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	<title>A Montanha &#187; travessia</title>
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	<description>Blog de Montanhismo - Vinicius Ribeiro</description>
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		<title>Travessia Ciririca-Graciosa de ataque</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 19:53:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[De madrugada levamos uma geral da polícia. Ah, montanhistas? Indo pro Ciririca? Perfeito senhores, esta é só uma abordagem de rotina, tenham todos um bom dia. Sob estrelas iniciamos jornada floresta a dentro, rumo ao cume do Ciririca, montanha da Serra do Ibitiraquire que na língua indígena tupi significa &#8220;grande mãe dos caranguejos do mato&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De madrugada levamos uma geral da polícia. Ah, montanhistas? Indo pro <a href="http://amontanha.com.br/posts/atacao-no-ciririca/">Ciririca</a>? Perfeito senhores, esta é só uma abordagem de rotina, tenham todos um bom dia.</p>
<p>Sob estrelas iniciamos jornada floresta a dentro, rumo ao cume do <a href="http://amontanha.com.br/posts/atacao-no-ciririca/">Ciririca</a>, montanha da <a href="http://amontanha.com.br/tag/ibitiraquire/">Serra do Ibitiraquire</a> que na língua indígena tupi <a href="http://altamontanha.com/iviturui/ibitiraquire03.html">significa</a> &#8220;grande mãe dos caranguejos do mato&#8221;. Só que um tanto antes de passar pelo cruzo que sobe o <a href="http://amontanha.com.br/posts/tarde-no-camapua/">Camapuã</a> e o <a href="http://amontanha.com.br/tag/tucum/">Tucum</a>, ainda noite, avistamos dois olhinhos brilhando na trilha. O bicho nos viu, e curioso, deu alguns passos em nossa direção. Suspense. O animal tinha até 1m de altura, as orelhas eram pontudas, provavelmente o peito era claro, talvez com algumas manchas. Analisando o manual de mamíferos, ficou  a suspeita de termos avistado uma jaguatirica <em>leopardus wieddi</em>, o que foi, sem dúvida, um privilégio.</p>
<p>De forma lenta, alcançamos o cume do <a href="http://amontanha.com.br/posts/atacao-no-ciririca/">Ciririca</a>. Breve descanso, fotos e iniciamos descida rumo ao altiplano dos Agudos. O tempo estava coberto nas altitudes superiores, e aberto abaixo de nós. Depois descemos no rio e por ele seguimos até a entrada do vale que leva à Garganta, fronteira final da <a href="http://amontanha.com.br/tag/ibitiraquire/">Serra do Ibitiraquire</a>. No alto deste selado deixamos caixa de registro da travessia Ciririca-Graciosa. Neste ponto também contatamos nosso resgate, na pessoa do Xandão, passando horário estimado de chegada e tal.</p>
<p>Continuamos a labuta, anoiteceu e ainda não tínhamos passado a grande cachoeira. Pausa pra descanso. Com as lanternas já na cabeça, voltamos ao sinistro de descer o rio no escuro. Um tanto a frente, finalmente a cachoeira, aí cruzamos as suspensas paredes de pedra, depois os poços e com alívio alguém gritou termos alcançado à passagem da mata. Basta de andar em rio, porque eu sou montanhista, não peixe.</p>
<p>Já cansados, fomos vencendo o trecho final da floresta, que naquela hora estava repleta de vaga-lumes. Pelo caminho havia um ovo azul no chão, um pouco maior que o de uma galinha, mas era azul mesmo, muito interessante. Choveu, parou, voltou a chover. A canseira aumentava, o sono batia, a fome só não era mais forte por causa da sede. É estranho passar sede com tanta água brotando em riachos e ribeiros. Mas enfim. Depois do que pareceu um volta completa em torno do sol, e foi quase isso, finalmente chegamos no Marco 22 da Estrada Colonial da <a href="http://amontanha.com.br/tag/graciosa/">Serra da Graciosa</a>. A tristeza é senhora, mas a alegria é jovem!</p>
<p>Lá estava o <a href="http://omontanhes.blogspot.com/">Xandão</a> nos esperando, com aquela sua simpatia e camaradagem de sempre, mais um tanto de cerveja, refrigerante e comida no bagageiro do carro. Depois agilizamos os procedimentos, buscamos os carros que estavam espalhados por aí, e voltamos pras nossas respectivas casas. O saldo final foi ter feito a travessia Ciririca-Graciosa de ataque em 20h, e ter lesionado as costelas após uma queda feia no rio. Mas a felicidade é o que conta, sempre.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-01/' title='Eu, Otaviano e Natan no cume do Ciririca. Foto do Alisson.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-01-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Eu, Otaviano e Natan no cume do Ciririca. Foto do Alisson." title="Eu, Otaviano e Natan no cume do Ciririca. Foto do Alisson." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-03/' title='Alisson, Natan e Otaviano no Altiplano dos Agudos.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-03-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alisson, Natan e Otaviano no Altiplano dos Agudos." title="Alisson, Natan e Otaviano no Altiplano dos Agudos." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-02/' title='A Garganta.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-02-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A Garganta." title="A Garganta." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-04/' title='Descendo o rio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-04-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Descendo o rio." title="Descendo o rio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-05/' title='Descendo o rio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-05-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Descendo o rio." title="Descendo o rio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-ciririca-graciosa-de-ataque/ciririca-graciosa-06/' title='Eu, Natan e Alisson no posto da polícia na Estrada da Graciosa.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2012/01/ciririca-graciosa-06-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Eu, Natan e Alisson no posto da polícia na Estrada da Graciosa." title="Eu, Natan e Alisson no posto da polícia na Estrada da Graciosa." /></a>

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		<title>Mountain Tour 2007</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 02:25:35 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu continuo fuçando em meus arquivos. Hoje encontrei este <a href="http://amontanha.com.br/categoria/video/">vídeo</a> de 2007. Não éramos mais tão jovens assim, mas ainda tínhamos todo o tempo do mundo. Na época, o texto que acompanhava o vídeo dizia o seguinte:</p>
<p>&#8220;Em terra de montanhista descalço, quem usa bota é rei. Inspirado na conversa com um bom camarada. E algo me diz que eu poderia usar esta frase em outro texto. Tá, mais uma para o futuro: Montanhista estrela não faz expedição à montanha, faz turnê. Que venham os tomates; meu macarrão precisa de molho.&#8221;</p>
<p>Mais uma para o futuro, era o que eu pensava. Aí o retrato de uma geração &#8211; risos, muitos risos. Eu tinha um cabelão que cortei e voltou a crescer. O Bolívia e o Juliano já anunciavam o tamanho que teriam no futuro, ou não. O Natan ainda tinha cabelo na cabeça. E o Tio Willian usava uma bermudinha pra subir montanhas que ele tem até hoje. A propósito: este vídeo foi feito um pouco antes da <a href="http://amontanha.com.br/posts/o-nascimento-da-jakaira/">Jakaira</a>. Fica a dica.</p>
<p>Mas por qual razão não tem post novo no ar? Porque choveu e fez frio o final de semana inteiro. E aqui entre nós: que merda de tempo pra escalar, não é? Mas se serve de consolo, passei estes dias trabalhando em meu escritório de montanha, que em breve será inaugurado. Quem quiser um convite levante o dedo.</p>
<p><object width="640" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/l73MAU_UEZ8&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/l73MAU_UEZ8&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"></embed></object></p>
<div id="attachment_950" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><a href="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/labirinto.jpg"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/07/labirinto.jpg" alt="A foto clássica" title="A foto clássica" width="408" height="308" class="size-full wp-image-950" /></a><p class="wp-caption-text">A foto clássica</p></div>
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		<title>As 10 montanhas do princípio ao fim</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 01:19:17 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Começamos a pernada às 2 horas da madrugada de sábado. O céu estava estrelado e a floresta completamente encharcada pelo orvalho. A nossa frente o conjunto de montanhas mais carismático do Paraná. Éramos três pessoas de bom senso, montanhistas plenos. Além de mim, o Wosniak e o Lima.  A logística inicial foi providenciada pelo Otaviano, que ficou nos aguardando até colocarmos as mochilas nas costas. Pois bem, vamos começar então, tudo muito ligeiro. Vencemos as paredes do Morro do Curió e do seu cume avistamos as luzes das cidades. A lua minguando descia rumo ao horizonte. Na montanha seguinte, em cima da pedra que marca seu topo, fizemos outra breve pausa, coisa de 5 minutos. Depois prosseguimos, passamos pelo Zabelé e descemos até o riozinho no fundo do vale. Após nova pausa seguimos para o Canário, onde nem paramos, depois pro Savacu, e de lá corrigimos pequena confusão ao perdermos o rastro dos bichos, mas que foi logo resolvida. A alvorada começa a raiar. Seguimos mata a dentro e finalmente em torno das 8h30 atingimos o ponto máximo do Macauã, bela montanha em forma de tablado. </p>
<p>Isso me lembra aquela música que diz que todo dia o sol levanta e a gente canta ao sol de todo dia&#8230; o sol já brilhava na beira do céu, embora sem muita força, e o vento se encarregava de levar o calor que ele conseguia nos mandar. Estávamos molhados até os ossos, com sono e frio. Ali rolou certa angústia, de maneira que nos perguntávamos se iríamos continuar com aquela irresponsabilidade. Sim, claro que iríamos. Depois de um cochilo e pequena porção de comida, partimos rumo nordeste. Rapidamente atingimos outros dois cumes, ambos no aglomerado do Anhumpoca. Aí descemos suas encostas e acertamos o rio que nos levaria aos pés da penúltima montanha, o Chimanguinho. Outra lugar belíssimo, cujo o cume nos é por demais feliz, pois ali fizemos um dos pernoites da travessia da Jakaira. Foi especial estar novamente no local depois de 4 anos. O relógio marcava exatamente meio-dia e nós tomávamos sol na pedra do cume. Pausa para lanche e fotografia.</p>
<p>Descemos as encostas do Chimanguinho, subimos o colo entre o Chimango e Ererê, e descemos novo vale onde fica a nascente do rio Bromado. Agora restava a última montanha da jornada, o Pelicano. Minhas forças começaram a se esgotar, e como eu sabia que o final da travessia exigiria atenção, tratei de racionar energia. Então partimos montanha acima, e acho que lá pelas 15h atingimos o seu cume onde nem nos demoramos, fazendo aquela necessária pausa apenas na cachoeira Fulva. Às 16h iniciamos os procedimentos para concluir a travessia. O resgate já estava combinado e começou a chover. Eu estava cansadão, os camaradas também. Descemos, descemos&#8230; A noite nos pegou quando já tínhamos saído da marginal, lá no meio de um vale bacana. Breve pausa novamente. Dando passos finais à travessia, entramos em larga trilha, cruzamos grande rio e finalmente atingimos o primeiro ponto de civilização repleto de ilustres, o local que marcaria o fim da empreitada. Eram 19h30. Troca idéia ali, profetiza de lá, descemos para encontrar o resgate. Lá estavam o Juliano e o Carlos Magrinho nos esperando. Ah, felicidade. Juliano subiu com sua Toyota Mamute, não precisaríamos caminhar mais 4 km até as grades do Governo. O Magrinho era portador de uma garrafa de Terra Nova, e assim brindamos a conclusão de pioneira travessia. Depois da roupa trocada e instalados no Mamute 4&#215;4, fizemos a viagem de volta. E assim acaba este relato. Que se registre que dia 30/04/2011 foi feita esta travessia pela primeira vez de ataque, passando por 10 montanhas e totalizando 17h30. E que eu dedico esta jornada ao menino cujo nome significa “tão grande ou semelhante ao mar”. Meus cumprimentos aos camaradas e a você que me leu.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/as-10-montanhas-do-principio-ao-fim/100_1356/' title='O Princípio e o Fim'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/100_1356-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O Princípio e o Fim" title="O Princípio e o Fim" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/as-10-montanhas-do-principio-ao-fim/100_1363/' title='O Princípio e o Fim'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2011/05/100_1363-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O Princípio e o Fim" title="O Princípio e o Fim" /></a>

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		<title>Medalhistas do Itupava</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 02:30:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O título do post é como bem sugeriu o Élcio em seus registros fotográficos. Em uma noite agradável, foi bom estar e rever os camaradas, contar histórias e beber bastante vinho. Foi especial ainda poder abraçar o Vitamina e acumular memórias para quando eu for como ele é.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título do post é como bem sugeriu o Élcio em seus registros fotográficos. Em uma noite agradável, foi bom estar e rever os camaradas, contar histórias e beber bastante vinho. Foi especial ainda poder abraçar o Vitamina e acumular memórias para quando eu for como ele é.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/medalhistas-do-itupava/100_0587/' title='Medalhistas do Itupava'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0587-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Medalhistas do Itupava" title="Medalhistas do Itupava" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/medalhistas-do-itupava/dsc05745/' title='Foto do Élcio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/11/DSC05745-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Camaradas." title="Foto do Élcio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/medalhistas-do-itupava/dsc05747/' title='Foto do Élcio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/11/DSC05747-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Camaradas." title="Foto do Élcio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/medalhistas-do-itupava/dsc05765/' title='Foto do Élcio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/11/DSC05765-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Élcio e o Vitamina." title="Foto do Élcio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/medalhistas-do-itupava/dsc05773/' title='Foto do Élcio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/11/DSC05773-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Veja, é de morrer de rir..." title="Foto do Élcio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/medalhistas-do-itupava/dsc05775/' title='Foto do Élcio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/DSC05775-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="De fato, muito engraçado." title="Foto do Élcio." /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/medalhistas-do-itupava/dsc05778/' title='Foto do Élcio.'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/11/DSC05778-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Conversando." title="Foto do Élcio." /></a>

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		<title>Atravessando o mundo das idéias</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 02:18:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O título fala por si. E se não for por ele, nada mais deve ser dito. Com vocês, as melhores ou mais safadas ou mais obscuras fotos da tal ação de atravessar o mundo das idéias. Importante registrar a sina de sempre encontrar água pelo caminho e pelo céu, não importando a situação. Até quando?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título fala por si. E se não for por ele, nada mais deve ser dito. Com vocês, as melhores ou mais safadas ou mais obscuras fotos da tal ação de atravessar o mundo das idéias. Importante registrar a sina de sempre encontrar água pelo caminho e pelo céu, não importando a situação. Até quando?</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/atravessando-o-mundo-das-ideias/100_0451/' title='Camaradas'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0451-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Eu e meus camaradas." title="Camaradas" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/atravessando-o-mundo-das-ideias/100_0458/' title='Montanha'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2010/12/100_0458-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Montanha obscura." title="Montanha" /></a>

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		<title>Travessia da Baitaca</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 02:19:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Travessia que consistiu, nesta versão, em atravessar a Serra da Baitaca no sentido sul-norte, passando pelos cumes das seguintes montanhas, num total de oito: PB2, PB1 (ou Pelado, conforme costume da região), Abrupto, Sapo, Pão de Lothzinho, Pão de Loth, Anhangava e Samambaia. 01) janeiro e fevereiro de 2009 Idéia inicial durante dias de escalada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Travessia que consistiu, nesta versão, em atravessar a Serra da Baitaca no sentido sul-norte, passando pelos cumes das seguintes montanhas, num total de oito: PB2, PB1 (ou Pelado, conforme costume da região), Abrupto, Sapo, Pão de Lothzinho, Pão de Loth, Anhangava e Samambaia.</p>
<p>01) janeiro e fevereiro de 2009</p>
<p>Idéia inicial durante dias de escalada no Morro do Canal, de onde se tem visão privilegiada de toda a Serra da Baitaca. Conversa produtiva com o Cover, que relatou sua experiência nesta serra durante travessia pioneira.</p>
<p>02) março de 2009</p>
<p>Com Josman Kiwi, subida ao Pão de Loth, para verificar face sul da montanha.</p>
<p>03) 14 de março de 2009</p>
<p>Com Natan e Magrinho, subida ao cume do PB2, via Estação de Roça Nova.</p>
<p>04) 21 de março de 2009</p>
<p>Com Magrinho, tentativa frustrada de chegar ao cume do Corvo, montanha ao norte do Caminho do Itupava.</p>
<p>05) 28 de março de 2009</p>
<p>Com Magrinho, jornada de investigação pelas estradas da região, a fim de localizar outro caminho à primeira montanha da travessia. Encontrado o ponto de acesso no RdS.</p>
<p>06) abril de 2009</p>
<p>Com Kiyoshi Natureza e Magrinho, entre bagas e bitucas, exploração contemplativa nas proximidades do RdS, em Piraquara.</p>
<p>07) 18 a 21 de abril de 2009</p>
<p>Com Magrinho, Natan, Alisson e Juliano, mais Michelle e Greice, início da travessia. Logística de partida, rumo ao RdS, executada por Gustavo Abras e Kiyoshi Natureza.</p>
<p>Primeiro dia, tempo excelente, subida aos cumes do PB2 e PB1, acampamento próximo à picada que leva até a Estação de Banhados, com o Abrupto ao Norte.</p>
<p>Segundo dia, tempo excelente, passagem pelo cume do Abrupto (fez jus ao nome), com acampamento na encosta do Sapo, próximo a vale onde havia água, após descer pirambeira por 10 minutos.</p>
<p>Terceiro dia, tempo péssimo, subida ao cume do Sapo, onde foi encontrado rastro antigo, certamente do Cover, mas que acabou no fundo do vale. Passagem pelo cume do Pão de Lothzinho e chegada cansativa no cume do Pão de Loth, de onde descemos para pernoitar nas proximidades do Caminho do Itupava. Juliano e Alisson voltaram pra casa dali.</p>
<p>Quarto dia, tempo péssimo, tentativa de acessar o cume do Corvo pelo sul, e que não foi possível pela falta de braço forte e pela distância a ser vencida, superior a 2 km. Desvio pelo Itupava para alcançar o cume do Anhangava pela rota tradicional, e finalmente, descida pela última montanha da travessia, o Morro do Samambaia. Alisson e Bolívia esperando na base para resgate. Término da travessia no bar do mirante, em Quatro Barras.</p>
<p>(&#8230;) Estava abrindo caminho, rumo ao cume do Pão de Loth. Na minha retaguarda, Alisson dava as coordenadas pela bússola: vá lá, corrija a rota pra esquerda! Mata dura, macega desgraçada. De relance, observo clarão à direita. Alisson reclama: porra, siga reto, desvie à esquerda. Mesmo assim, invisto no clarão e chego às pedras do cume sul do Pão de Loth. E basta de varar mato! Vento nervoso, início de noite e visual fechado, mas foi muito alegre a comemoração de chegada.</p>
<p>Fim do relato, que se registre versão desta travessia.</p>

<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/canal-01/' title='Morro do Canal'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/04/canal-01-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Escalando no Morro do Canal" title="Morro do Canal" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/pao-de-loth/' title='Pão de Loth'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/04/pao-de-loth-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="No cume do Pão de Loth" title="Pão de Loth" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/serra-do-emboque/' title='Serra do Emboque'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/04/serra-do-emboque-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Serra do Emboque vista da região próxima à Estação de Roça Nova. Ao fundo, à direita, o Morro do Canal." title="Serra do Emboque" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/magrinho-anhangava/' title='Anhangava'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/04/magrinho-anhangava-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Magrinho observando o horizonte no cume do Anhangava" title="Anhangava" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/baitaca-01/' title='Baitaca'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/04/baitaca-01-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Início da travessia da Serra da Baitaca" title="Baitaca" /></a>
<a href='http://amontanha.com.br/posts/travessia-da-baitaca/marumbi-09/' title='Marumbi'><img width="80" height="80" src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/04/marumbi-09-80x80.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Serra do Marumbi vista durante travessia da Baitaca." title="Marumbi" /></a>

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		<title>O Nascimento da Jakaira</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 04:20:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[caixa de cume]]></category>
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		<description><![CDATA[Serra da Farinha Seca, 13 de agosto de 2007. Este caderno, assim como está caixa de cume, foram até aqui trazidos por integrantes do Nas Nuvens Montanhismo, durante expedição intitulada Alpha-Jakaira, que compreende trecho entre o Canal e o Sete, e levada a cabo entre os dias 04 e 15 de agosto de 2007. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Serra da Farinha Seca, 13 de agosto de 2007.</p>
<p>Este caderno, assim como está caixa de cume, foram até aqui trazidos por integrantes do Nas Nuvens Montanhismo, durante expedição intitulada Alpha-Jakaira, que compreende trecho entre o Canal e o Sete, e levada a cabo entre os dias 04 e 15 de agosto de 2007. Os portadores desta mensagem: Alisson, Juliano, Natan, Vinicius e Willian. Acreditamos que o mundo acabe antes deste caderno, mas se isso não acontecer, por favor, ao escrever a última palavra na última folha, devolva este material a qualquer integrante do Nas Nuvens Montanhismo, para fins de registro. E o nosso abraço ao Vitamina, por todo o apoio.</p>
<div id="attachment_490" class="wp-caption aligncenter" style="width: 437px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/03/alpha-jakaira.jpg" alt="E foi a tarde e a manhã do último dia. Depois nasceu a Alpha-Jakaira." title="Alpha-Jakaira." width="427" height="308" class="size-full wp-image-490" /><p class="wp-caption-text">E foi a tarde e a manhã do último dia. Depois nasceu a Alpha-Jakaira.</p></div>
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		<title>O Princípio e o Fim</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 01:21:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Travessia por dez montanhas em quatro dias. Quinta-feira Partimos de Curitiba, além de mim, o Natan e o Bolívia. Na estrada, na periferia da cidade, pegamos o Willian, que nos esperava em um posto de combustível. Quem estava fazendo o transporte até a propriedade do Seu Huguinho, em Pirapoca e aos pés do Morro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Travessia por dez montanhas em quatro dias.</p>
<h4>Quinta-feira</h4>
<p>Partimos de Curitiba, além de mim, o Natan e o Bolívia. Na estrada, na periferia da cidade, pegamos o Willian, que nos esperava em um posto de combustível. Quem estava fazendo o transporte até a propriedade do Seu Huguinho, em Pirapoca e aos pés do Morro do Curió, era o primo do Natan, que gentilmente acordou cedo para nos ajudar. Lá chegamos por volta das 8h com o tempo péssimo; fechado, frio e garoando. Começamos a caminhada em seguida, e em instantes já estávamos cobertos pelas nuvens e molhados. O vento aumentou quando atingimos o cume do Curió e minhas dúvidas em continuar na trilha ficaram mais fortes. Sem perder muito tempo, partimos em direção ao Vevuia. Depois tocamos rumo ao Zabelé e descemos o vale em direção ao Canário, onde fizemos um lanche. Estávamos com muito frio e encharcados até os ossos. Eu senti um desgosto enorme ao tentar comer da minha comida gelada e beber do suco frio; tinha certeza que em casa, no calor do meu lar, até xarope seria mais gostoso. Mas tudo bem… fizemos êêêê e demos pulos, quem sabe assim o exercício nos aquecesse. Continuamos a caminhar até chegar o cume do Canário e de lá diretamente para o Savacu, aonde para nossa surpresa, chegamos pouco depois das 14h. Rapidamente tratamos de montar nossas redes e fechar o abrigo contra a chuva, e também buscar calor para o corpo. Troquei minha roupa e fiz um macarrão instantâneo. Depois de alimentado, resolvi deitar em minha rede. Segundos depois a árvore em que ela estava ancorada explodiu. Um pedaço da árvore bateu forte em minha cabeça e na queda eu machuquei meu pulso. A piazada caiu na gargalhada, uns mais contidos que outros. Essa situação iria se repetir outras vezes e eu nem imaginava. O Willian, o paizão que cuidou de todos e até comida serviu nas redes, fez um curativo em meu braço e o dia continuou.</p>
<p>A chuva não deu trégua a noite inteira, assim como o vento. Estava tudo muito úmido e gelado, sendo impossível ficar fora dos sacos de dormir. A única vantagem dessa condição climática, foi que não precisamos procurar por água, uma vez que bastava manobrar as lonas de nossos abrigos para conseguir um pouco do precioso líquido empoçado pela chuva. Não era incolor, é verdade, mas com chá e miojo ficou bom.</p>
<h4>Sexta-feira</h4>
<p>Acordamos tarde e com frio, e o tempo continuava ruim. Sem pestanejar, agora inconscientemente decididos, arrumamos as coisas e partimos rumo ao Macauã. Nossa intenção não era, necessariamente, atingir o seu cume, mas sim contornar suas encostas, sempre buscando um caminho de fácil trânsito pela floresta fechada. Nosso trabalho de orientação ficou mais intenso, com a bússola sempre apontando para novas direções. Para nossa felicidade, o tempo começou a demonstrar sinais de mudança, com o frio dando lugar a uma sensação agradável de calor e nenhum vento. Um pouco antes das 16h encontramos um lugar muitíssimo inspirador para passar a noite. Era o vale entre o Macauã e o Anhumpoca, com riozinho e uma área grande e plana. Tinha também vestígios de presença humana, bem antigos, por sinal. O astral era outro e sem dúvida o moral estava elevado. Acho até lógico, porque é fácil perceber que se a situação está desgraçada, qualquer mudança para melhor deve ser comemorada. Estávamos no meio do nada, longe de tudo, e uma pequena melhora no tempo significava muito para o nosso conforto. Chegamos a ver o pôr do sol do interior do vale! Sei que fizemos uma boa refeição, conversamos bastante, trocamos muitas idéias e dormimos felizes. Estávamos fazendo progresso e tudo continuava sob controle. A lua cheia também brilhou de forma especial aquela noite.</p>
<h4>Sábado</h4>
<p>Desmontamos nossas redes, arrumamos as mochilas e continuamos fazendo nosso caminho pelas montanhas e florestas. O Bolívia encontrou um gafanhoto esquisito e ficamos confabulando sobre a adaptação das espécies frente ao ambiente em que vivem. Com um pouco mais de esforço que no dia anterior, pois a floresta estava deveras fechada, iniciamos a subida rumo ao Anhumpoca 3. Lá encontramos, pela primeira vez, campos ao invés de vegetação alta. Fizemos fotos e de lá fomos para o Anhumpoca 2. Nesse cume encontramos a carcaça de algum mamífero não identificado, quem sabe um cão selvagem ou algo de gênero. Seu crânio era alongado, justamente como de um cão. Enfim, foi curioso ver aquilo. Mas sem perder tempo, começamos a descer um vale a procura de uma passagem tranqüila e com água. Novamente encontramos vestígios antigos de que aquele caminho já foi utilizado no passado.</p>
<p>A navegação agora estava mais difícil, por conta dos diversos pequenos vales e rios que encontrávamos pela frente. Nosso plano não era subir o Chimanguinho, mas acabou sendo mais fácil fazer esse cume do que arrumar um outro caminho. Por volta das 16h30 atingimos o seu ponto máximo. Mais fotos e alguma comunicação com o mundo exterior, e voltamos a caminhar. Fomos rumo ao colo entre o Chimanguinho e o Chimango, no propósito de encontrar um lugar abrigado para dormir e que tivesse água.</p>
<p>Na encosta do Chimanguinho achamos um pedaço feio de barranco, mas razoavelmente capaz de servir de abrigo por uma noite. A preocupação foi que não encontramos água. Enquanto o Willian e eu ficamos armando as redes e lonas, o Natan e o Bolívia partiram na tentativa de abrir um caminho rumo aos campos entre o Chimango e Ererê, para assim ganhar tempo no dia seguinte. Quase anoitecendo eles voltaram e nós pudemos preparar nosso jantar, que infelizmente não foi tão farto quanto em outros momentos, em vista da escassez de água.</p>
<p>Quando já estávamos todos instalados em nossos sacos de dormir, apenas esperando o sono chegar, tive outro problema com minha rede. Ao fazer um movimento estilo lagarto, a fim de pegar um objeto em minha mochila no chão, minha rede estourou e os meus pés vazaram para fora. Sob a gargalhada feliz dos meus amigos, tive que fazer um reparo em minha rede para poder dormir. O que me consolava, era que eu estava na última noite da travessia. A próxima seria em minha cama.</p>
<h4>Domingo</h4>
<p>Acordamos cedo, pela primeira vez. Às 8h da manhã começamos a subir rumo aos campos entre o Chimango e Ererê. Saímos sem desjejum, pois a água já tinha acabado. Não mais que meia-hora depois já estávamos admirando a grande encosta do Pelicano, nossa última montanha, assim como as grandes rochas do Ererê a nossa direita. Pegamos o vale próximo ao Chimango e começamos a descer na procura de um caminho e de água. No fundo do vale cruzamos com um riozinho e finalmente fizemos uma refeição, tão aguardada desde que partimos. Nesse ponto encontramos novamente sinais humanos do passado e fomos seguindo essas pistas, sempre subindo o Pelicano. No que atingimos um pequeno trecho de campo, todos os rastros sumiram e voltamos a contar apenas com a nossa própria navegação. E aí um dos trechos mais difíceis começou. Não sei se porque estávamos na reta final e cansados, mas tudo parecia mais difícil. Os barrancos eram maiores, a mata era mais fechada, os formigueiros eram enormes… tudo era mais caro. Muito cansados, de repente nos descobrimos felizes novamente quando atingimos o cume do Pelicano. Enfim a última montanha! Mais fotos, abraços e depoimentos à câmera. Ainda faltavam umas 4h para chegar ao término definitivo da travessia, mas ali, finalmente começamos a perceber que o sonho estava se realizando e que era concreto.</p>
<p>Depois de um tempo voltamos a caminhar, passando pelo trecho mais sinistro de toda a empreitada. Foi tão ruim, que prefiro nem descrever. Após esse trecho voltamos a andar por uma trilha estabelecida, sem precisar varar mato. Alguns minutos depois, passamos por um ponto de água, onde fizemos um breve lanche, pois como não tínhamos almoçado, a fome pesava no estômago. A fadiga já era extrema também e meu pulso doía até quando eu pensava nele. Só não foi insuportável, porque todos estávamos determinados a acabar a travessia logo. E após longas 3h de caminhada desde o cume do Pelicano, passando pelo vale a direita do Gaviãozinho na trilha da Madeira do Manoel, encontramos um posto avançado do mundo civilizado, oficialmente dizendo: a Livraria do Guarumbi. Eram aproximadamente 18h.</p>
<p>E como combinado, lá estavam o Juliano e o Alisson prontos para fazer o nosso resgate. Que alegria foi vê-los, e com que alegria eles nos recepcionaram. Uma alegria incrível. Mais abaixo, na Livraria de Dr. Dolangue, estavam a Flavinha, a Rose e a Michele. Elas estavam muito cheirosas ou nós é que estávamos fedendo? Descemos a estrada até o carro e foi só alegria.</p>
<h4>Segunda-feira</h4>
<p>Apenas em casa a ficha caiu. Meu pulso ainda dói, mas eu não preciso mais me pendurar pela floresta para ir de um ponto a outro.</p>
<p>-x-x-</p>
<h4>Isso não faz sentido…</h4>
<p>Estava no canal do tempo, mas desliguei a televisão. Fui olhar da janela que é bem melhor. Mas vi apenas o vigia noturno caminhando em direção ao meu velho carvalho plantando no jardim. Pensei: se eu plantei esse carvalho, porque ele ainda está sem nome? Era melhor jantar e pensar no assunto. Sentei a mesa e me perdi nos pensamentos, até que a alvorada raiou duas vezes no horizonte. Nossa, já tinha amanhecido e eu ainda ali parado! Na ânsia de escolher uma roupa limpa, decidi colocar um chapeuzinho verde que de certo combinaria com o novo dia. Mas ainda indeciso, quem sabe por um chapéu maior ou tirar um negócio espinhento do dedo, resolvi correr pelado no parque.</p>
<p>-x-x-x-</p>
<p>Publicado originalmente em 11/09/06.</p>
<div id="attachment_428" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img src="http://amontanha.com.br/admin/wp-content/uploads/2009/02/alvorada.jpg" alt="O Princípio e o Fim" title="O Princípio e o Fim" width="408" height="308" class="size-full wp-image-428" /><p class="wp-caption-text">O Princípio e o Fim</p></div>
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