Água de Vina
Publicado em 16/06/09 e arquivado sob: conficçãoEsta via foi conquistada após duas investidas de reconhecimento. A montanha se chama Espinhento, localizada ao sul do bloco turístico do maciço do Marumbi, e o esquema é cheio de espinho mesmo. O nome da via é um trocadilho triplo, talvez dê pra entender com o passar do tempo, de acordo com a sagacidade de quem obtém as informações.
A escalada em si é simples, e fez uso de equipamento móvel para ser mais ecológica: um jogo de estacas de ferro de barraca estilo canadense. A base da via fica na parede noroeste da montanha, e o acesso se dá pelo colo entre o próprio Espinhento e a montanha de nome Chapéu. Quem vem do norte deve descer pelo Pelado, seguir rumo às pedras empilhadas e em seguida descer o barranco da parede. A linha escalável segue uma pequena laca repleta de líquen, depois converge para uma fenda, que finalmente termina no platô da andorinha – havia um ninho na época da conquista -, onde é possível armar a parada em duas bromélias de tamanho monstruoso, coisa muito firme. Depois há mais um trepa-mato tenso e suspenso, que ao final recompensa o indivíduo com um dos cumes mais obscuros da serra do mar paranaense.
No colo não há água em poço conhecido, então carregue tudo do fundo do vale. Um acampamento pode ser montado por ali, mas cuidado com as formigas, que são por demais agressivas. Após toda a viagem, voltar pra casa é possível seguindo o rumo sul por alguns dias, ou pelo norte mesmo, se não for final de semana.
A via foi graduada em 5° VIsup A0 E1 D1 40 metros e provavelmente não será mais repetida.

Água de Vina, via de escalada no Espinhento, Serra do Marumbi
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Tags: escalada, marumbi, montanhismo
July 31st, 2009 at 3:07 pm
Abaixo aos donos das montanhas!!!
[]s
August 11th, 2009 at 11:01 am
Lamento estragar sua felicidade, mas isso já foi feito (conquista de via em natural) em 1984 e repetido na década de 90.
Meus sinceros lamentos
August 28th, 2009 at 11:49 am
Padre, a inveja é uma coisa ruim.
September 9th, 2009 at 12:17 pm
[...] Um leitor, Mauro Linhares, pergunta qual é minha opinião e a de meu velho parceiro de aventuras em montanhas, Alexandre Lorenzetto (Sassá) em relação à conquista de vias em áreas de preservação permanente (mais especificamente em áreas intangíveis de uma unidade de conservação). Ele referiu-se a abertura de uma via no Morro Espinhento, área restrita ao uso público (na prática proibida pelo plano de manejo) do Parque Estadual Pico do Marumbi e que está descrita na internet em http://amontanha.com.br/posts/agua-de-vina/ [...]
September 11th, 2009 at 3:40 pm
Pra quem chegou até aqui por intermédio do blog do Edson, minhas muitas boas vindas! Aproveite o espaço e sinta-se em casa.
Eu até posso ser tudo aquilo que dizem e escrevem, mas tomo banho todos os dias em que não tenho preguiça, e mantenho minhas multas de trânsito e impostos devidamente pagos.
September 14th, 2009 at 9:47 am
eu acho que acreditaram no: “um jogo de estacas de ferro de barraca estilo canadense”, “armar a parada em duas bromélias de tamanho monstruoso”
September 29th, 2009 at 3:50 pm
Realmente, o julgamento do conceito de ética pelo Dubois é muito relevante… No entanto, dissimuladamente, li o transcrito no “amontanha.com.br” e atentei que o cotejamento com o registro do nobre colega é insipiente. Compreendi que ele está tão somente achincalhando com os vocábulos.
Realmente, arrazôo que, se genuinamente estes jovens transpuseram aquelas montanhas, foi no mais bucólico e pueril ato de peregrinar, e não escalando.
Reparei ainda que o relato foi transcrito da mesma silueta q os avocados escaladores narrariam uma escalada, num ululante escarneamento desses… Mas enfim, as dicotomias da língua portuguesa não são assim tão compreensivamente vulgares e a internet é buliçosa aos textos…
Abrazos!
January 11th, 2010 at 12:54 pm
[...] Estou voltando com a seção diário no blog, como conseqüência das minhas resoluções de começo de ano. Desta maneira, poderei manter o site muito mais atualizado e repleto das minhas verdades, sem contar o fato de que voltarei a conservar os meus registros montanhísticos melhor ajeitados. O foco na ‘invenção de histórias’, da seção conficção, da maneira como estava fazendo, além de não ter refletido em um número elevado de textos, pois não eu consigo inventar boas histórias a todo o momento, também deu margem para que doutores tapados interpretassem ficção como verdade. [...]