Morro Velho

No sertão da minha vida, é no morro velho da Serra do Mar que vou me recolher para escapar das dúvidas e gerar algumas certezas incertas. Foi por lá que passei o feriado, curtindo a montanha com os camaradas e lidando com uns pensamentos esquisitos. Os dias por aquelas bandas foram bonitos, com céu azul e várias nuvens polifórmicas, iguais às paradas que eu andava pensando em minha cabeça.

Por exemplo, a questão do imposto de renda. Ah, o imposto de renda malandrão. Sempre ele a me lembrar das minhas escolhas e suas implicações na minha vida e na daqueles que dependem de mim. Um anos depois de ter tentando vestir com palavras o que penso de situações como essa, o imposto de renda de pessoa montanhística é o único que continua importando, no final das contas.

Assim como também importa comentar que o título deste texto e a sua primeira frase foram inspirados na música Morro Velho, composição de Milton Nascimento lançada no disco Courage, de 1968, mas que é muito mais interessante cantada por Elis Regina. Recomendo.

Bem, já é madrugada e a semana mal começou. Melhor tomar meu rumo. Acho que a gente se vê na montanha. Mas antes de deixar meu tchau, te pergunto: eu deveria ter dito algo mais do que disse acima?

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