O Corvo frito da Baitaca

Ó ejeção de massa coronal sinistra, que ferve os miolos dos montanhistas desavisados, especialmente daqueles que vão para a Serra da Baitaca, e particularmente daqueles que são metidos e seguem até o cume do Corvo, passando ou não pelo Anhangava, tanto faz; ó forte tempestade de prótons vinda do sol, privai-nos de teu calor infernal, seja na montanha ou no isolamento de minha barraca projetada para o frio do inverno glacial. Ó Corvo, montanha amaldiçoada por deuses, demônios e hordas e mais hordas de bambus, porque tempos atrás outros montanhistas valentes tentaram chegar a seu cume, mas não conseguiram, e existem evidências disso, afinal, arrancaram a sinalização das partes iniciais, menos a da região do cume. Aí, na falta de sucesso ou pela raiva, reclamam e chiam, mas reclamar qualquer um pode, é só querer, não importa o tamanho da brasa que desce do céu. Ó Baitaca das pedreiras brilhantes, do Anhangava e do Corvo, Corvo este repleto de sol, mas muito sol, e que ao bater o vento não refresca em nada, pelo contrário, só resseca mais, por que o vento leva toda a umidade embora pelo ar. Ó Corvo cercado de bambus, de onde se vê todo o esplendor do Anhangava, retornarei a seu cume num futuro ainda indefinido, se não formos todos destruídos pela tempestade geomagnética vinda do astro-rei, porque quem sabe o caminho vai sozinho, não precisa de fita em árvore.

Anhangava visto do Corvo.

Anhangava visto do Corvo.

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