de volta a Curitiba. Falamos da macabra morte que passou, deixando os corpos rígidos pela estupidez do homem e pela eterna água ardente.</p>
<p>Chegamos perto do céu, antes.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Relato inédito de uma expedição ao Pico Paraná, realizada em alguma data entre os anos de 1948 e 1950. Foi escrito e disponibilizado pelo marumbinista Max Nelson Podleskis, que hoje vive tranquilamente em Londrina, interior do Paraná.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Publicando originalmente em 22/11/07.</p>
<div id="attachment_22" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/pico-parana-maack.jpg" alt="O Pico Paraná na ilustração da capa do livro “Geografia Física do Estado do Paraná”, de Reinhard Maack, edição de 1968. A vista é do Camapuã." title="pico-parana-maack" width="408" height="308" class="size-full wp-image-22" /><p class="wp-caption-text">O Pico Paraná na ilustração da capa do livro “Geografia Física do Estado do Paraná”, de Reinhard Maack, edição de 1968. A vista é do Camapuã.</p></div>
<div id="attachment_23" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/pico-parana-antonina-maack.jpg" alt="Pico Paraná visto da estrada Antonina-Bairro Alto. Foto de Reinhard Maack." title="pico-parana-antonina-maack" width="408" height="308" class="size-full wp-image-23" /><p class="wp-caption-text">Pico Paraná visto da estrada Antonina-Bairro Alto. Foto de Reinhard Maack.</p></div>


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		<title>O Princípio e o Fim</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 01:21:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Travessia por dez montanhas em quatro dias.
Quinta-feira
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Travessia por dez montanhas em quatro dias.</p>
<h4>Quinta-feira</h4>
<p>Partimos de Curitiba, além de mim, o Natan e o Bolívia. Na estrada, na periferia da cidade, pegamos o Willian, que nos esperava em um posto de combustível. Quem estava fazendo o transporte até a propriedade do Seu Huguinho, em Pirapoca e aos pés do Morro do Curió, era o primo do Natan, que gentilmente acordou cedo para nos ajudar. Lá chegamos por volta das 8h com o tempo péssimo; fechado, frio e garoando. Começamos a caminhada em seguida, e em instantes já estávamos cobertos pelas nuvens e molhados. O vento aumentou quando atingimos o cume do Curió e minhas dúvidas em continuar na trilha ficaram mais fortes. Sem perder muito tempo, partimos em direção ao Vevuia. Depois tocamos rumo ao Zabelé e descemos o vale em direção ao Canário, onde fizemos um lanche. Estávamos com muito frio e encharcados até os ossos. Eu senti um desgosto enorme ao tentar comer da minha comida gelada e beber do suco frio; tinha certeza que em casa, no calor do meu lar, até xarope seria mais gostoso. Mas tudo bem… fizemos êêêê e demos pulos, quem sabe assim o exercício nos aquecesse. Continuamos a caminhar até chegar o cume do Canário e de lá diretamente para o Savacu, aonde para nossa surpresa, chegamos pouco depois das 14h. Rapidamente tratamos de montar nossas redes e fechar o abrigo contra a chuva, e também buscar calor para o corpo. Troquei minha roupa e fiz um macarrão instantâneo. Depois de alimentado, resolvi deitar em minha rede. Segundos depois a árvore em que ela estava ancorada explodiu. Um pedaço da árvore bateu forte em minha cabeça e na queda eu machuquei meu pulso. A piazada caiu na gargalhada, uns mais contidos que outros. Essa situação iria se repetir outras vezes e eu nem imaginava. O Willian, o paizão que cuidou de todos e até comida serviu nas redes, fez um curativo em meu braço e o dia continuou.</p>
<p>A chuva não deu trégua a noite inteira, assim como o vento. Estava tudo muito úmido e gelado, sendo impossível ficar fora dos sacos de dormir. A única vantagem dessa condição climática, foi que não precisamos procurar por água, uma vez que bastava manobrar as lonas de nossos abrigos para conseguir um pouco do precioso líquido empoçado pela chuva. Não era incolor, é verdade, mas com chá e miojo ficou bom.</p>
<h4>Sexta-feira</h4>
<p>Acordamos tarde e com frio, e o tempo continuava ruim. Sem pestanejar, agora inconscientemente decididos, arrumamos as coisas e partimos rumo ao Macauã. Nossa intenção não era, necessariamente, atingir o seu cume, mas sim contornar suas encostas, sempre buscando um caminho de fácil trânsito pela floresta fechada. Nosso trabalho de orientação ficou mais intenso, com a bússola sempre apontando para novas direções. Para nossa felicidade, o tempo começou a demonstrar sinais de mudança, com o frio dando lugar a uma sensação agradável de calor e nenhum vento. Um pouco antes das 16h encontramos um lugar muitíssimo inspirador para passar a noite. Era o vale entre o Macauã e o Anhumpoca, com riozinho e uma área grande e plana. Tinha também vestígios de presença humana, bem antigos, por sinal. O astral era outro e sem dúvida o moral estava elevado. Acho até lógico, porque é fácil perceber que se a situação está desgraçada, qualquer mudança para melhor deve ser comemorada. Estávamos no meio do nada, longe de tudo, e uma pequena melhora no tempo significava muito para o nosso conforto. Chegamos a ver o pôr do sol do interior do vale! Sei que fizemos uma boa refeição, conversamos bastante, trocamos muitas idéias e dormimos felizes. Estávamos fazendo progresso e tudo continuava sob controle. A lua cheia também brilhou de forma especial aquela noite.</p>
<h4>Sábado</h4>
<p>Desmontamos nossas redes, arrumamos as mochilas e continuamos fazendo nosso caminho pelas montanhas e florestas. O Bolívia encontrou um gafanhoto esquisito e ficamos confabulando sobre a adaptação das espécies frente ao ambiente em que vivem. Com um pouco mais de esforço que no dia anterior, pois a floresta estava deveras fechada, iniciamos a subida rumo ao Anhumpoca 3. Lá encontramos, pela primeira vez, campos ao invés de vegetação alta. Fizemos fotos e de lá fomos para o Anhumpoca 2. Nesse cume encontramos a carcaça de algum mamífero não identificado, quem sabe um cão selvagem ou algo de gênero. Seu crânio era alongado, justamente como de um cão. Enfim, foi curioso ver aquilo. Mas sem perder tempo, começamos a descer um vale a procura de uma passagem tranqüila e com água. Novamente encontramos vestígios antigos de que aquele caminho já foi utilizado no passado.</p>
<p>A navegação agora estava mais difícil, por conta dos diversos pequenos vales e rios que encontrávamos pela frente. Nosso plano não era subir o Chimanguinho, mas acabou sendo mais fácil fazer esse cume do que arrumar um outro caminho. Por volta das 16h30 atingimos o seu ponto máximo. Mais fotos e alguma comunicação com o mundo exterior, e voltamos a caminhar. Fomos rumo ao colo entre o Chimanguinho e o Chimango, no propósito de encontrar um lugar abrigado para dormir e que tivesse água.</p>
<p>Na encosta do Chimanguinho achamos um pedaço feio de barranco, mas razoavelmente capaz de servir de abrigo por uma noite. A preocupação foi que não encontramos água. Enquanto o Willian e eu ficamos armando as redes e lonas, o Natan e o Bolívia partiram na tentativa de abrir um caminho rumo aos campos entre o Chimango e Ererê, para assim ganhar tempo no dia seguinte. Quase anoitecendo eles voltaram e nós pudemos preparar nosso jantar, que infelizmente não foi tão farto quanto em outros momentos, em vista da escassez de água.</p>
<p>Quando já estávamos todos instalados em nossos sacos de dormir, apenas esperando o sono chegar, tive outro problema com minha rede. Ao fazer um movimento estilo lagarto, a fim de pegar um objeto em minha mochila no chão, minha rede estourou e os meus pés vazaram para fora. Sob a gargalhada feliz dos meus amigos, tive que fazer um reparo em minha rede para poder dormir. O que me consolava, era que eu estava na última noite da travessia. A próxima seria em minha cama.</p>
<h4>Domingo</h4>
<p>Acordamos cedo, pela primeira vez. Às 8h da manhã começamos a subir rumo aos campos entre o Chimango e Ererê. Saímos sem desjejum, pois a água já tinha acabado. Não mais que meia-hora depois já estávamos admirando a grande encosta do Pelicano, nossa última montanha, assim como as grandes rochas do Ererê a nossa direita. Pegamos o vale próximo ao Chimango e começamos a descer na procura de um caminho e de água. No fundo do vale cruzamos com um riozinho e finalmente fizemos uma refeição, tão aguardada desde que partimos. Nesse ponto encontramos novamente sinais humanos do passado e fomos seguindo essas pistas, sempre subindo o Pelicano. No que atingimos um pequeno trecho de campo, todos os rastros sumiram e voltamos a contar apenas com a nossa própria navegação. E aí um dos trechos mais difíceis começou. Não sei se porque estávamos na reta final e cansados, mas tudo parecia mais difícil. Os barrancos eram maiores, a mata era mais fechada, os formigueiros eram enormes… tudo era mais caro. Muito cansados, de repente nos descobrimos felizes novamente quando atingimos o cume do Pelicano. Enfim a última montanha! Mais fotos, abraços e depoimentos à câmera. Ainda faltavam umas 4h para chegar ao término definitivo da travessia, mas ali, finalmente começamos a perceber que o sonho estava se realizando e que era concreto.</p>
<p>Depois de um tempo voltamos a caminhar, passando pelo trecho mais sinistro de toda a empreitada. Foi tão ruim, que prefiro nem descrever. Após esse trecho voltamos a andar por uma trilha estabelecida, sem precisar varar mato. Alguns minutos depois, passamos por um ponto de água, onde fizemos um breve lanche, pois como não tínhamos almoçado, a fome pesava no estômago. A fadiga já era extrema também e meu pulso doía até quando eu pensava nele. Só não foi insuportável, porque todos estávamos determinados a acabar a travessia logo. E após longas 3h de caminhada desde o cume do Pelicano, passando pelo vale a direita do Gaviãozinho na trilha da Madeira do Manoel, encontramos um posto avançado do mundo civilizado, oficialmente dizendo: a Livraria do Guarumbi. Eram aproximadamente 18h.</p>
<p>E como combinado, lá estavam o Juliano e o Alisson prontos para fazer o nosso resgate. Que alegria foi vê-los, e com que alegria eles nos recepcionaram. Uma alegria incrível. Mais abaixo, na Livraria de Dr. Dolangue, estavam a Flavinha, a Rose e a Michele. Elas estavam muito cheirosas ou nós é que estávamos fedendo? Descemos a estrada até o carro e foi só alegria.</p>
<h4>Segunda-feira</h4>
<p>Apenas em casa a ficha caiu. Meu pulso ainda dói, mas eu não preciso mais me pendurar pela floresta para ir de um ponto a outro.</p>
<p>-x-x-</p>
<h4>Isso não faz sentido…</h4>
<p>Estava no canal do tempo, mas desliguei a televisão. Fui olhar da janela que é bem melhor. Mas vi apenas o vigia noturno caminhando em direção ao meu velho carvalho plantando no jardim. Pensei: se eu plantei esse carvalho, porque ele ainda está sem nome? Era melhor jantar e pensar no assunto. Sentei a mesa e me perdi nos pensamentos, até que a alvorada raiou duas vezes no horizonte. Nossa, já tinha amanhecido e eu ainda ali parado! Na ânsia de escolher uma roupa limpa, decidi colocar um chapeuzinho verde que de certo combinaria com o novo dia. Mas ainda indeciso, quem sabe por um chapéu maior ou tirar um negócio espinhento do dedo, resolvi correr pelado no parque.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Publicado originalmente em 11/09/06.</p>
<div id="attachment_13" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img class="size-full wp-image-13" title="No interior da floresta" src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/alvorada.jpg" alt="No interior da floresta" width="408" height="308" /><p class="wp-caption-text">No interior da floresta</p></div>


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