Salto Rosário

Era pra ser um dia daquele típico montanhismo ancestral e de escaladas selvagens, não de canyoning ou de outra atividade que necessitasse de escafandro. Apenas o respeito – que é diferente de medo – diante de fortes correntezas, e a ignorância – especialmente minha – de como trabalhar com a mecânica dos fluídos, impediu que atravessássemos o rio pra tentar alcançar o cume da montanha que balança mais não cai.

Pausa para uma divagação. Passei parte da minha adolescência lendo Malba Tahan, autor do clássico O Homem que Calculava. E havia um livro, e o título não me recordo qual, que iniciava com um prefácio bonito e que pra sempre ficou gravado em minha memória. Era assim: as estranhas e inacreditáveis aventuras com que o destino formou o rosário da minha existência. Lembrei desta frase ontem, que coisa.

Continuando. Diante da impossibilidade de seguir com os planos, e para não perder a viagem, tocamos para o Salto Rosário, cuja existência já era de meu conhecimento, exceto sua localização. Daí que passamos o dia pelas águas, ora na cachoeira, ora em rios. Eu ainda optei por uma variante no Bar do Cabelo, consumindo algumas cervejas e mexendo com os cachorros da vizinhança, depois que Bárbara, Élcio, Júlio, Moisés e Paulo resolveram testar suas habilidades manobrando boias pelo Nhundiaquara. E o dia ainda acabou com uma treta mecânica no carro que nos levou até lá, mas que foi resolvida de forma bem feliz para todos os envolvidos, de maneira que a parte que me cabe, na presença de várias testemunhas, assina o presente relato em 03 (três) vias de igual teor e modo, para que o mesmo possa produzir os seus efeitos legais e tal, assim como para servir de registro de nossas estripulias pela serra do mar do meu Paraná.

Salto Rosário

Salto Rosário

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Fechando as pernadas de fevereiro:

- De Borda do Campo ao Marumbi
- Atacão no Pico Paraná
- Atacão no Ciririca
- Salto Rosário, o relato aí de cima.

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4 Comments

  • Pois é, meu caro Vinicius, montanhismo é também influenciado pelas condições climáticas, volume das águas e coeficiente de cagaço. Mas o importante é não perder a piada e continuar vivendo para dar sequencia na aventura. Outro dia será sempre um outro dia.

  • Ae Vinicius td blz?,o volume das águas estava alto mesmo hein!!!tinha achado que vc Alisson e companhia tinham rumado pro Araçatuba pois o tempo no FDS foi bom e certamente não comprometeria a investida até o Monte Crista.Abraço…. ficou bacana a foto do Élcio atravessando o Rio,olha que daria até pra fazer uma descida extrema de caiaque no Salto….

  • Luís Guilherme

    Olá,

    Como chegar lá? Tem trilha? Ou é subindo pelo Rio Ipiranga?

    Até!

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