Sol no Anhangava, chuva no Ibitiraquire

Fechei 2010 guiando pai e filha por um hiking no Anhangava, montanha bem ao lado de Curitiba, num bonito dia ensolarado, embora com boas nuvens cinzentas. Aí comecei 2011 recebendo a notícia do acidente do Bernardo no Fitz Roy, que mesmo não sendo chegado meu, deixou-me abalado e triste. Nesta toada, peguei um ônibus com meu irmão Guto rumo a Serra do Ibitiraquire, com a intenção de dar uma baita pernada por várias montanhas. Depois de termos enfrentado um calor infernal até alcançarmos o alto do Camapuã e observarmos a estrondosa tempestade castigando a Serra da Graciosa, resolvemos buscar abrigo numa região mais protegida e longe dos cumes, uma vez que não contávamos com barracas. Mas até aí a moral já estava baixa, de maneira que resolvemos abortar a travessia. Acionei meu camarada Juliano, que deveria estar escalando ali próximo, no Anhangava, a fim de providenciar um resgate, uma vez que não havia mais ônibus àquela hora. Ele estava em casa, mas mesmo assim se prontificou em nos buscar, com a condição de que eu fosse escalar com ele dia seguinte. Plano fechado, tratamos de retornar por onde viemos, agora na companhia de muita chuva e trovoada. No domingão, sol em Curitiba, porém com tempo fechado na Baitaca, o que deixou as paredes molhadas. Estávamos em quatro: eu, Juliano, Xandão e Jeromo. Tentamos uma via ali, escalamos outra acolá, e sempre é bom estar com os amigos na montanha. Memórias descritas, que se registre o início deste ano.

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