Pedra Branca e Morro do Canal

Evoé montanha da minha vida! Sábado, com meus camaradas Alisson, Magrinho e toda a indumentária necessária para o exercício do montanhismo ancestral, aquele montanhismo que tanto nos apraz, direcionamos nossas bússolas para a Serra do Ibitiraquire. Ah, Serra do Ibitiraquire… um sarava especial pro Ibitiraquire, a Serra Verde, onde aprendi a ser o montanhista barbudo que sou hoje! Tocamos pelo nosso caminho selvagem até o ponto máximo da Pedra Branca, que embora faça parte de nossos desejos, é uma montanha modesta e sem grandes pretensões na vida. Após atingirmos os quase 1.400m de seu amplo cume, e que repleto de densa floresta impede qualquer visão pros horizontes afins, fizemos uma breve refeição nos debatendo contra o vento e a chuva. Que situação; sem visual, com frio e molhados. Deixamos uma pequena fita marcando o local que alcançamos, com nomes e data, e voltamos de onde viemos. Finda a jornada e a dose de refresco delicioso a base de cevada, pegamos o caminho pra casa admirados com o tempo bonito que fazia naquele momento final, com sol e nuvens coloridas, ouvindo felizes o nosso amigo Rolando Boldrin cantar que “cavalo esperto não espanta a boiada”. Caiu granizo na BR, mas isso não tem nada a ver com montanhismo.

Aí no domingo, com meu camarada Josman, fomos treinar nossas habilidades de escalada para um dia ascender a Trango Tower. Engraçado que choveu a noite de sábado inteira, tudo parecia molhado pra sempre, e enquanto íamos para o Morro do Canal caíram umas gotas suspeitas do céu. Tanto que nem levamos câmera fotográfica. Mas Deus se compadeceu de nosso empenho e falou, novamente: vou quebrar o galho desses caras e deixar a rocha sequinha, olhe a vontade deles. Obrigado, meu Pai, outra vez. E atingimos os objetivos. Verificamos e aperfeiçoamos procedimentos, arrancamos as digitais das mãos no granito do Canal e tivemos momentos em que a fé nas agarras se esvaeceu, mas ao fim e ao cabo deu tudo muito certo. A exemplo de sábado, também voltamos de onde viemos, e depois de uma ligeira comemoração novamente a base de cevada, e de um crepúsculo tão belo, com nuvens vermelhas no céu, concluímos mais um final de semana de vida e de treinos. E como diria Pena Branca e Xavantinho, “Bem te quis, e ainda quero muito mais, maior que a imensidão da paz”.

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