O dia em que eu chamei Amyr Klink de puto

Cheguei para o Amyr Klink e falei:

- Amyr, seu puto, você é o cara!! (Importante frisar: puto, aqui, quer dizer “uma pessoa excepcionalmente admirável”, apenas isso)

Ele me olhou espantado e deve ter pensado qualquer coisa. Sorriu, me cumprimentou e perguntou o que eu mandava. Aí eu disse:

- Pois é, você é um dos culpados por eu ter ido à Antártica.

Ele agora estava definitivamente interessado. Conversamos rapidamente e eu contei a minha história. Ele perguntou em que ano eu fui, e aí nós concluímos que estávamos os dois por lá na mesma época. Depois, enquanto ele fazia a dedicatória do livro novo, eu falei que ele não me era exemplo, uma pessoa a ser imitada; mas alguém que servia de inspiração.

Pra fechar, saquei um outro livro seu, só que velho e usado. Perguntei:

- Você pode autografar esse também?

O Amyr pegou o livro na mão e viu o estado lastimável:

- Tá velhinho, hein?

Enquanto autografava esse outro livro, ele comentou que tinha visto o Ary Rongel em 2004; entretanto, eu tinha ido de Hércules até Frei. Por fim, com um sorriso de alguém que detêm a verdade, me deu um conselho supremo:

- Agora você precisa ir mais ao sul. Lá é que é esquema.

Então beleza, deixa comigo.

-x-x-x-

Publicado originalmente em 09/12/06.

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7 Comments

  • Nice blog. Não conhecia (acho) o versão 1.0, mas esse gostei.E você xingou o cara então rsrsr.
    ABraçao e boas escaladas. Alessandra de Floripa (por eqto)

  • Valeu Alessandra!

    Pois é… talvez fosse a única maneira dele prestar atenção em mim, depois de tantos autógrafos dados e por dar. Mas gostei do resultado final :-)

    Apareça mais vezes. Abraços!!

  • Vânia Stolze

    Concordo com: “que ele não me era exemplo, uma pessoa a ser imitada; mas alguém que servia de inspiração.” Achei que você teve uma “puta” sacação ao dizer isso a ele. Afinal, aventurar-se requer disciplina e método. Mas, ter uma boa companhia durante o percurso e dividir com ela as alegrias dos olhos, é fundamental.
    Bem, trate de escrever. Por ora, é essa a redenção que nos deve!
    Beijão.

  • Concordo contigo Vânia. Desconfio até que o nem o Amyr curte muito essa história de ser endeusado. Mas por outro lado, o seu legado é a nossa (uma das) inspiração.

    E deixe comigo, estou em dívida e vou atrás de resolver :-)

  • Pois é ele e um puto mesmo… rsrsrs já me fez rir, chorar e sonhar muitas e muitas vezes. Alguém tinha que ser, e ele é o cara. Mas tenho q dizer que vc está no mesmo caminho. hehehe…
    Então, vc lembra que temos um encontro com alguns pinguins?
    Quem sabe não fazemos umas trouxinhas de alface por lá?

  • Que isso… ainda tenho muito para me aproximar dele… :-)

    E eu lembro sim!! A gente combinou de tomar um chá na Antártica. Acrescentemos então o almoço com alface. Por sinal, você conseguiu acesso à base da Univali lá?

  • Então, tranquei um semestre do curso pra trabalhar nas eleições ano passado. Voltei aos estudos hj. Vou ver se descubro mais alguma coisa sobre a Antártica que não seja a Cerveja. rsrsrs (o povinho pra beber esse de faculdade) hahahaha… E viva o chá com os pinguins!

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