<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>A Montanha &#187; contos</title>
	<atom:link href="http://amontanha.com.br/tag/contos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://amontanha.com.br</link>
	<description>A Montanha, Blog de Montanhismo - Vinicius Ribeiro</description>
	<lastBuildDate>Mon, 05 Jul 2010 22:52:53 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.6</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>De como me tornei um montanhista vingativo</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/de-como-me-tornei-um-montanhista-vingativo/</link>
		<comments>http://amontanha.com.br/posts/de-como-me-tornei-um-montanhista-vingativo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 02:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[conficção]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[escalada]]></category>
		<category><![CDATA[montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[pedra do baú]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://amontanha.com.br/?p=237</guid>
		<description><![CDATA[Houve época na família em que dinheiro para as férias escolares não era problema. Uma vez passamos as festas de final de ano nas montanhas da serra paranaense. Noutra, nas montanhas da vizinha Santa Catarina. Quando eu tinha 12 anos, [...]

<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/confissoes-de-um-montanhista-sem-vergonha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões de um montanhista sem vergonha'>Confissões de um montanhista sem vergonha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/montanhista-preguicoso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Montanhista Preguiçoso'>Montanhista Preguiçoso</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/imposto-de-renda-de-pessoa-montanhista/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Imposto de Renda de Pessoa Montanhista'>Imposto de Renda de Pessoa Montanhista</a></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Houve época na família em que dinheiro para as férias escolares não era problema. Uma vez passamos as <a href="http://amontanha.com.br/posts/a-mariposa-de-um-natal-na-montanha/">festas de final de ano nas montanhas da serra paranaense</a>. Noutra, nas montanhas da vizinha Santa Catarina. Quando eu tinha 12 anos, ficamos o recesso de inverno inteiro no Complexo da Pedra do Baú, lá em São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, bem próximo à divisa com Minas Gerais. Nesta vez foi conosco o meu primo Robertinho, de 14 anos, que era do interior do Paraná e tinha vindo a Curitiba justamente para fazer esta viagem.</p>
<p>Gostava muito deste meu primo. Sempre que estávamos reunidos na montanha fazíamos coisas notáveis, subíamos cumes que apenas os adultos subiam, encadenávamos vias cabulosas, uma verdadeira maravilha. Portanto, sob o ponto de vista de quem é um montanhista juvenil, a situação estava mais do que sob controle. Éramos duas crianças felizes brincando na montanha, esse é o ponto. E nesta viagem mantivemos a escrita. Até que, de repente, recebemos visitas. Eram dois outros primos distantes, de Porto Alegre. Eles ficaram sabendo que a família toda estava no Baú, por isso resolveram aproveitar a oportunidade da nossa companhia. Foi a partir da chegada desses primos que meus problemas começaram a aparecer.</p>
<p>Juca e Joca nasceram gêmeos, 15 anos, possuíam bigodinho adolescente na cara, escalavam melhor que eu. Dávamos-nos bem e tudo, mas eles tinham mais afinidade com o Robertinho, o meu primo do interior. E pelo fato de os três serem mais velhos, também podiam sair à noite para pegar as menininhas, coisa que eu não fazia por ainda ser criança, apesar de já estar me acabando no sexo solitário durante os banhos. O Robertinho, com aquela sua espontaneidade de piá do sertão paranaense, foi pouco a pouco me abandonando, só indo pra montanha na companhia do Juca e do Joca.</p>
<p>De uma hora pra outra passei a me ver muito triste, pois não tinha mais com quem brincar. Eles saíam escondidos, evitavam minha presença. Até para comprar pão na padaria da esquina davam um jeito de ir sem mim. Fiquei absolutamente solitário, batendo bola na parede, e a tristeza reinando soberana como nuvem de tempestade pelas montanhas da minha mente.</p>
<p>Mas Juca e Joca, assim como vieram, se foram. Um dia precisaram voltar pra casa, aí que Robertinho voltou a ter apenas a minha pessoa como parceira de empreitada. Numa tarde de sol e céu azul, enquanto eu brincava com os meus bonequinhos do Comandos em Ação, ele todo faceiro, cheio de equipamentos coloridos na mochila, chegou até mim e cantou:</p>
<p>- Escute, não estás a fim de dar uma bela pernada agora? A gente sobe até o Bauzinho e faz aquele lance lá. Que tal?</p>
<p>Eu fiquei super feliz! Um convite como aquele bastava para que me largasse na estrada novamente e esquecesse todas as mágoas que abundavam em meu coração. Corri para o quarto, peguei o equipamento que estava jogado num canto e comecei a ajeitar a mochila. Depois segui até a cozinha, completei uma garrafinha com um tanto de suco gelado, e fui comunicar os meus planos à primeira mulher a mandar na minha vida:</p>
<p>- Ó, mãe, to indo com o Robertinho lá pra cima. Vamos subir aquela parada que eu te falei outro dia e coisa assim. Ta ligada? Volto ao entardecer. Não se preocupe com o jantar que depois faço um miojo. Fique susse, pode crer.</p>
<p>Eu, com 12 anos, já era desta maneira, todo resolvido e independente, falava algumas gírias aprendida com os piás da rua. Mamãe, que desde o começo percebera que o Robertinho havia trocado a minha companhia pela do Juca e Joca, esperou que eu terminasse meu empolgado palavreado, olhou bem nos meus olhos e disse com ar muito sério:</p>
<p>- Não, você não vai à porra de lugar algum. Ao inferno com o Bauzinho. E avise aquele veadinho do Roberto que você tem compromisso pra hoje a tarde. Agora que ele está sozinho, quer ir pra montanha contigo? Mas nem fodendo! Onde já se viu? Depois eu vou contigo e a gente faz o circuito todo.</p>
<p>Voltei para o quarto bem aborrecido, e não lembro o que o Robertinho fez diante da impossibilidade de acompanhá-lo montanha acima. Só sei que apenas anos depois consegui entender o significado daquele ato da senhora minha mãe: Ensinar o que era vingança.</p>
<div id="attachment_242" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/bau.jpg" alt="No cume da Ana Chata, com a Pedra do Baú ao fundo." title="bau" width="408" height="308" class="size-full wp-image-242" /><p class="wp-caption-text">No cume da Ana Chata, com a Pedra do Baú ao fundo.</p></div>


<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/confissoes-de-um-montanhista-sem-vergonha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões de um montanhista sem vergonha'>Confissões de um montanhista sem vergonha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/montanhista-preguicoso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Montanhista Preguiçoso'>Montanhista Preguiçoso</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/imposto-de-renda-de-pessoa-montanhista/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Imposto de Renda de Pessoa Montanhista'>Imposto de Renda de Pessoa Montanhista</a></li></ol>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://amontanha.com.br/posts/de-como-me-tornei-um-montanhista-vingativo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma travessia pelo Ibitiraquire</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/uma-travessia-pelo-ibitiraquire/</link>
		<comments>http://amontanha.com.br/posts/uma-travessia-pelo-ibitiraquire/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 22:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[conficção]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[ibitiraquire]]></category>
		<category><![CDATA[montanhismo]]></category>
		<category><![CDATA[pico paraná]]></category>
		<category><![CDATA[travessia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://amontanha.com.br/?p=191</guid>
		<description><![CDATA[Chico Trevas, nascido Francisco Trevisan, foi pra Serra do Ibitiraquire. Seu objetivo era fazer a travessia do Itapiroca até o Camapuã, passando pelo Cerro Verde e Tucum. Chico era montanhista do mundo virtual, aquele tipo de pessoa que coleciona revista [...]

<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/imposto-de-renda-de-pessoa-montanhista/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Imposto de Renda de Pessoa Montanhista'>Imposto de Renda de Pessoa Montanhista</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/confissoes-de-um-montanhista-sem-vergonha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões de um montanhista sem vergonha'>Confissões de um montanhista sem vergonha</a></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chico Trevas, nascido Francisco Trevisan, foi pra <a href="http://amontanha.com.br/tag/ibitiraquire/">Serra do Ibitiraquire</a>. Seu objetivo era fazer a travessia do Itapiroca até o Camapuã, passando pelo Cerro Verde e Tucum. Chico era montanhista do mundo virtual, aquele tipo de pessoa que coleciona revista de aventura, além de acreditar nos imbecis que lá relatam suas peripécias em fotos coloridas cheias de pose. O nosso Chico morava com a avó materna, por quem foi inclusive criado, mas queria mesmo é largar seu emprego falcatrua. Ele viu num programa de televisão a cabo, um sujeito que era fodão e sobrevivia apenas com as coisas da natureza. O cara fazia fogueira com dois gravetos, comia bicho vivo, tomava água de bromélia. Aí o Chicão se animou, concluiu que já estava apto a tentar ser igual ao elemento da televisão, então foi pra travessia sem levar comida, apenas uma faca estilo Rambo. No vale entre o Itapiroca e o Cerro Verde, encontrou bosta seca de gato do mato, de onde separou uns pedacinhos de fruta e comeu com um desgosto incrível. Na subida do Cerro Verde flagrou um tatu entre os arbustos, mas não foi ágil o suficiente para capturá-lo. Na calada da noite, a chuva molhou seu ridículo acampamento improvisado. Dia seguinte, subindo a inclinada encosta do Tucum, achou um caracol, que comeu com casca e tudo. Já descendo o Camapuã em frangalhos, cruzou com um cara barbudo que subia o caminho bem tranquilamente. Delirando, Chico avisou ao infeliz que vinha chuva do litoral, o qual perguntou se ele, por acaso, sabia com quem estava falando. Chico não sabia, e antes de chegar à floresta, desmaiou de cansaço e fome, cheio de vermes na barriga. Em casa, tomando um leitinho quente da avó, Chico aboliu o sobrenome Trevas. Com uma profunda mágoa em seu coração, agora se proclama Chico Hasta La Vista. E o tal barbudo resolveu relatar esta história em seu blog.</p>
<div id="attachment_192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/tucum-pico-parana.jpg" alt="Pico Paraná, União, Ibitirati, Tupipiá e Camelos vistos do cume do Tucum. À direita, em primeiro plano, a encosta do Cerro Verde. E à esquerda a do Itapiroca." title="tucum-pico-parana" width="408" height="308" class="size-full wp-image-192" /><p class="wp-caption-text">Pico Paraná, União, Ibitirati, Tupipiá e Camelos vistos do cume do Tucum. À direita, em primeiro plano, a encosta do Cerro Verde. E à esquerda a do Itapiroca.</p></div>


<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/imposto-de-renda-de-pessoa-montanhista/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Imposto de Renda de Pessoa Montanhista'>Imposto de Renda de Pessoa Montanhista</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/confissoes-de-um-montanhista-sem-vergonha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões de um montanhista sem vergonha'>Confissões de um montanhista sem vergonha</a></li></ol>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://amontanha.com.br/posts/uma-travessia-pelo-ibitiraquire/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Papa Bento XVI sobe o Morro do Diabo</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/o-papa-bento-xvi-sobe-o-morro-do-diabo/</link>
		<comments>http://amontanha.com.br/posts/o-papa-bento-xvi-sobe-o-morro-do-diabo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 03:25:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[conficção]]></category>
		<category><![CDATA[anhangava]]></category>
		<category><![CDATA[baitaca]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[escalada]]></category>
		<category><![CDATA[montanhismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://amontanha.com.br/?p=96</guid>
		<description><![CDATA[O Papa Bento XVI esteve em Curitiba na semana do dia 1º de maio. Ele subiu, junto com toda a comunidade cadastrada e motivada de Quatro Barras, as 3 horas de trilha rumo ao Morro Samambaia, a fim de realizar [...]

<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/montanhista-preguicoso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Montanhista Preguiçoso'>Montanhista Preguiçoso</a></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Papa Bento XVI esteve em Curitiba na semana do dia 1º de maio. Ele subiu, junto com toda a comunidade cadastrada e motivada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quatro_Barras">Quatro Barras</a>, as 3 horas de trilha rumo ao Morro Samambaia, a fim de realizar a tradicional Missa do Trabalhador, que acontece todo santo ano na <a href="http://amontanha.com.br/posts/tag/baitaca/">Serra da Baitaca</a>. Antes, porém, o Papa recebeu instruções de conduta consciente em ambientes naturais, porque até ele pode causar impacto ambiental. Ainda mais na Serra do Mar, que é lugar frágil e muito pressionado pela crescente horda furiosa que pisa a sua terra.</p>
<p>Do cume do morro, após a missa, observando toda a Serra do Mar aberta, as várias montanhas verdes no horizonte e aquele céu azul, o Papa Bento XVI flagrou o Anhangava ali do ladinho. Pensou e concluiu que aquela era uma montanha bacana, com suas pedras coloridas e tudo, a galera escalando e pendurada em cordas. Perguntou a um fulano que o acompanhava: Montanha maneira essa aí, hein? Qual o nome deste belo morrote? E a resposta: Esta interessante elevação chama-se Anhangava, Santidade, que significa, na língua indígena de nossos antepassados, Morro do Diabo!! Ouviu-se um &#8220;putz, falou merda&#8221;, outras pessoas também lamentaram o comentário. O Papa se ligou que algo suspeito estava no ar, mas alguém sem noção reforçou: É isso mesmo, tem o nome do coisa ruim. Mais outro se empolgou, se esforçando para falar em alemão: É Teufel, Papa, Teufel Berg ou Berg von Teufel, sei lá, mal sei falar meu português.</p>
<p>Aí as hóstias caídas no chão, aquele fiscal do <a href="http://www.pr.gov.br/iap/">IAP</a> dizendo que não era para deixar lixo na montanha, e já ninguém cantava mais os hinos. O Papa ficou de cara! Até uma névoa subiu para fechar o visual da rapazida e a expedição estava, definitivamente, acabada. Sabe-se, apenas, que dessa data em diante, o Morro do Anhangava passou a ser chamado de Morro do Bento. E que a onda de mudanças dos nomes malignos se alastrou até o outro extremo do Paraná, pois a Garganta do Diabo, na foz do rio Iguaçu, agora é Trombeta do Arco-Íris.</p>
<p>Enquanto isso, ali próximo, no Itupava, era promovida uma caminhada eco-alucinógena, cujo título atendia por &#8220;Descendo o Itubala no ritmo do docepava&#8221;.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Publicado originalmente em 10/05/07, por ocasião da visita do Papa ao Brasil. Ligeiramente modificado de acordo com as novas manias do autor.</p>
<div id="attachment_98" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/anhangava-01.jpg" alt="Anhangava visto do Morro do Samambaia. " title="anhangava-01" width="408" height="272" class="size-full wp-image-98" /><p class="wp-caption-text">Elemento fotografa o pôr do sol. Atrás o Anhangava. </p></div>
<div id="attachment_99" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/anhangava-02.jpg" alt="Anhangava visto do Morro do Samambaia. " title="anhangava-02" width="408" height="272" class="size-full wp-image-99" /><p class="wp-caption-text">Elemento toma água no cume do Morro Samambaia. Atrás o Anhangava. </p></div>
<div id="attachment_100" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/anhangava-03.jpg" alt="Escaladores no Morro do Anhangava" title="anhangava-03" width="408" height="272" class="size-full wp-image-100" /><p class="wp-caption-text">Elementos escalando no Morro do Anhangava</p></div>


<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/montanhista-preguicoso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Montanhista Preguiçoso'>Montanhista Preguiçoso</a></li></ol>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://amontanha.com.br/posts/o-papa-bento-xvi-sobe-o-morro-do-diabo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bunda de montanhista cansado não tem dono</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/bunda-de-montanhista-cansado-nao-tem-dono/</link>
		<comments>http://amontanha.com.br/posts/bunda-de-montanhista-cansado-nao-tem-dono/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 20:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[conficção]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>
		<category><![CDATA[montanhismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://amontanha.com.br/?p=76</guid>
		<description><![CDATA[Volto da montanha quebrado, muito cansado, sem forças até para dormir. Quase toda energia lá, na Serra do Mar. E somente quarta-feira ainda. Dia seguinte muito cedo, tipo 6h30, saio cruzando as avenidas enevoadas de Curitiba para catar um dos [...]

<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/nao-tem-gripe-suina-na-montanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Não tem gripe suína na montanha'>Não tem gripe suína na montanha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/confissoes-de-um-montanhista-sem-vergonha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões de um montanhista sem vergonha'>Confissões de um montanhista sem vergonha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/montanhista-preguicoso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Montanhista Preguiçoso'>Montanhista Preguiçoso</a></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Volto da montanha quebrado, muito cansado, sem forças até para dormir. Quase toda energia lá, na Serra do Mar. E somente quarta-feira ainda. Dia seguinte muito cedo, tipo 6h30, saio cruzando as avenidas enevoadas de Curitiba para catar um dos meus irmãos na rodoviária, que estava de volta a cidade após vários dias. Pego meu irmão, coloco as malas no carro e vamos para sua casa. De lá, trato de ir trabalhar. E isso tem nada de figurado; trabalhar é trabalhar, mesmo. Você é pago pra resolver, diz meu chefe, dê o seu jeito, continua ele. Se fosse fácil, qualquer um faria, argumento eu.</p>
<p>Cheguei cedo, saí idem, isso é um consolo. Volto pra casa, tenho que terminar meus estudos para a prova da noite. Toca o telefone, é o Preto me insultando, diz que estudar é para os fracos, ele gosta de falar essas coisas. Marcamos de nos encontrar a noite no bar. Pego o rumo da escola, meu sovaco é puro suor. Faço a tal prova, ao escrever os dedos da mão me doem, tamanho o meu capricho e a falta de prática. Eu não quero que a professora se esforce para decifrar meus hieróglifos.</p>
<p>Escondido, depois da prova, passo na Baixada. Quero espiar <a href="http://furacao.com/materia.php?cod=28452">o primeiro jogo do Furacão</a> em casa neste ano. Dou sorte e vejo um dos vários gols da partida. Animadinho, saio do estádio e vou em direção ao bar. Sinto falta do meu comparsa Magreza, companheiro em <a href="http://amontanha.com.br/posts/fumando-uma-aranha/">degustar aranhas</a>, que não aparece. Por sinal, nenhum dos camaradas dá as caras no bar, e eu esperando o Preto. Lá pelas tantas, chega ele. Um cerveja, dois copos. Outras na seqüência. Esperávamos pelo nosso amigo Bolinha, que estava na maternidade duas quadras dali, vendo o filho nascer. E nada. No telefone, depois de horas, Bolinha anuncia chegada do herdeiro, mas vai deixar para entregar os charutos em outra oportunidade. No fim, ficamos apenas nós dois no bar. Última cerveja e direto pra casa.</p>
<p>De volta ao lar, a patroa me espera cheirosa. Como um selvagem a agarro, e vamos pra cama. Do jeito que caímos, fizemos. Minha última gota de energia se esvai pelo pinto. Eu não tinha mais força e também não aceitaria dinheiro algum pra me mover daquele lençol quentinho. Adormeço de meia, roupa e tudo, atravessado errado na cama. Eu já era, a prova estava no meu corpo inerte.</p>
<p>Algum tempo depois a delegada se apruma, toma seu banho e decide reivindicar um pedaço do território em nosso leito matrimonial. E eu lá, enviesado. Quem diz que ergui o olho? Então ela luta para me endireitar na cama, uma vez que eram nulas as chances de eu me levantar para escovar os dentes, pelo menos isso. Nesse ínterim, no arrasta pra lá move pra cá, minha cueca começa a correr perna abaixo, deixando minha bunda totalmente a mostra e desprevenida. Um prato cheio para qualquer maníaco. Mas o interessante foi que na nádega esquerda da minha bunda, esquerda de quem olha, havia uma mega espinha, uma obra prima da natureza, cheia de pus, super desenvolvida, quase beirando a um furúnculo. Era uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Krakatoa">Cracatoa</a> amarela e gosmenta.</p>
<p>A mim é um mistério porque as mulheres gostam de espremer essas coisas. Deve ser de um prazer tremendo. Então ela passa a se equilibrar nas minhas coxas e a espremer a carne do meu traseiro, a fim de fazer a aberração da natureza explodir num mar de líquido pegajoso. Minha mulher deve ter passado vários minutos ali, feliz pela dádiva e impressionada pela minha incapacidade em reagir ao ataque pela retaguarda. Eu não vi, nem nada senti.</p>
<p>De manhã não tão cedo quanto dia anterior, acordo e vou ao banheiro. A mochila cargueira ainda estava ao lado da porta, o par de botas com as meias usadas. Despreocupado, abaixo a cueca para sentar no vaso e então me horrorizo ao encontrar tudo cheio de sangue. Um absurdo, eu parecia que tinha menstruado pelo cu. Pela montanha que eu tanto amo, me preocupei com o que poderia ter acontecido depois de ter perdido o juízo e a consciência. E mais, quem teria feito imensa atrocidade comigo? Com medo, avalio as partes, tudo aparentemente normal. Fingindo ser coisa corriqueira, vou a cozinha tomar meu desjejum. Pois é, eu falo um pouco baixo, tiraram minha virgindade ontem a noite. E aí fico sabendo do ocorrido, o que me devolve a paz que tinha deixado no banheiro.</p>
<p>Sábado, indo escalar com os camaradas, conto a seqüência de fatos para um outro irmão meu, o caçula, que acha graça na história.</p>
<div id="attachment_84" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/pico-parana-cerro-verde.jpg" alt="Pico Paraná visto do Cerro Verde, Serra do Ibitiraquire." title="pico-parana-cerro-verde" width="408" height="308" class="size-full wp-image-84" /><p class="wp-caption-text">Pico Paraná visto do Cerro Verde, Serra do Ibitiraquire.</p></div>


<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/nao-tem-gripe-suina-na-montanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Não tem gripe suína na montanha'>Não tem gripe suína na montanha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/confissoes-de-um-montanhista-sem-vergonha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Confissões de um montanhista sem vergonha'>Confissões de um montanhista sem vergonha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/montanhista-preguicoso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Montanhista Preguiçoso'>Montanhista Preguiçoso</a></li></ol>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://amontanha.com.br/posts/bunda-de-montanhista-cansado-nao-tem-dono/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A mariposa de um Natal na montanha</title>
		<link>http://amontanha.com.br/posts/a-mariposa-de-um-natal-na-montanha/</link>
		<comments>http://amontanha.com.br/posts/a-mariposa-de-um-natal-na-montanha/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 01:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[conficção]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[escalada]]></category>
		<category><![CDATA[montanhismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://amontanha.com.br/amontanha/admin/?p=1</guid>
		<description><![CDATA[Era uma família de montanhistas. O pai, velho ancião e líder vitalício das expedições, sempre comprometera as viagens da família, pois seus valores antigos não combinavam com os tempos modernos, onde os filhos saem da mesa antes dos de mais [...]

<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/feliz-aniversario-envelheco-na-montanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Feliz aniversário, envelheço na montanha'>Feliz aniversário, envelheço na montanha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/nao-tem-gripe-suina-na-montanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Não tem gripe suína na montanha'>Não tem gripe suína na montanha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/treino-na-montanha-e-as-escadas-do-pico-parana/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Treino na montanha e as escadas do Pico Paraná'>Treino na montanha e as escadas do Pico Paraná</a></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma família de montanhistas. O pai, velho ancião e líder vitalício das expedições, sempre comprometera as viagens da família, pois seus valores antigos não combinavam com os tempos modernos, onde os filhos saem da mesa antes dos de mais idade acabarem a refeição. O velho nunca aceitou que os seus filhos escalassem melhor do que ele. Eram três, todos meninos, cada qual herdando sua parcela dos genes montanhistas. A mãe era especialista em fazer comidas elaboradas usando apenas uma panela, em qualquer condição climática, independente de altitude. Como já dito, uma família de montanhistas. Inevitavelmente surgiam conflitos, ora sérios, ora só para não perderem o costume.</p>
<p>Aconteceu que naquele Natal, a família resolveu passar um mês aos pés da montanha, para gozar as férias e comemorar as festas de final de ano. O ápice da viagem seria a escalada improvável de uma montanha altíssima, que até aquela época jamais tinha sido vencida, por mais que tentassem. O dia para tal feito seria naquele em que se comemora o Natal, exatamente no dia 25.</p>
<p>Na noite que antecedia a escalada, a matriarca, sempre cheia de cuidados para com os filhotes e atenta aos humores do seu marido, preparou uma bela ceia na enorme barraca central, que servia de refeitório, sala de estar, cozinha e enfermaria. A mesa era farta, e dentro dos costumes, um fumegante peru assado repousava na bandeja. Não esqueçamos da bebida com leve teor alcoólico cheia de frutas, panetones e outras guloseimas típicas. Havia um cenário perfeito para uma grande celebração. Presentes seriam trocados, abraços seriam dados e os filhos sabiam que nas caixas embrulhadas embaixo da árvore, estavam lanternas muito modernas, fogareiros de bio-combustível e cordas coloridas. Muitos apetrechos que seriam, inclusive, usados na escalada do dia seguinte.</p>
<p>Estava uma noite quente e linda, não tinha lua cheia, mas isso nem era tão importante, porque mesmo no breu profundo era possível perceber a silhueta das montanhas que cercavam o ambiente. Os filhos estavam todos perambulando pelo acampamento, já de banho tomado no rio, o mais novo besuntado de repelente. E assim que um morcego sobrevoou o acampamento, de repente mesmo, os três filhos começaram a ouvir uma gritaria vindo da barraca central. Era mais uma das várias discussões e brigas dos seus pais. De certo o motivo teria sido a implicância permanente do velho, ou as respostas ácidas da mãe. A gritaria seguiu o seu curso, ecoando pelos vales afora, e foi demorando mais do que o normal para terminar. Que merda, pensaram os filhos, eles não dão um tempo nem no Natal. Como não cessasse a confusão, o filho mais velho propôs ao irmão do meio, já com idade suficiente para fazer besteiras, darem um pulo na vila próxima ao acampamento. O mais novo, pequeno ainda, ficou por lá, e não se sabe muito em que pensava no momento.</p>
<p>Foram os dois mais velhos caminhando até a vila, sem propósito maior do que fugir da confusão. Não havia plano algum, apenas a caminhada. Lá chegando, sentaram-se em bancos de um bar já fechado, porque nem os bares ficam abertos em noites de Natal, especialmente em uma vila de montanhistas conservadores. Sentaram, conversaram qualquer coisa e mais nada. Aí surgiu um montanhista nativo, bem pé no chão, de certo também desgarrado do seio familiar. Os três começaram a trocar idéias e se animaram numa conversa fútil, sobre escaladas e montanhas selvagens, sempre embalados pelo bom humor do nativo. Papo firme rolando, quando então, quase um grande tempo depois, o silvícola sacou da sua mochila muito velha um cigarrinho de maconha. É importante lembrar que maconha, naquela época, não era coisa corriqueira como hoje, e por mais avançadinhos que fossem os piás da cidade, não era propósito deles usar substâncias tóxicas em plena véspera de Natal. Mas foda-se, pensaram os nossos jovens, vamos fumar esse bagulho, já que os pais estão pouco se esforçando para proporcionar um Natal bacana, aquela coisa que todo o filho gostaria de ter.</p>
<p>Fumaram tudo, até ficarem os dedos da mão amarelos. Se a conversa já estava em um nível bem simpático, ficou mais ainda. Depois de um tempo, o montanhista nativo alegou qualquer coisa, e disse que precisava tomar o seu rumo, indo embora noite adentro. Aí, solitários ficaram os dois irmãos chapados. Bem, pelo visto não havia muito que fazer mesmo, então resolveram voltar para o acampamento. Mãos nos bolsos, pensamentos perdidos, a luz da lanterna criando sombras de fantasmas na mata. Quando os dois estavam à meia distância do acampamento, uma gritaria muito grande podia ser ouvida vindo da barraca central, mais forte ainda do que quando partiram. Inacreditável, mas os pais, aqueles que deveriam manter a ordem, que deveriam assegurar uma escalada segura, continuavam em pé de guerra. Pelo menos foi isso que eles pensaram.</p>
<p>Mas a situação era por demais absurda, difícil mesmo de acreditar. Quando adentraram no recinto, perceberam em um canto da barraca e muito assustado, o irmão caçula. Em outro compartimento, usado como banheiro, estavam os pais, berrando um com o outro, o velho com a cara muito vermelha. Entenderam a cena em dois toques: uma mariposa havia entrado no ouvido do pai, que desesperado, tinha crises convulsivas toda a vez em que o bicho batia as asas. Impressionante mesmo, mas depois de brigarem, o casal foi dormir, sabe-se lá de que jeito, e por conta do brilho da lanterna, a mariposa foi atraída e resolveu se acomodar no aparelho auditivo do cidadão.</p>
<p>O primogênito, crente que teria o dom e conseguiria manter a calma, tentou fazer uso de uma pinça para auxiliar o seu pai. Mas era muito difícil, o pai não parava quieto, todos gritavam ao mesmo tempo, e a situação era de uma desgraça generalizada. Foi quando o piá se lembrou que estava chapado, e começou a ter um bode frio, que é o nome que se dá para o mal estar causado pela viagem negativa da maconha. Puta merda, o cara estava chapado, o pai estava em vias de enfiar uma faca no ouvido para tirar aquela mariposa, todos suavam bicas, a situação era realmente complicada. O filho mais velho sentiu que iria desmaiar, ou qualquer coisa assim, e desistiu de tentar tirar a mariposa com a pinça. Então assumiu o posto de salvador o irmão do meio, também chapado. Mais hábil que o irmão mais velho, o do meio foi capaz de resolver a questão, conseguindo, após alguns segundos que pareceram horas, capturar a mariposa e libertar o velho do sofrimento. O irmão caçula ficava de lado, vendo tudo com olhos enormes.</p>
<p>E então, a reviravolta mais impressionante da vida daquela família acabava de acontecer, tão surpreendente quanto o próprio espetáculo que proporcionavam. A atitude hostil da mariposa, que já tinha sido esmigalhada pela mão do pai, conseguiu transformar o ambiente de uma forma digna de um milagre. Retirar o bicho do lugar onde ele havia se enfiado, o que também impediu que o velho sofresse um ataque e retalhasse a orelha com uma faca, mudou o cenário. Todos estavam alegres com a conquista, o pai sorria como há tempos não se via, e a mesa, que fora posta para a ceia de Natal, poderia ser usufruída. Estavam, naquele momento e finalmente, comemorando o Natal. Percebam que o bem havia se manifestado como uma mariposa, ajudando a transformar o caos em ordem e alegria. Os presentes foram por fim abertos, os planos revisados, e a grande escalada planejada com esforço haveria de entrar para a história do montanhismo. Uma família unida vence qualquer coisa, até a mais terrível das montanhas. E que dificuldade impediria esses montanhistas, após o Natal da mariposa?</p>
<p>Bem, acontece que chegou o dia seguinte. Pai, mãe e filhos, após acordarem felizes e tomarem um reforçado desjejum, seguiram rumo à parede vertical da montanha, com seus presentes novos e outros equipamentos antigos. Mas numa enfiada por demais exposta, o velho, sempre ele, tropeçou, caiu e levou toda a família para uma grande queda.</p>
<p><img src="http://amontanha.com.br/admin/imagens/montanha.jpg" alt="montanha" title="montanha" width="408" height="308" class="aligncenter size-full wp-image-60" /></p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Publicado originalmente em 11/12/07.</p>


<h4>Artigos relacionados:</h4><ol><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/feliz-aniversario-envelheco-na-montanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Feliz aniversário, envelheço na montanha'>Feliz aniversário, envelheço na montanha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/nao-tem-gripe-suina-na-montanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Não tem gripe suína na montanha'>Não tem gripe suína na montanha</a></li><li><a href='http://amontanha.com.br/posts/treino-na-montanha-e-as-escadas-do-pico-parana/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Treino na montanha e as escadas do Pico Paraná'>Treino na montanha e as escadas do Pico Paraná</a></li></ol>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://amontanha.com.br/posts/a-mariposa-de-um-natal-na-montanha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
