Subindo o Camacuã pelo outro lado

No meio da Serra do Ibitiraquire, entramos no vale do Ribeirão do Cedrinho, com o objetivo de subir o Camacuã pela face norte, criando uma nova ligação entre a sede do NNM e as montanhas da área. Caminhamos até a última casa da região e de lá pegamos uma picada aberta por um dos peões, que seguia montanha acima. Fomos limpando a trilha com facão e fitando os pontos estratégicos, pois pretendíamos voltar por ali. Alcançamos os grandes paredões e achamos na hora que dava pra subir. De fato dava, mas não era mais possível descer. A parede era exposta, com muitas pedras soltas, talvez um 4º. Fomos subindo com alguma dificuldade, até que num lance eu me apoiei numa pedra parecida com um saco de arroz de 5kg, que por sua vez resolveu se soltar da parede. Caímos a pedra e eu, e de raspão fui atingido no meu ombro esquerdo. Cai um bom tanto, até parar numas moitas metros abaixo.

Fui resgatado e continuamos a subida, já pensando que teríamos que desviar pra sudoeste e sair pela Fazenda da Bolinha, do outro lado do maciço composto por Camacuã, Camapuã e Tucum. Iniciamos os contatos com os camaradas que estavam no Ciririca, a fim de garantir transporte no retorno até a entrada do vale do Ribeirão do Cedrinho, onde estava nossa condução. E caminhamos, varamos algum mato, subimos mais outras pequenas paredes, até alcançarmos o que na hora pensamos ser o cume do Camacuã, mas que na prática era só um cumezinho destacado da sua crista. Fomos em frente, aí atingimos o cume verdadeiro do Camacuã, e depois pegamos o rumo em direção ao Camapuã. Subida longa, mas de repente estávamos lá. Já eram perto das 16h. Então descemos apressados pela rota normal até a Fazenda da Bolinha, onde saboreamos uma gelada em companhia dos camaradas.

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