Paraná no Morro do Canal

Papai me levou pra conhecer outra montanha hoje. Segundo consta, lá se vão 50 anos desde a sua conquista. Embora eu quisesse ir por conta própria, subir eu mesmo tal montanha, ele insistiu em me carregar no colo, naquele negócio que eu particularmente acho um saco, ainda mais porque papai sua muito e eu fico suado com ele. Mas foi legal. Eu vi algumas borboletas, que é um bicho que eu não sabia que voava e tem este nome difícil de pronunicar, e que eu carinhosamente chamo de potipoti. Também vi vários aviões, mas papai insistiu em me corrigir, dizendo que eram urubus, o que eu tratei de ignorar também, uma vez que meu velho ainda não entendeu que importa mais a observação e o sentido que eu dou a esta observação, do que o significado da coisa em si. Enfim, pouco vale. Nas descida da montanha, papai deixou que eu fosse sozinho em alguns trechos, e nossa, eu fiquei bem louco, achei tesão pra caralho. Eu gostaria muito de me lembrar desses momentos depois de passada a infância, cheguei até a comentar em voz alta o quão legal seria, mas aí a mamãe falou que isso é pouco provável. Lá embaixo, acabada a escalada, tomei um suco da minha mamadeira e depois, sem motivo razoável, corri atrás de umas galinhas, que era o que eu poderia ter feito antes de voltar pra casa.

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