Vento seco no cume do Negro

A expectativa era de que amanhecesse chovendo no último dia do solstício de inverno, mas o dia raiou brilhante e com sol. Mandei uma piada via celular pros camaradas e fui sozinho pra montanha. Soprava um vento seco e sinistro no céu, e as árvores pareciam que iriam tombar todas. Aí comecei a coisa. No primeiro cume da jornada, quase que caí numa rajada de ar mais violenta. No segundo, avistei outras pessoas não muito razoáveis noutra montanha próxima. E no terceiro, bem, no terceiro eu estava procurando por pedaços de um avião antigo, mas me emputeci ao não ter encontrado o que queria, então desisti de tocar pro quarto cume. Daí decidi voltar pelo mesmo caminho da ida. Na saída do Negro, o vento já não era mais seco. Nuvens grossas cobriam o litoral, e outras tantas vinham agressivas do sul. Colhi água com gosto de terra no fundo do vale e comecei a subir pro outro lado. Deu tempo de fotografar a chuva entrando no Emboque. Então caiu granizo. Depois parou e choveu novamente, e a floresta ficou molhada e escura. Foi assim até o fim da jornada, quando adquiri umas latas de refresco no comércio local e decidi voltar pra casa. E no fim, o vento ainda parecia que iria derrubar aquelas árvores todas.

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