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	<title>A Montanha &#187; nas nuvens montanhismo</title>
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	<description>Blog de Montanhismo - Vinicius Ribeiro</description>
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		<title>Mountain Tour 2007</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 02:25:35 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu continuo fuçando em meus arquivos. Hoje encontrei este <a href="http://amontanha.com.br/categoria/video/">vídeo</a> de 2007. Não éramos mais tão jovens assim, mas ainda tínhamos todo o tempo do mundo. Na época, o texto que acompanhava o vídeo dizia o seguinte:</p>
<p>&#8220;Em terra de montanhista descalço, quem usa bota é rei. Inspirado na conversa com um bom camarada. E algo me diz que eu poderia usar esta frase em outro texto. Tá, mais uma para o futuro: Montanhista estrela não faz expedição à montanha, faz turnê. Que venham os tomates; meu macarrão precisa de molho.&#8221;</p>
<p>Mais uma para o futuro, era o que eu pensava. Aí o retrato de uma geração &#8211; risos, muitos risos. Eu tinha um cabelão que cortei e voltou a crescer. O Bolívia e o Juliano já anunciavam o tamanho que teriam no futuro, ou não. O Natan ainda tinha cabelo na cabeça. E o Tio Willian usava uma bermudinha pra subir montanhas que ele tem até hoje. A propósito: este vídeo foi feito um pouco antes da <a href="http://amontanha.com.br/posts/o-nascimento-da-jakaira/">Jakaira</a>. Fica a dica.</p>
<p>Mas por qual razão não tem post novo no ar? Porque choveu e fez frio o final de semana inteiro. E aqui entre nós: que merda de tempo pra escalar, não é? Mas se serve de consolo, passei estes dias trabalhando em meu escritório de montanha, que em breve será inaugurado. Quem quiser um convite levante o dedo.</p>
<p><object width="640" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/l73MAU_UEZ8&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/l73MAU_UEZ8&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"></embed></object></p>
<div id="attachment_950" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/labirinto.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/labirinto.jpg" alt="A foto clássica" title="A foto clássica" width="408" height="308" class="size-full wp-image-950" /></a><p class="wp-caption-text">A foto clássica</p></div>
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		<title>O Corvo da Serra da Baitaca</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 18:05:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Montanha da Serra da Baitaca, o Corvo, com seus 1354m, alcançou o século XXI sem mostrar sinais de maltrato, diferentemente de seus vizinhos mais populares, como o Anhangava e o Pão de Loth, e até mesmo o Caminho do Itupava. Sei que a primeira vez que tentei me aproximar de seu cume foi com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Montanha da <a href="http://amontanha.com.br/tag/baitaca/">Serra da Baitaca</a>, o Corvo, com seus 1354m, alcançou o século XXI sem mostrar sinais de maltrato, diferentemente de seus vizinhos mais populares, como o <a href="http://amontanha.com.br/tag/anhangava/">Anhangava</a> e o Pão de Loth, e até mesmo o <a href="http://amontanha.com.br/tag/itupava/">Caminho do Itupava</a>. Sei que a primeira vez que tentei me aproximar de seu cume foi com o Carlos Magrinho, numa tarde preguiçosa de março de 2009. Não deu certo, e nós terminamos o dia curtindo o visual num lugar distante. Noutra oportunidade, também em 2009, durante a própria <a href="http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/">travessia da Serra da Baitaca</a>, o Corvo nos escapou por questão de quilômetros, ou seja, a coisa ficou longe pra caramba e nós nem arranhamos a superfície de suas cristas. Mas quis o empenho que no último final de semana, com os bons camaradas do Nas Nuvens Montanhismo, conseguíssemos finalmente atingir seu belo cume. Até mesmo a tempestade que chegou nervosa vinda de Curitiba, e que nos encontrou durante a descida da montanha, mais os raios e trovões sobre nossas cabeças, deu um tempero especial à jornada. O importante, em situações como essa, é ter ido e voltado com o objetivo na mochila.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/o-corvo-da-serra-da-baitaca/100_1308/' title='Cume do Corvo.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/04/100_1308-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cume do Corvo." title="Cume do Corvo." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/o-corvo-da-serra-da-baitaca/100_1303/' title='Corvo.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/04/100_1303-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Visão do cume do Corvo." title="Corvo." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/o-corvo-da-serra-da-baitaca/100_1306/' title='Cume do Corvo.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/04/100_1306-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cume do Corvo, 1354m, Serra da Baitaca, com o Anhangava a noroeste." title="Cume do Corvo." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/o-corvo-da-serra-da-baitaca/100_0075a/' title='Final da jornada.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/04/100_0075a-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Final da jornada." title="Final da jornada." /></a>

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		<title>Cogumelos Mágicos da Montanha</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 21:22:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os dois amigos desciam da montanha cansados. Já corria pelos menos uma hora desde a saída do cume, e tinham outras boas horas de caminhada pela frente, de forma que seguiam determinados pela trilha molhada. De repente avistaram um outro elemento, que vinha no sentido contrário. Era um senhor de cabelos grisalhos, que se apresentou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os dois amigos desciam da montanha cansados. Já corria pelos menos uma hora desde a saída do cume, e tinham outras boas horas de caminhada pela frente, de forma que seguiam determinados pela trilha molhada. De repente avistaram um outro elemento, que vinha no sentido contrário. Era um senhor de cabelos grisalhos, que se apresentou como pesquisador da natureza. Cruzaram-se entre algumas raízes suspensas. </p>
<p>- Opa! Bem?<br />
- Oi, tudo jóia. Já Foram? Voltando pra casa?<br />
- Isso, retornando agora.<br />
- Vêm sempre aqui?<br />
- Sim, temos uma confraria de montanhismo, de nome tal, não sei se ouviu falar.<br />
- Não ouvi e nem vi citação naquele livro sobre o <a href="http://amontanha.com.br/tag/marumbi/">Marumbi</a>, na parte que fala de clubes, associações e seus congêneres.<br />
- Fazemos parte do lado escuro da coisa. Não citam gente como a gente.<br />
- Não entendo este seu comentário. Vocês fumam maconha, é isso?<br />
- Sim, mas o outro lado também, embora não seja esta a questão.<br />
- Pois eu já experimentei cogumelos alucinógenos.<br />
- Não conte!<br />
- É verdade. Na realidade, sei que existem pelo menos 15 espécies de cogumelos alucinógenos, mas aqui no Brasil o pessoal está mais acostumado com aquele que nasce na merda dos ruminantes, de maneira que ignoram as possibilidades oferecidas pelos demais, aí que certa vez eu provei um exemplar da espécie não lembro bem o nome, e a experiência foi curiosa, pois eu estava acompanhado por outros cientistas, e o que eu senti se aproximou muito do que é o amor, sabe, eu sentia um grande amor tomando conta da minha pessoa, mas não me preocupei em demasia, porque também sei que a substância encontrada nos cogumelos não provoca dependência, e mesmo que alguns indivíduos se tornem dependentes, acho que isso tem mais relação com algum problema psíquico que outra coisa.<br />
- Certo. Mas é isso aí, senhor, continuar descendo.<br />
- Então me deixem o endereço. Enviar uma carta.<br />
- Claro. Olhe só, entre em contato conosco, o endereço é esse. Talvez possamos nos encontrar dia desses e trocar mais experiências psicodélicas. Quem sabe tomamos uma gelatina ou queimamos unzinho, hein, que tal?<br />
- Pode ser. Vou escrever pra vocês.</p>
<p>Hoje chegou uma carta enquanto ouvia Clair de Lune.</p>
<div id="attachment_755" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/02/100_1162.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/02/100_1162.jpg" alt="Cogumelos Mágicos" title="Cogumelos Mágicos" width="500" height="375" class="size-full wp-image-755" /></a><p class="wp-caption-text">Cogumelos Mágicos</p></div>
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		<title>Viagem psicodélica no Marumbi</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 22:26:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O esforço físico se resumiu em subir do Posto do IAP até a casa do Vitamina, no Marumbi, e na volta, fazer o caminho contrário. Foi um final de semana de excessos: muita chuva, música e festa. É bom estar com os amigos na montanha, comemorando a vida, saindo da casinha, tendo novas idéias. Sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O esforço físico se resumiu em subir do Posto do IAP até a casa do Vitamina, no Marumbi, e na volta, fazer o caminho contrário. Foi um final de semana de excessos: muita chuva, música e festa. É bom estar com os amigos na montanha, comemorando a vida, saindo da casinha, tendo novas idéias. Sobre a viagem sugerida no título, evidentemente que estou de brincadeira. Não passa de uma coisa da minha cabeça. Porém alguns foram pra bem longe. Eu, inclusive. Mas todos voltamos saudáveis e corados. Ou quase isso.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/viagem-psicodelica-no-marumbi/100_0626/' title='Casa'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0626-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Casa Marumbi" title="Casa" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/viagem-psicodelica-no-marumbi/100_0397/' title='Viagem Marumbi'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0397-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Viagem psicodélica no Marumbi" title="Viagem Marumbi" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/viagem-psicodelica-no-marumbi/100_0623/' title='Planta'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0623-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Plantas afins" title="Planta" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/viagem-psicodelica-no-marumbi/100_0469a/' title='Sentado'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0469a-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sentado" title="Sentado" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/viagem-psicodelica-no-marumbi/100_0473a/' title='Dançando'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0473a-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Dançando" title="Dançando" /></a>

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		<title>Imposto de Renda de Pessoa Montanhista</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 01:38:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Montanhista ou não, chegou o momento de acertar as contas com o imposto de renda. Exceto a pessoa que é isenta, claro. Pensando na vida e espantando as mariposas de minha lanterna frontal, enquanto voltava da montanha sábado a noite, concluí que não há muito que eu possa dizer ao governo sobre minhas finanças. Bens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Montanhista ou não, chegou o momento de acertar as contas com o imposto de renda. Exceto a pessoa que é isenta, claro. Pensando na vida e espantando as mariposas de minha lanterna frontal, enquanto voltava da montanha sábado a noite, concluí que não há muito que eu possa dizer ao governo sobre minhas finanças. Bens eu não tenho, eles já deveriam saber. Minhas posses se resumem a minha mulher, dois computadores e um carro velho, tudo quitado. Ah, um terreninho no alto da serra também, mas que daqui a pouco pode ser invadido pelos sem-terra. Impostos eu já pago aos montes, inclusive quando levo azar, como depois de ter comprado uns equipamentos no exterior e ter que ir aos correios acertar as taxas.</p>
<p>Minha TV é daquelas que tem tubo gigante, que pesa uma tonelada e meia. Não, não é dessas que parecem um quadro de pendurar na parede. Meus colegas de trabalho falam de suas aquisições fantásticas, de seus empreendimentos imobiliários, dos aparelhos eletrônicos de recente geração. E eu? Eu já fui à Antártica. Alguns me dizem: mas tua mulher deixa você fazer essas expedições assim, e gastar esta grana toda, sem levá-la junto? Digo que sim. E você vai pra montanha todo santo final de semana? Eu repito que sim. Então eles deduzem: é, mas isso é enquanto você não tem filho, quero quando tiver. Esses infelizes são os mesmos que me goravam antigamente: quero ver quando você se casar, se vai continuar com essas viagens irresponsáveis aí!</p>
<p>Meus pais me deram educação para que, além de ser alguém bem sucedido na vida, também pudesse lutar pelos meus sonhos e ideais. É isso, não é, mãe? Talvez eles imaginassem que eu fosse ficar rico, cheio de posses, com uma baita lista de impostos a pagar. Afinal, quem ganha muito também paga mais imposto. Mas não, eu possuo uma corda dinâmica de 60 metros, que tem um ano de uso e ainda vai longe. Tenho lanternas maneiras, de LED, que iluminam bem pra caramba. Meu fogareiro é mais caro que muito fogão. Dentro do armário eu deixo quatro mochilas diferentes, uma pra cada tipo de atividade. Barracas também, uma pequena, solitária; outra grande, tamanho família. Livros sobre viagens, montanhas e expedições abarrotam minha estante. Meu xodó, e que me custou mais de R$100: um álbum bacana, com meu curriculum em formato fotográfico. Está repleto de fotos únicas, com as principais montanhas que escalei, com as grandes travessias, com os melhores amigos.</p>
<p>Será que ando desenvolvendo remorsos por ter gasto meio carro popular pra subir as montanhas do norte do Brasil e não ter trocado meu corsinha azul que só faz queimar óleo? Estaria eu com medo de comprar uma barraca nova, que suporte muito frio, ao invés de providenciar um lugar maior pra morar e poder aumentar a família? Não pode ser. Penso apenas que este é um momento de reflexão, pois acerto de contas para montanhistas só no final da vida.</p>
<p>Bem, como eu queria ter dito no início, sábado subi umas montanhas do Ibitiraquire com meus bons amigos do Nas Nuvens Montanhismo. Nesta época agitada e sem tempo em que vivemos, foi uma dádiva estar com os camaradas, curtindo os prazeres de uma pernada legal. O entardecer estava belíssimo, com algumas nuvens baixas cercando as serras ao redor, e outra camada de nuvens altas dando tons de creme ao céu. Um enxame de libélulas cruzou o cume, do sul para o norte, enquanto a represa do Capivari refletia o pôr do sol. Bonito e inspirador, como sempre. Vento tinha quase nada, e a atmosfera era agradável como se espera de uma a tarde de final de verão. O que eu senti, no alto da montanha, naquele fim de dia, é o que eu sempre busco.</p>
<p>Sabe do que vou lembrar, quando estiver idoso, fumando meu cachimbo, sentado na varando, de boca aberta e olhando o céu? Não de carros, celulares e TVs. Vou me lembrar das montanhas que subi, dos amigos que fiz, dos lugares e povos que conheci, das emoções que vivi. Na prática, hoje, estou construindo minhas lembranças para a velhice. Esta riqueza é que vai me confortar quando tudo não passar de memórias distantes, de lugares que talvez não existam mais, de pessoas que talvez já tenham partido para a próxima. E isso, dinheiro nenhum pode comprar e imposto nenhum vai me tomar.<br />
<div id="attachment_479" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/03/pico-parana-tucum.jpg" alt="Pico Paraná visto do Tucum" title="Pico Paraná visto do Tucum" width="408" height="308" class="size-full wp-image-479" /><p class="wp-caption-text">Pico Paraná visto do Tucum</p></div></p>
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		<title>O Nascimento da Jakaira</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 04:20:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Serra da Farinha Seca, 13 de agosto de 2007. Este caderno, assim como está caixa de cume, foram até aqui trazidos por integrantes do Nas Nuvens Montanhismo, durante expedição intitulada Alpha-Jakaira, que compreende trecho entre o Canal e o Sete, e levada a cabo entre os dias 04 e 15 de agosto de 2007. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Serra da Farinha Seca, 13 de agosto de 2007.</p>
<p>Este caderno, assim como está caixa de cume, foram até aqui trazidos por integrantes do Nas Nuvens Montanhismo, durante expedição intitulada Alpha-Jakaira, que compreende trecho entre o Canal e o Sete, e levada a cabo entre os dias 04 e 15 de agosto de 2007. Os portadores desta mensagem: Alisson, Juliano, Natan, Vinicius e Willian. Acreditamos que o mundo acabe antes deste caderno, mas se isso não acontecer, por favor, ao escrever a última palavra na última folha, devolva este material a qualquer integrante do Nas Nuvens Montanhismo, para fins de registro. E o nosso abraço ao Vitamina, por todo o apoio.</p>
<div id="attachment_490" class="wp-caption aligncenter" style="width: 437px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/03/alpha-jakaira.jpg" alt="E foi a tarde e a manhã do último dia. Depois nasceu a Alpha-Jakaira." title="Alpha-Jakaira." width="427" height="308" class="size-full wp-image-490" /><p class="wp-caption-text">E foi a tarde e a manhã do último dia. Depois nasceu a Alpha-Jakaira.</p></div>
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