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	<title>A Montanha &#187; resgate</title>
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	<description>Blog de Montanhismo - Vinicius Ribeiro</description>
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		<title>Acidente no Morro do Canal</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 01:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabe quando você se arrepende de não ter colocado em sua mochila o kit de primeiros socorros e o cabo de vida? E por outro lado, sabe quando fica feliz em ter feito cursos de busca e resgate em áreas remotas, de ter instrução em primeiros socorros? Pois então, foi nesta toada que passei o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe quando você se arrepende de não ter colocado em sua mochila o kit de primeiros socorros e o cabo de vida? E por outro lado, sabe quando fica feliz em ter feito cursos de busca e resgate em áreas remotas, de ter instrução em primeiros socorros? Pois então, foi nesta toada que passei o dia de sábado no Morro no Canal.</p>
<p>Com os meus camaradas Josman e Alisson, saí de manhã para mais uma sessão de escaladas e afins. O destino, e quem acompanha o blog já tá ligado, foi o <a href="http://amontanha.com.br/tag/canal/">Morro do Canal</a>, meu local predileto de treinos. O dia foi bem bacana. Descobrimos uma nova via ao lado da Pirilampo, que ainda nem tentamos, e constatamos que acrescentaram um grampo naquela via cujo nome não sei, mas que fica quase ao lado das escadas que levam ao cume. Durante a subida nos encontramos com o professor Fill, confiante e valente subindo o morro. O Josman continua escalando pra carajo, e eu e o Alisson vamos seguindo pra ficar tão bom quanto ele. O dia estava lindo, com um céuzão azul, muito sol, e quase nada de vento ou frio. E como eu queria ir no jogo do Furacão, que seria às 21h, concordamos em descer antes de anoitecer, para que eu pudesse chegar a tempo no estádio.</p>
<p>Então, depois de várias vias escaladas e de termos curtido bastante a montanha, tocamos pra baixo. Enquanto descíamos, fomos passando por algumas pessoas, até que alcancei aquele ponto onde existem 3 pontes de madeira sobre as grotas. Lá, um pai muito sério aguardava a chegada de alguém. Quando apareci, me encarou e perguntou: você tem uma corda aí? Na hora pensei que fosse brincadeira, que o cara queria corda pra continuar subindo até o cume, o que com certeza não seria o caso, mas respondi na lata que não, não tinha corda nenhuma comigo. Então ele falou alguma coisa assim: meu filho caiu num buraco, pode estar ferido, precisamos de ajuda. </p>
<p>O negócio era sério, portanto. O Alisson e o Josman chegaram em seguida, e imediatamente nos equipamos pra fazer o resgate. O caso ali era simples de entender. Apesar do clima seco de inverno, no interior da floresta a umidade ainda reina absoluta. E madeira úmida é especialmente lisa. O menino, ao passar pela ponte, escorregou e caiu grota abaixo, coisa de 15m pelo menos. De onde estávamos, não era possível avistá-lo.</p>
<p>Armamos a ancoragem, mesmo não havendo equipamento específico para aquela operação. Peguei a ponta da corda e desci até onde estava a vítima. O piá se chamava André. De fato, dali ele não era capaz de sair sozinho, em vista da inclinação do terreno. O buraco era úmido, feio e fedido. Por sorte ele parou num pequeno platô. Se tivesse caído mais fundo, teríamos um problema bem maior pra resolver. Felizmente o André estava consciente, com apenas algumas escoriações no braço, sem fratura aparente. Falava e se movimentava normalmente, apesar de reclamar de dores nas costas e nos braços. O que fazer? Içar a vítima até a luz do dia. Sem entrar em pormenores, o pessoal da superfície armou as engrenagens, enquanto eu prendia a mim e a vítima na outra ponta. Num belo trabalho de equipe, fomos subindo pedaço a pedaço da grota, até que foi possível avistar as pessoas em cima. Mais um tanto, e finalmente estávamos nós dois novamente em terreno seguro. Alívio foi o que todos sentiram.</p>
<p>Estando todos a salvo, o pai do menino, que se chamava Paulo, nos perguntou como poderia retribuir pela ajuda, a qual respondemos que nos contentávamos com algumas cervejas lá na base. Com os equipamentos novamente na mochila, continuamos nosso caminho. Descemos todos juntos, de maneira descontraída e comemorando a vida, apreciando as belas cores do crepúsculo. Já escuro, alcançamos o final do percurso, e aí pudemos comer, beber e trocar ideias.</p>
<p>Apesar do susto, foi muita sorte o André não ter se ferido mais gravemente. Se o incidente tivesse atingido maiores proporções, seria necessário acionar os bombeiros, providenciar macas e toda aquela parafernália, sem contar que o resgate levaria horas para ser concluído. Pra mim ficou a certeza de que vale a pena investir em treinamento de primeiros socorros, busca e resgate em áreas remotas. E que um dia na montanha sempre pode reservar surpresas, de maneira que me rendo: jamais deixarei meu kit em casa novamente :-)</p>
<p>Detalhe: O Alisson em questão, meu camarada, foi o mesmo que <a href="http://amontanha.com.br/posts/sessenta-montanhas-e-um-braco-quebrado/">quebrou o cotovelo em 2009 no Marumbi</a>, e que na ocasião foi socorrido por mim e pelo Natan. Mais uma dúzia de eventos como esse e talvez eu seja aceito no Cosmo&#8230; hahaha&#8230; </p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/acidente-no-morro-do-canal/100_1553/' title='Via MMs, Alisson e Josman iniciando a escalada.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/100_1553-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Via MMs, Alisson e Josman iniciando a escalada." title="Via MMs, Alisson e Josman iniciando a escalada." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/acidente-no-morro-do-canal/100_1558/' title='Alisson iniciando a cordada.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/100_1558-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alisson iniciando a cordada." title="Alisson iniciando a cordada." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/acidente-no-morro-do-canal/100_1559/' title='Eu, Josman e Alisson na parada da via ao lado das escadas.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/100_1559-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Eu, Josman e Alisson na parada da via ao lado das escadas." title="Eu, Josman e Alisson na parada da via ao lado das escadas." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/acidente-no-morro-do-canal/100_1562/' title='Na parada da via do costão.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/100_1562-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Na parada da via do costão." title="Na parada da via do costão." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/acidente-no-morro-do-canal/100_1570/' title='André.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/100_1570-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="André." title="André." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/acidente-no-morro-do-canal/100_1572/' title='Piazada tomando aquele refresco.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/100_1572-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Piazada tomando aquele refresco." title="Piazada tomando aquele refresco." /></a>

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		<title>Sessenta montanhas e um braço quebrado</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste final de semana encerrei a minha temporada 2009 de montanhismo. Daqui por diante, só coisinhas sossegadas e estabelecidas, nada de varar mato ou congêneres. É que tem muita cobra venenosa e bicho cabeludo por aí, sem contar o calor infernal. Claro que aquilo que é essencial pra manter a forma, tipo fazer Pico Paraná [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste final de semana encerrei a minha temporada 2009 de montanhismo. Daqui por diante, só coisinhas sossegadas e estabelecidas, nada de varar mato ou congêneres. É que tem muita cobra venenosa e bicho cabeludo por aí, sem contar o calor infernal. Claro que aquilo que é essencial pra manter a forma, tipo fazer Pico Paraná de ataque em menos de 6 horas ou descer o Itupava e subir o Abrolhos a tempo de voltar pra casa almoçar, continuam na rotina. O fato é que este ano foi muito bom. Em termos materiais, consegui comprar alguns equipamentos que me faltavam havia tempos. Em questões montanhísticas, realizei <a href="http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/">travessias nem um pouco badaladas</a>, freqüentei montanhas nada visitadas, e peguei muito carrapato, muito mesmo. Consegui, também, desenvolver dois sonhos antigos. Um deles foi completar as 14 maiores montanhas do Brasil, projeto iniciado em 2005 e que teve sua primeira fase acabada agora, neste ano. A fase seguinte se inicia ano que vem e tem até 2014 para ser concluída. Conto os detalhes em outro momento. Sobre o segundo sonho, o lance é puramente sentimental.</p>
<p>Muita gente acha uma tremenda bobagem ficar alardeando sua coleção de cumes. Eu também, tanto que só agora estou tornando pública a notícia de que subi as 14 maiores do Brasil. Grandes coisas, pode você pensar. Mas dias atrás eu conversava com o Emerson Simepar, que conhece as montanhas obscuras do Paraná muito melhor do que eu, e ele me confidenciou não saber quantas montanhas diferentes tinha subido. Pelo menos até aquele dia. Por ter o hábito de manter diários, tenho registrada a maioria das minhas ascensões, além de ter anotado numa planilha todas montanhas que escalei. E ontem, ao pegar a saída à direita do apartamento 11 ao invés de continuar descendo a Noroeste, e seguir a cumeada da Esfinge, lá no <a href="http://amontanha.com.br/posts/conjunto-marumbi-visto-de/">Marumbi</a>, completei exatos 60 cumes diferentes no estado do Paraná. Pouco, perto de outros montanhistas mais experientes, mas uma marca que a mim significa muito, especialmente porque estamos lidando com uma das paixões de minha vida juvenil, e também porque esta é a terra em que nasci e virei gente, o meu Paraná. Eu cresci vendo as montanhas de baixo, sonhando com o dia em que enxergaria o mundo de cima. E sábado, dia 14/11/2009, num cume de fácil acesso, num lugar onde aprendi a subir montanhas, e contando com a companhia de bons amigos, alcancei a marca feliz de 60 perspectivas diferentes. Graças a Deus pela vida, saúde e oportunidade de fazer da vida o que amo.</p>
<p>E aí, cerca de 10 minutos após passar pela janela da Noroeste, diminuí a velocidade da descida, pois a rocha estava muito úmida e escorregadia, sem contar a canseira de um dia inteiro de atividades, mais o calor sufocante. De repente, lá de baixo, ouço o Natan me intimando: Vinicius, corre aqui, acho que o Alisson quebrou o braço. Eram 19h30, começava a ficar escuro no interior da floresta. Encontrei meus amigos no chão; um iniciando os preparativos para o resgate, outro se contorcendo e gemendo de dor. Pois é&#8230; <a href="http://nasnuvensmontanhismo.com.br/posts/resgate-em-areas-remotas/">por mais que você treine, nada supera a vida real</a>. Sei que, irmãos de montanha que somos, irmãos de verdade, tudo saiu nos conformes: e não haveria de ser diferente. Marcava meia-noite no relógio quando entramos num hospital em Curitiba. Hoje o Alisson está escovando os dentes com a mão esquerda.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/sessenta-montanhas-e-um-braco-quebrado/marumbi-05/' title='Marumbi'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/11/marumbi-05-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Marumbi visto dos Coroados." title="Marumbi" /></a>

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		<title>Fotos do acidente que matou uma pessoa no Anhangava</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 00:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bastou uma tragédia para as visitas do site subirem. Uma morte na montanha aumenta em pelo menos 25% os acessos, especialmente se houver algo publicado relacionado ao assunto. Até mamãe, que subiu correndo o Morro do Canal na virada de ano de 2007 para 2008, ligou perguntando: Viu que morreu um fulano no Anhangava? É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bastou uma tragédia para as visitas do site subirem. Uma morte na montanha aumenta em pelo menos 25% os acessos, especialmente se houver algo publicado relacionado ao assunto. Até mamãe, que subiu correndo o Morro do Canal na virada de ano de 2007 para 2008, ligou perguntando: Viu que morreu um fulano no Anhangava? É conhecido seu?</p>
<p>Não, mãe, não era. Mas veja que a questão nem é a morte do cidadão que estava de butuca no rádio e se ofereceu para ajudar no resgate, e que numa fatalidade caiu no buraco e morreu, e que daqui a pouco nem será mais lembrado, exceto pelos familiares. O lance é que três vacilões se perderam na região do Anhangava, o que causou a ação dos bombeiros e como sabemos, a morte de um voluntário.</p>
<p>Esta história só se tornou pública por conta do acidente, mas não dá pra ignorar que quase todo o final de semana alguém se perde ou faz algum tipo de merda nos cumes dos montes e nos interiores das serras. Se não tivesse acontecido o sinistro, saberíamos que ainda há gente que se perde no Anhangava? E tanto faz se é Itupava, Pão de Loth, Caratuva&#8230; dá na mesma.</p>
<p>O melhor conhecimento que o povo adquire antes de ir pra montanha, acredite você, vem dos programas de televisão, que ensinam o cara a comer fezes secas de gato e a montar abrigos improvisados com bromélias, ou dos manuais do escoteiro mirim, que ensinam a fazer fogueira e a andar com um canivete na cintura. E é lição pra mim e pra você, também, que não basta boa intenção pra se fazer operação de busca e salvamento, que o fato de conhecer bem uma região pode significar desconhecer os buracos perdidos na selva.</p>
<p>Minhas saudações aos bombeiros que efetuaram o resgate de uns e levaram o corpo de outro sem vida na mochila; espero jamais precisar de vocês. Meus pêsames aos familiares do voluntário; é triste saber que, na ânsia de ajudar, o cara acabou virando notícia de página funerária. Minhas lamentações aos perdidos; torço que tenham compreendido que o ambiente de montanha não é equivalente ao Parque Barigüi.</p>
<p>Ah, e as fotos, né? Tudo invenção. Só estava querendo fazer uso deste hype para enganar as pessoas que, com aquela curiosidade mórbida e irresistível, chegaram até aqui. Mas pensando bem, a foto abaixo até que casa com o assunto.</p>
<p>Update: a foto não é de onça. Obrigado pela ajuda de todos!</p>
<div id="attachment_477" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/05/cranio-onca.jpg" alt="Crânio de porco do mato ou queixada encontrado na Serra do Ibitiraquire, entre o Ferreiro e o Guaricana." title="Crânio" width="408" height="306" class="size-full wp-image-477" /><p class="wp-caption-text">Crânio de porco do mato ou queixada encontrado na Serra do Ibitiraquire, entre o Ferreiro e o Guaricana.</p></div>
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