Confissões de um montanhista sem vergonha

Publicado em 10/09/09 e arquivado sob: conficção

Os montanhistas e suas confissões… que coisa mais bacana. Eu acredito na tese de que se você tem um ligeiro domínio da linguagem escrita e conhece outro tanto de termos técnicos e jargões de escalada, e também possui uma carência simples de moralismo, você é capaz de enganar os doutores da eugenia montanhística em suas próprias circunstâncias. E uma tese é, como eles mesmos dizem, uma medida de importância.

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Quando eu tinha 3 anos, lembro que assistia às chacretes no programa do Chacrinha e ficava de pinto duro. Depois, com 6 ou 7 anos, levei uma prima no banheiro da casa de meus avós e abaixei as suas calças, para averiguar pessoalmente o que eu imaginava que ela tinha ali. Com 11 anos eu bati minha primeira punheta, e limpei a ferramenta na cortina do meu quarto. Com 17 enfrentei meu primeiro susto, mas a menina não estava grávida, ainda bem. Meu recorde de altitude foi fazer sexo numa montanha de nome Mãe Catira, a 1.457 m acima do nível do mar, na Serra da Graciosa, mas nesta época eu já era um cara com anos de experiência.

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Uma vez eu estava fazendo um cigarro artesanal, num tempo em que eu ainda fazia isso, sentado no chão da floresta. Já era noite e eu estava com uma lanterna de cabeça iluminando meu trabalho. Ao redor algumas pessoas aguardavam a confecção do cigarrinho, a fim de desfrutar das conseqüências sociais que se tem ao fumar tal artefato, assim como os elefantes africanos fazem com a Sclerocarya birrea. De repente uma mariposa se viu atraída pela luz de minha lanterna, e veio dar com aquele bater de asas em minha cara. Aí que eu me assustei, e como estava com as mãos ocupadas, joguei tudo pro ar, dando um grito que não foi afeminado, mas que também não pareceu lá muito másculo. Pronto, bastou para que a piazada ficasse me apavorando a idéia. A gente saiu do Agudo da Cotia e desceu até o Marco 22, e até hoje alguém lembra desta história e vem me encher o saco.

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Beleza, que cessem as confissões. Depois ninguém vai querer aparecer comigo na montanha, temendo ficar mal falado.

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3 comentários para “Confissões de um montanhista sem vergonha”

  1. willian:

    Me lembro da ultima história agora rsrsr.

    Abraços

    Willian

  2. Juliano:

    E eles acreditaram… hahaha!

  3. Roberto:

    sauhusahuahsuahsuauhsauhsua Q LOKOOOOOOOOOO

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