O dia em que eu chamei Amyr Klink de puto

Publicado em 10/02/09 e arquivado sob: história

Cheguei para o Amyr Klink e falei:

- Amyr, seu puto, você é o cara!! (Importante frisar: puto, aqui, quer dizer “uma pessoa excepcionalmente admirável”, apenas isso)

Ele me olhou espantado e deve ter pensado qualquer coisa. Sorriu, me cumprimentou e perguntou o que eu mandava. Aí eu disse:

- Pois é, você é um dos culpados por eu ter ido à Antártica.

Ele agora estava definitivamente interessado. Conversamos rapidamente e eu contei a minha história. Ele perguntou em que ano eu fui, e aí nós concluímos que estávamos os dois por lá na mesma época. Depois, enquanto ele fazia a dedicatória do livro novo, eu falei que ele não me era exemplo, uma pessoa a ser imitada; mas alguém que servia de inspiração.

Pra fechar, saquei um outro livro seu, só que velho e usado. Perguntei:

- Você pode autografar esse também?

O Amyr pegou o livro na mão e viu o estado lastimável:

- Tá velhinho, hein?

Enquanto autografava esse outro livro, ele comentou que tinha visto o Ary Rongel em 2004; entretanto, eu tinha ido de Hércules até Frei. Por fim, com um sorriso de alguém que detêm a verdade, me deu um conselho supremo:

- Agora você precisa ir mais ao sul. Lá é que é esquema.

Então beleza, deixa comigo.

-x-x-x-

Publicado originalmente em 09/12/06.

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Amyr Klink

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7 comentários para “O dia em que eu chamei Amyr Klink de puto”

  1. Alessandra:

    Nice blog. Não conhecia (acho) o versão 1.0, mas esse gostei.E você xingou o cara então rsrsr.
    ABraçao e boas escaladas. Alessandra de Floripa (por eqto)

  2. Vinicius Ribeiro:

    Valeu Alessandra!

    Pois é… talvez fosse a única maneira dele prestar atenção em mim, depois de tantos autógrafos dados e por dar. Mas gostei do resultado final :-)

    Apareça mais vezes. Abraços!!

  3. Vânia Stolze:

    Concordo com: “que ele não me era exemplo, uma pessoa a ser imitada; mas alguém que servia de inspiração.” Achei que você teve uma “puta” sacação ao dizer isso a ele. Afinal, aventurar-se requer disciplina e método. Mas, ter uma boa companhia durante o percurso e dividir com ela as alegrias dos olhos, é fundamental.
    Bem, trate de escrever. Por ora, é essa a redenção que nos deve!
    Beijão.

  4. Vinicius Ribeiro:

    Concordo contigo Vânia. Desconfio até que o nem o Amyr curte muito essa história de ser endeusado. Mas por outro lado, o seu legado é a nossa (uma das) inspiração.

    E deixe comigo, estou em dívida e vou atrás de resolver :-)

  5. Denise:

    Pois é ele e um puto mesmo… rsrsrs já me fez rir, chorar e sonhar muitas e muitas vezes. Alguém tinha que ser, e ele é o cara. Mas tenho q dizer que vc está no mesmo caminho. hehehe…
    Então, vc lembra que temos um encontro com alguns pinguins?
    Quem sabe não fazemos umas trouxinhas de alface por lá?

  6. Vinicius Ribeiro:

    Que isso… ainda tenho muito para me aproximar dele… :-)

    E eu lembro sim!! A gente combinou de tomar um chá na Antártica. Acrescentemos então o almoço com alface. Por sinal, você conseguiu acesso à base da Univali lá?

  7. Denise:

    Então, tranquei um semestre do curso pra trabalhar nas eleições ano passado. Voltei aos estudos hj. Vou ver se descubro mais alguma coisa sobre a Antártica que não seja a Cerveja. rsrsrs (o povinho pra beber esse de faculdade) hahahaha… E viva o chá com os pinguins!

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