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	<title>A Montanha</title>
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	<description>Blog de Montanhismo - Vinicius Ribeiro</description>
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		<title>Travessia Ciririca-Graciosa de ataque</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 19:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De madrugada levamos uma geral da polícia. Ah, montanhistas? Indo pro Ciririca? Perfeito senhores, esta é só uma abordagem de rotina, tenham todos um bom dia. Sob estrelas iniciamos jornada floresta a dentro, rumo ao cume do Ciririca, montanha da Serra do Ibitiraquire que na língua indígena tupi significa &#8220;grande mãe dos caranguejos do mato&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De madrugada levamos uma geral da polícia. Ah, montanhistas? Indo pro <a href="http://amontanha.com.br/posts/atacao-no-ciririca/">Ciririca</a>? Perfeito senhores, esta é só uma abordagem de rotina, tenham todos um bom dia.</p>
<p>Sob estrelas iniciamos jornada floresta a dentro, rumo ao cume do <a href="http://amontanha.com.br/posts/atacao-no-ciririca/">Ciririca</a>, montanha da <a href="http://amontanha.com.br/tag/ibitiraquire/">Serra do Ibitiraquire</a> que na língua indígena tupi <a href="http://altamontanha.com/iviturui/ibitiraquire03.html">significa</a> &#8220;grande mãe dos caranguejos do mato&#8221;. Só que um tanto antes de passar pelo cruzo que sobe o <a href="http://amontanha.com.br/posts/tarde-no-camapua/">Camapuã</a> e o <a href="http://amontanha.com.br/tag/tucum/">Tucum</a>, ainda noite, avistamos dois olhinhos brilhando na trilha. O bicho nos viu, e curioso, deu alguns passos em nossa direção. Suspense. O animal tinha até 1m de altura, as orelhas eram pontudas, provavelmente o peito era claro, talvez com algumas manchas. Analisando o manual de mamíferos, ficou  a suspeita de termos avistado uma jaguatirica <em>leopardus wieddi</em>, o que foi, sem dúvida, um privilégio.</p>
<p>De forma lenta, alcançamos o cume do <a href="http://amontanha.com.br/posts/atacao-no-ciririca/">Ciririca</a>. Breve descanso, fotos e iniciamos descida rumo ao altiplano dos Agudos. O tempo estava coberto nas altitudes superiores, e aberto abaixo de nós. Depois descemos no rio e por ele seguimos até a entrada do vale que leva à Garganta, fronteira final da <a href="http://amontanha.com.br/tag/ibitiraquire/">Serra do Ibitiraquire</a>. No alto deste selado deixamos caixa de registro da travessia Ciririca-Graciosa. Neste ponto também contatamos nosso resgate, na pessoa do Xandão, passando horário estimado de chegada e tal.</p>
<p>Continuamos a labuta, anoiteceu e ainda não tínhamos passado a grande cachoeira. Pausa pra descanso. Com as lanternas já na cabeça, voltamos ao sinistro de descer o rio no escuro. Um tanto a frente, finalmente a cachoeira, aí cruzamos as suspensas paredes de pedra, depois os poços e com alívio alguém gritou termos alcançado à passagem da mata. Basta de andar em rio, porque eu sou montanhista, não peixe.</p>
<p>Já cansados, fomos vencendo o trecho final da floresta, que naquela hora estava repleta de vaga-lumes. Pelo caminho havia um ovo azul no chão, um pouco maior que o de uma galinha, mas era azul mesmo, muito interessante. Choveu, parou, voltou a chover. A canseira aumentava, o sono batia, a fome só não era mais forte por causa da sede. É estranho passar sede com tanta água brotando em riachos e ribeiros. Mas enfim. Depois do que pareceu um volta completa em torno do sol, e foi quase isso, finalmente chegamos no Marco 22 da Estrada Colonial da <a href="http://amontanha.com.br/tag/graciosa/">Serra da Graciosa</a>. A tristeza é senhora, mas a alegria é jovem!</p>
<p>Lá estava o <a href="http://omontanhes.blogspot.com/">Xandão</a> nos esperando, com aquela sua simpatia e camaradagem de sempre, mais um tanto de cerveja, refrigerante e comida no bagageiro do carro. Depois agilizamos os procedimentos, buscamos os carros que estavam espalhados por aí, e voltamos pras nossas respectivas casas. O saldo final foi ter feito a travessia Ciririca-Graciosa de ataque em 20h, e ter lesionado as costelas após uma queda feia no rio. Mas a felicidade é o que conta, sempre.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-01/' title='Eu, Otaviano e Natan no cume do Ciririca. Foto do Alisson.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-01-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Eu, Otaviano e Natan no cume do Ciririca. Foto do Alisson." title="Eu, Otaviano e Natan no cume do Ciririca. Foto do Alisson." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-03/' title='Alisson, Natan e Otaviano no Altiplano dos Agudos.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-03-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alisson, Natan e Otaviano no Altiplano dos Agudos." title="Alisson, Natan e Otaviano no Altiplano dos Agudos." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-02/' title='A Garganta.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-02-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A Garganta." title="A Garganta." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-04/' title='Descendo o rio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-04-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Descendo o rio." title="Descendo o rio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-05/' title='Descendo o rio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-05-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Descendo o rio." title="Descendo o rio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-06/' title='Eu, Natan e Alisson no posto da polícia na Estrada da Graciosa.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-06-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Eu, Natan e Alisson no posto da polícia na Estrada da Graciosa." title="Eu, Natan e Alisson no posto da polícia na Estrada da Graciosa." /></a>

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		<title>A questão de pular ou não da montanha</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/a-questao-de-pular-ou-nao-da-montanha/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 02:59:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu tenho uma teoria. Alguns amigos meus também. Uma teoria confiável descreve as nossas observações, assim como um montanhista atualizado escala montanhas de antigamente e, de igual forma, as novas. Para fundamentar uma observação ou um fenômeno, necessitamos de dados confiáveis e, no caso de um montanhista, de uma boa vista do cume. Isto posto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho uma teoria. Alguns amigos meus também. Uma teoria confiável descreve as nossas observações, assim como um montanhista atualizado escala montanhas de antigamente e, de igual forma, as novas. Para fundamentar uma observação ou um fenômeno, necessitamos de dados confiáveis e, no caso de um montanhista, de uma boa vista do cume. Isto posto, pergunto, de coração: se eu realmente tivesse pulado do cume da montanha que aparece na foto abaixo, com um minúsculo paraquedas acoplado em minhas costas, com todas aquelas nuvens ali encobrindo minha visão, eu teria menos chances de sucesso, por só conseguir ver o chão quando estivesse próximo dele?</p>
<div id="attachment_1176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/IMG_0173.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/IMG_0173.jpg" alt="Pulado do cume da montanha" title="Pulado do cume da montanha" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1176" /></a><p class="wp-caption-text">Pulado do cume da montanha</p></div>
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		<title>Fotografias de montanha que eu não fiz&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 08:00:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[… porque estava ocupado ajeitando a polaina que não para quieta na bota, fiquei com preguiça de tirar a câmera da mochila ou estava tomando café sentado na rede. Tudo isso seria muito fácil resolver, caso eu tivesse acesso a alguma tecnologia suficientemente avançada, que fosse capaz de recuperar as imagens já vividas na montanha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>… porque estava ocupado ajeitando a polaina que não para quieta na bota, fiquei com preguiça de tirar a câmera da mochila ou estava tomando café sentado na rede. Tudo isso seria muito fácil resolver, caso eu tivesse acesso a alguma tecnologia suficientemente avançada, que fosse capaz de recuperar as imagens já vividas na montanha diretamente do meu cérebro. Daqui pra amanhã, esta tecnologia não vai aparecer. E eu vou continuar com equipamento dando problema, eventualmente tendo preguiça de abrir a mochila, achando divertido ficar a toa na rede. Paciência. De modo que eu encerro a discussão por aqui, embora nem fosse minha intenção discutir algo. Era mais vontade de conversar com alguém, mesmo sendo o assunto um tanto sem propósito. Enfim, obrigado. Foi uma satisfação conversar com você ;-)</p>
<div id="attachment_1167" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/P1000906.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/P1000906.jpg" alt="Esta é uma boa fotografia. Foi tirada pelo Juliano, enquanto tomávamos café na rede, e que justifica eu também não ter fotos deste momento." title="Esta é uma boa fotografia. Foi tirada pelo Juliano, enquanto tomávamos café na rede, e que justifica eu também não ter fotos deste momento." width="500" height="375" class="size-full wp-image-1167" /></a><p class="wp-caption-text">Esta é uma boa fotografia. Foi tirada pelo Juliano, enquanto tomávamos café na rede, e que justifica eu também não ter fotos deste momento.</p></div>
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		<title>A primeira montanha do ano</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 02:13:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Escambo de suprimentos: troco ar condicionado por vento na cara, sapato bonitão por bota surrada. Bom mesmo é sair do trabalho cedo pra escalar no fim do dia, ver o pôr do sol no cume, descer pra casa em companhia dos vaga-lumes e da lua cheia. Eu diria que é algo inenarrável, embora tal afirmação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escambo de suprimentos: troco ar condicionado por vento na cara, sapato bonitão por bota surrada. Bom mesmo é sair do trabalho cedo pra escalar no fim do dia, ver o pôr do sol no cume, descer pra casa em companhia dos vaga-lumes e da lua cheia. Eu diria que é algo inenarrável, embora tal afirmação deponha contra meu próprio relato. Indizível ou não, e sem comprometer o crédito de minhas palavras, a verdade diz que é um privilégio poder morar próximas às montanhas. Hoje fiz a primeira do ano, de muitas que hão de vir, amém. Feliz ano novo, com muitas montanhas impossíveis de descrever.</p>
<div id="attachment_1158" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/116_0093-cópia.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/116_0093-cópia.jpg" alt="Pôr do sol no Anhangava." title="Pôr do sol no Anhangava." width="500" height="375" class="size-full wp-image-1158" /></a><p class="wp-caption-text">Pôr do sol no Anhangava.</p></div>
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		<title>Ata de reunião com as montanhas</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/ata-de-reuniao-com-as-montanhas/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 15:16:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Senhores, segue abaixo ata de nossa última reunião em 2011. Pauta: Caminhada e escalada no Morro do Canal, Serra do Emboque. Participantes: Eu, os camaradas, o vento, a rocha. O que foi definido e/ou concluído: 1. O último cume do ano sempre serve para agradecer a Deus pela vida e pela oportunidade de subir montanhas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhores, segue abaixo ata de nossa última reunião em 2011. Pauta: Caminhada e escalada no <a href="http://amontanha.com.br/tag/canal/">Morro do Canal</a>, Serra do Emboque. Participantes: Eu, os camaradas, o vento, a rocha. O que foi definido e/ou concluído:</p>
<p>1. O último cume do ano sempre serve para agradecer a Deus pela vida e pela oportunidade de subir montanhas. Sozinho no cume, fechado na neblina molhada trazida pelo vento barulhento, consegui ser ouvido pelo Criador. É que do alto fica mais perto.<br />
2. É uma maravilha não ter gente na montanha, que sempre está lotada em finais de semana, mas que por conta da passagem de ano estava vazia.<br />
3. Abriram uma via nova ao lado da MMs, que escalamos da segunda metade em diante. Interessante.<br />
4. Tem tanta coisa pra fazer ainda, tanta montanha pra escalar, tanta beleza pra ver&#8230; gasto uma vida inteira e não faço tudo o que quero.<br />
5. Definitivamente, o ano de 2012 me parece promissor.</p>
<p>É isso. Os senhores tendo algum comentário ou observação a respeito da ata de reunião, façam a gentileza de se manifestar.</p>
<p>Abraços,</p>
<p>P.S.: Obrigado, <a href="http://amontanha.com.br/posts/uma-nova-montanha-em-2012/#comment-1774">Luiz Martinez</a>, pela idéia do título :-)</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/ata-de-reuniao-com-as-montanhas/100_2239/' title='Morro do Canal'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/100_2239-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Morro do Canal" title="Morro do Canal" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/ata-de-reuniao-com-as-montanhas/100_2233/' title='Morro do Canal'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/100_2233-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Morro do Canal" title="Morro do Canal" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/ata-de-reuniao-com-as-montanhas/100_2231/' title='Torre do Vigia vista do Morro do Canal'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/100_2231-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Torre do Vigia vista do Morro do Canal" title="Torre do Vigia vista do Morro do Canal" /></a>

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		<title>Uma nova montanha em 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 23:41:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Encerro 2011 satisfeito. Não plenamente, mas o suficiente. Em termos de montanhismo a coisa poderia ter sido melhor. Embora tenha conseguido desenvolver algumas habilidades e manter o ritmo de sempre, não foi semelhante a outros anos. É certo que faltaram aquelas expedições longas, geralmente para fora do estado, eventualmente para o exterior. Mas fiz o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encerro 2011 satisfeito. Não plenamente, mas o suficiente. Em termos de montanhismo a coisa poderia ter sido melhor. Embora tenha conseguido desenvolver algumas habilidades e manter o ritmo de sempre, não foi semelhante a outros anos. É certo que faltaram aquelas expedições longas, geralmente para fora do estado, eventualmente para o exterior. Mas fiz o que poderia ter sido feito. Dos 52 finais de semana do ano, em 34 estive na montanha. A grande verdade é que o projeto principal de 2011 foi ser <a href="http://amontanha.com.br/posts/filho-da-montanha-bicho-do-parana/">pai</a>.</p>
<p>Já o ano de 2012 chega ligeiro como uma frente fria soprando do sul. Estou cheio de expectativas, me preparando para aproveitar muito bem as oportunidades que surgirem. Os planos feitos, as planilhas calculadas, as montanhas que quero escalar listadas. É questão de seguir o planejado e tocar em frente. Quero que Deus continue me acompanhando, e torço para continuar tendo saúde e disposição para fazer tudo aquilo que anseio.</p>
<p>Deixo aqui meu grande abraço a todos os amigos e camaradas que me acompanharam neste espaço em 2011. Manter este blog é de uma satisfação enorme, e evidentemente que a participação dos companheiros contribui muito pra isso. Espero continuar merecendo confiança e força para conduzir o meu projeto montanhístico, a exemplo do que fizeram <a href="http://www.bullterrier.com.br/">Bull Terrier</a> e <a href="http://www.lojadosuplemento.com.br/">Loja do Suplemento</a>, que me apoiaram este ano. Também espero continuar merecendo as visitas de montanhistas amigos e anônimos, fazendo deste blog pessoal um espaço original e interessante para os encantados com a montanha.</p>
<p>Enfim, a todos vocês, meu sincero desejo de um grande ano novo. A gente se encontra na montanha, com certeza.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/uma-nova-montanha-em-2012/bolinha/' title='Seguindo o plano.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/bolinha-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Seguindo o plano." title="Seguindo o plano." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/uma-nova-montanha-em-2012/canal02/' title='Do alto da montanha.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/canal02-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Do alto da montanha." title="Do alto da montanha." /></a>

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		<title>Lei da Parcimônia Montanhística</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 03:16:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Lei da Parcimônia Montanhística é parte integrante da Teoria Geral do Montanhismo, conforme meus estudos e pesquisas tem demonstrado, e serve para explicar o porquê de homens e mulheres arriscarem suas vidas escalando montanhas. A lei é derivada do princípio chamado Navalha de Occam, que recomenda o uso da explicação mais simples dentre as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Lei da Parcimônia Montanhística é parte integrante da Teoria Geral do Montanhismo, conforme meus estudos e pesquisas tem demonstrado, e serve para explicar o porquê de homens e mulheres arriscarem suas vidas escalando montanhas. A lei é derivada do princípio chamado Navalha de Occam, que recomenda o uso da explicação mais simples dentre as várias possíveis para qualquer fenômeno ou situação. A frase atribuída ao montanhista britânico George Mallory, quando perguntado por qual motivo iria escalar o Everest, resume o que quero dizer: simplesmente porque ele está lá. É possível discorrer mais sobre o assunto, mas para a finalidade deste post, basta o resumo.</p>
<p>Enfim, sábado fui escalar no <a href="http://amontanha.com.br/tag/anhangava/">Anhangava</a> com os camaradas. O dia estava perfeito, cheio de sol, vento, céu azul, aquela natureza toda. Chegamos pela manhã, voltamos no cair da noite. Tomamos meia dúzia de cervejas no bar e tocamos pra casa. As mãos ficaram doídas, as pernas raladas, a cabeça doendo.</p>
<p>Estar nas montanhas é o que eu mais gosto de fazer nesta vida. Se for com a minha piazada amiga, melhor ainda. Poderia estar em casa, trabalhando ou estudando, quem sabe na igreja. Mas não. Quero estar na montanha, porque é este o chamada de minha existência. A explicação mais simples que eu tenho pra dar, caso alguém queira saber.</p>
<p>O fato é que a montanha está aí pra ser escalada. O ano está acabando, e caras preocupados como eu, adoram inventar teorias para explicar as coisas da vida. Mas alguém há de concordar comigo que, para situações como esta, a Lei da Parcimônia Montanhística pode ser perfeitamente aplicada. Não acha?</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/lei-da-parcimonia-montanhistica/dsc02158/' title='Interiores.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC02158-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Interiores." title="Interiores." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/lei-da-parcimonia-montanhistica/dsc02172/' title='Piazada no cume do Anhangava.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC02172-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Piazada no cume do Anhangava." title="Piazada no cume do Anhangava." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/lei-da-parcimonia-montanhistica/baitaca/' title='Ibitiraquire, Graciosa, Farinha Seca e Marumbi, vistos do Anhangava.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/baitaca-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ibitiraquire, Graciosa, Farinha Seca e Marumbi, vistos do Anhangava." title="Ibitiraquire, Graciosa, Farinha Seca e Marumbi, vistos do Anhangava." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/lei-da-parcimonia-montanhistica/dsc02180/' title='No cume do Anhangava.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC02180-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="No cume do Anhangava." title="No cume do Anhangava." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/lei-da-parcimonia-montanhistica/dsc02214/' title='Serra do Ibitiraquire.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC02214-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Serra do Ibitiraquire." title="Serra do Ibitiraquire." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/lei-da-parcimonia-montanhistica/dsc02202/' title='No cume do Anhangava.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC02202-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="No cume do Anhangava." title="No cume do Anhangava." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/lei-da-parcimonia-montanhistica/dsc02212/' title='Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC02212-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro." title="Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro." /></a>

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		<title>100 anos de montanhismo brasileiro?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 22:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É uma falácia, uma arbitrariedade. Talvez um erro bem intencionado. Não existe esta história de 100 anos de montanhismo brasileiro. Acontece que os montanhistas cariocas, ou especialmente eles, atribuem à primeira escalada do Dedo de Deus 1675m em 1912, na Serra dos Órgãos em Teresópolis-RJ, realizada por José Teixeira Guimarães e companhia, como marco inicial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma falácia, uma arbitrariedade. Talvez um erro bem intencionado. Não existe esta história de 100 anos de montanhismo brasileiro. Acontece que os montanhistas cariocas, ou especialmente eles, atribuem à primeira escalada do <a href="http://amontanha.com.br/posts/outras-montanhas-de-petropolis/">Dedo de Deus</a> 1675m em 1912, na Serra dos Órgãos em Teresópolis-RJ, realizada por José Teixeira Guimarães e companhia, como marco inicial do montanhismo nacional. A escolha até me parece justa dada a relevância do evento, embora não consensual, haja vista as manifestações contrárias de montanhistas paranaenses e catarinenses.</p>
<p>Particularmente, esta seleção revela a habilidade dos montanhistas cariocas em estar sempre na vanguarda política do montanhismo nacional, e que, querendo ou não, estão fazendo algo em prol da nossa atividade, como por exemplo, a Semana Brasileira de Montanhismo. Mas revela, também, a falta de perícia em tratar a questão com o resto do país e pouca humildade em aceitar uma realidade a parte da antiga capital do Império. E é muito fácil ser humilde quando se está por cima das nuvens, no alto de uma bela montanha. Tenso mesmo é conseguir ser humilde quando se está por baixo.</p>
<p>O montanhista paranaense, acostumado a longas jornadas para escalar uma montanha, já que não tem morro na esquina de casa, atribui à primeira escalada do <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Conjunto Marumbi</a>, 1539m, realizada por José Olympio de Miranda e companheiros em 1879, que por dias cruzou rios e florestas intocadas, e alcançou duas outras montanhas antes de atingir o cume principal do <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Marumbi</a>, como o principal evento inicial do montanhista brasileiro. Os cariocas sempre ficam irritados quando os paranaenses afirmam que a escalada do <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Marumbi</a> foi de caráter meramente esportivo, sem contar ter sido realizada mais de 30 anos antes, e que por isso mesmo merece o reconhecimento de marco inicial do montanhismo brasileiro. Além de ficarem irritados, confundem defesa histórica com política.</p>
<p>Como montanhista, federado e pagador de mensalidades, tenho o direito de concordar ou não com a questão. E expor meu ponto de vista não é ser mesquinho. Deveriam tratar da união dos montanhistas antes, não quando o fato já está consumado. Aí fica parecendo desculpa. Tinham que ter buscado união na hora de decidir lançar um selo que fala em nome de todos os montanhistas brasileiros.</p>
<p>Onde vamos parar com esta discussão? Em lugar nenhum. O montanhismo carioca se esforçou pelo selo, e é isso o que vale. Mas o que fica é o erro histórico, a questão de inventarem uma data. Lançaram um selo comemorativo ao tal 100 anos do montanhismo nacional, e com isso, conseguiram oficializar uma arbitrariedade. Eu sou mais <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Marumbi</a>. Isso não muda a vida de ninguém, assim como o selo não vai mudar a minha.</p>
<div id="attachment_1109" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/100_3643.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/100_3643.jpg" alt="Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro?" title="Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro?" width="500" height="375" class="size-full wp-image-1109" /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto Marumbi, marco inicial do montanhismo brasileiro?</p></div>
<div id="attachment_1110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/Petropolis-066.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/Petropolis-066.jpg" alt="Dedo de Deus, marco inicial do montanhismo brasileiro?" title="Dedo de Deus, marco inicial do montanhismo brasileiro?" width="375" height="500" class="size-full wp-image-1110" /></a><p class="wp-caption-text">Dedo de Deus, marco inicial do montanhismo brasileiro?</p></div>
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		<title>Divagando sobre a merda montanhística alheia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 03:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos todos que esse é um assunto meio desagradável de tratar e que eu poderia usar esse meu pequeno espaço de registro para descrever algum evento bonito. Porém, mais desagradável ainda, é você estar na paz das montanhas e, de repente, num lance de azar, encontrar uns 15cm de cocô seco ao lado de uma caixinha de cume ou no meio de uma trilha. Em algumas vezes o negócio está acompanhado do papel higiênico usado no ato, apenas para completar a cena.</p>
<p>Então eu fiz uma reflexão sobre o assunto, logo depois de voltar do <a href="http://amontanha.com.br/tudo-sobre-o-pico-parana/" title="Tudo sobre o Pico Paraná">Pico Paraná</a> e ter encontrado dezenas de artefatos produzidos pelos intestinos dos montanhistas que freqüentam aquelas trilhas. O resultado é mais filosófico do que científico, uma vez que não estou munido de dados precisos e também porque estou meramente divagando, como já citei no título, sobre as fezes alheias.</p>
<p>Logo de cara, devemos concordar que fazer cocô ao lado de uma caixa de registro é uma tremenda palhaçada. O alto de uma pedra, um lugar em que todos sentam ao pegar o caderno do cume, jamais será local apropriado para servir de banheiro. A pessoa que faz isso, simplesmente não tem educação ou carrega uma boa dose de humor bizarro dentro da mochila. E eu já contemplei tal espetáculo no Itapiroca.</p>
<p>Beleza, não defeca na caixa do cume, mas defeca no meio da trilha. Aí eu já acho que às vezes nem é tanto questão de educação, é mais de inteligência mesmo, quem sabe de ignorância. Por exemplo, o cara pode ignorar que usar a trilha para banheiro vai permitir que pisem no material e que cause transtornos ao nariz do sorteado. Simplesmente a pessoa não se toca! Sei lá, isso acontece.</p>
<p>Segundo o Código da Montanha do <a href="http://www.mountaineering.com/">UIAA</a>, &#8220;na ausência de instalações adequadas, ao defecar devemos manter uma distância adequada de casas, acampamentos, plantações, rios e lagos e tomar todas as medidas necessárias para evitar danificar o ecossistema e assegurar-nos de que não ofendemos os sentimentos estéticos de outras pessoas. Em zonas altamente freqüentadas com um baixo nível de atividade biológica, os montanhistas devem ter o trabalho de levar consigo suas fezes.&#8221;</p>
<p>Com essa colocação, é possível propor duas estratégias quando chegar a hora de procurar o banheiro em cima de uma montanha, ou em qualquer outro lugar natural, onde, obviamente, não há instalações propícias:</p>
<p>1 &#8211; Fazer as necessidades dentro de uma sacola. Usar o papel higiênico e jogar dentro. Evitar que muita urina entre na sacola. Fechar a sacola e jogar dentro de outra sacola, só para garantir. Amarrar tudo muito bem. Colocar o bolo dentro de um recipiente rígido, como uma caixa de leite ou lata de achocolatado. Acomodar na mochila e levar de volta para a cidade, onde deve ser descartado no lixo adequado.</p>
<p>Ou…</p>
<p>2 &#8211; Com uma pequena pá, cavar um buraco suficientemente grande para acomodar os dejetos. Separar a terra retirada, para tampar novamente o buraco. Fazer as necessidades dentro do buraco. Usar o papel higiênico e jogar dentro de uma sacolinha própria de lixo. Fechar o buraco com a terra retirada. Levar a sacolinha com o papel higiênico usado para a cidade e depois, descartar no lixo adequado.</p>
<p>Você quer saber, de boa mesmo, aqui na minha intimidade, o que eu faço numa hora dessas? Caio fora da trilha. É tão mais simples.</p>
<div id="attachment_1098" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC00698.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/12/DSC00698.jpg" alt="Serra dos Órgãos, Teresópolis-RJ." title="Serra dos Órgãos, Teresópolis-RJ." width="500" height="375" class="size-full wp-image-1098" /></a><p class="wp-caption-text">Serra dos Órgãos, Teresópolis-RJ. Um lugar tão belo como esse não merece sujeira.</p></div>
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		<title>Mandrová, Carcará, Saravá!</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 01:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu descia a montanha sozinho. O ritmo estava a meu agrado, de maneira que fui me distanciando da piazada. O bom de andar solitariamente, é que não existe a culpa do silêncio. Ao contrário, permite a chance de ouvir os próprios pensamentos. Pois ia eu tranquilo, ouvindo tudo o que tinha pra dizer pra mim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu descia a montanha sozinho. O ritmo estava a meu agrado, de maneira que fui me distanciando da piazada. O bom de andar solitariamente, é que não existe a culpa do silêncio. Ao contrário, permite a chance de ouvir os próprios pensamentos. Pois ia eu tranquilo, ouvindo tudo o que tinha pra dizer pra mim mesmo, cruzando os rios mais simpáticos deste trecho da serra do mar e observando discretamente a natureza que o solstício vem anunciando. Concluindo o meu caminho, pensava na cerveja geladíssima que tomaria em seguida. Mas num trecho de mata secundária, talvez passando por uma aroeira, o destino me colocou no braço um mandrová malditamente cabeludo. Merda, eu teria gritado, se fosse a primeira palavra que me ocorresse no cérebro. Furioso, esmaguei o bicho e passei aquela gosma verde-amarelada por cima do ferimento, que segundo me consta, é o melhor antídoto. Puxei água do hydrabag, cuspi no braço duas ou três vezes, a fim de limpar tudo. Merda, agora mais calmo, eu podia xingar na palavra mais adequada. Certos estavam os meus antepassados tupis, pois a palavra taturana significa “semelhante ao fogo”. Os acidentes com o bicho validam a questão.</p>
<p>Em casa, quase anoitecendo, tive forte dor de cabeça. Talvez febre. Meus camaradas falaram que foi por causa do sol. Sei lá. Bom que passou. E o que tem o Carcará com a história? Nada. Eventualmente eu vejo um belo exemplar sobrevoando meu apartamento. Na montanha, apenas pelas bandas da <a href="http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/">Serra da Baitaca</a>. Mas ele entrou na história apenas pra rimar, assim como o saravá.</p>
<div id="attachment_1092" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/11/P1020682.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/11/P1020682.jpg" alt="Eu, Michelle, Natan e Alisson. Foto do Juliano. Serra do Ibitiraquire." title="Eu, Michelle, Natan e Alisson. Foto do Juliano. Serra do Ibitiraquire." width="500" height="375" class="size-full wp-image-1092" /></a><p class="wp-caption-text">Eu, Michelle, Natan e Alisson. Foto do Juliano. Serra do Ibitiraquire.</p></div>
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