Travessia da Baitaca

Publicado em 22/04/09 e arquivado sob: relatos

Travessia que consistiu, nesta versão, em atravessar a Serra da Baitaca no sentido sul-norte, passando pelos cumes das seguintes montanhas, num total de oito: PB2, PB1 (ou Pelado, conforme costume da região), Abrupto, Sapo, Pão de Lothzinho, Pão de Loth, Anhangava e Samambaia.

01) janeiro e fevereiro de 2009

Idéia inicial durante dias de escalada no Morro do Canal, de onde se tem visão privilegiada de toda a Serra da Baitaca. Conversa produtiva com o Cover, que relatou sua experiência nesta serra durante travessia pioneira.

Escalando no Morro do Canal

Escalando no Morro do Canal

02) março de 2009

Com Josman Kiwi, subida ao Pão de Loth, para verificar face sul da montanha.

No cume do Pão de Loth

No cume do Pão de Loth

03) 14 de março de 2009

Com Natan e Magrinho, subida ao cume do PB2, via Estação de Roça Nova.

Serra do Emboque vista da região próxima à Estação de Roça Nova. Ao fundo, à direita, o Morro do Canal.

Serra do Emboque vista da região próxima à Estação de Roça Nova. Ao fundo, à direita, o Morro do Canal.

04) 21 de março de 2009

Com Magrinho, tentativa frustrada de chegar ao cume do Corvo, montanha ao norte do Caminho do Itupava.

Magrinho observando o horizonte no cume do Anhangava

Magrinho observando o horizonte no cume do Anhangava.

05) 28 de março de 2009

Com Magrinho, jornada de investigação pelas estradas da região, a fim de localizar outro caminho à primeira montanha da travessia. Encontrado o ponto de acesso no RdS.

06) abril de 2009

Com Kiyoshi Natureza e Magrinho, entre bagas e bitucas, exploração contemplativa nas proximidades do RdS, em Piraquara.

Kiyoshi e Magrinho admirando a Serra da Baitaca.

Kiyoshi e Magrinho admirando a Serra da Baitaca.

07) 18 a 21 de abril de 2009

Com Magrinho, Natan, Alisson e Juliano, mais Michelle e Greice, início da travessia. Logística de partida, rumo ao RdS, executada por Gustavo Abras e Kiyoshi Natureza.

Primeiro dia, tempo excelente, subida aos cumes do PB2 e PB1, acampamento próximo à picada que leva até a Estação de Banhados, com o Abrupto ao Norte.

Segundo dia, tempo excelente, passagem pelo cume do Abrupto (fez jus ao nome), com acampamento na encosta do Sapo, próximo a vale onde havia água, após descer pirambeira por 10 minutos.

Terceiro dia, tempo péssimo, subida ao cume do Sapo, onde foi encontrado rastro antigo, certamente do Cover, mas que acabou no fundo do vale. Passagem pelo cume do Pão de Lothzinho e chegada cansativa no cume do Pão de Loth, de onde descemos para pernoitar nas proximidades do Caminho do Itupava. Juliano e Alisson voltaram pra casa dali.

Quarto dia, tempo péssimo, tentativa de acessar o cume do Corvo pelo sul, e que não foi possível pela falta de braço forte e pela distância a ser vencida, superior a 2 km. Desvio pelo Itupava para alcançar o cume do Anhangava pela rota tradicional, e finalmente, descida pela última montanha da travessia, o Morro do Samambaia. Alisson e Bolívia esperando na base para resgate. Término da travessia no bar do mirante, em Quatro Barras.

Início da travessia da Serra da Baitaca

Início da travessia da Serra da Baitaca

Serra do Marumbi vista durante travessia da Baitaca.

Serra do Marumbi vista durante travessia da Baitaca.

Ponto alto, pra mim: Estava abrindo caminho, rumo ao cume do Pão de Loth. Na minha retaguarda, Alisson dava as coordenadas pela bússola: vá lá, corrija a rota pra esquerda! Mata dura, macega desgraçada. De relance, observo clarão à direita. Alisson reclama: porra, siga reto, desvie à esquerda. Mesmo assim, invisto no clarão e chego às pedras do cume sul do Pão de Loth. E basta de varar mato! Vento nervoso, início de noite e visual fechado, mas foi muito alegre a comemoração de chegada.

Fim do relato, que se registre versão desta travessia.

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3 comentários para “Travessia da Baitaca”

  1. Sessenta montanhas e um braço quebrado | A Montanha:

    [...] comprar alguns equipamentos que me faltavam havia tempos. Em questões montanhísticas, realizei travessias nem um pouco badaladas, freqüentei montanhas nada visitadas, e peguei muito carrapato, muito mesmo. Consegui, também, [...]

  2. jean lucas:

    sou proprietario de todo a trilha do itupava , a propriedade tem 120 ha
    esta a venda inclui o pão de loth, até o ipiranga

    contatos jean lucas

    o meu pai era o DR. Dulcio mendes

  3. Montanhista Preguiçoso | A Montanha:

    [...] nos dedos de uma mão os grupos que possuem a tal em seus currículuns. E depois de mais de ano, recebi hoje uma proposta para comprar a trilha do Itupava e o Pão de Loth. Que jóia. Pena não ter [...]

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